Se a Ponte Preta já está uma bagunça fora de campo, com promessas não cumpridas de pagamentos de salários atrasados dos atletas, a desordem foi repassada de vez para o gramado.
Assim se explica a inesperada goleada de 4 a 1 sofrida para o Londrina, em Campinas, na noite desta segunda-feira, no complemento da nona rodada da Série B do Brasileiro.
Durante o primeiro tempo a Ponte perdia por 1 a 0, aos trancos e barrancos, com bola do volante Tárik chutada na trave e indefinições dos atacantes Pottker e David da Hora sobre arremates em chances claras de gols.
DESARRUMAÇÃO TOTAL
Todavia, após o intervalo ‘imperou’ o amadorismo do comando técnico.
Esse negócio de desguarnecer o sistema defensivo em troca por atacantes provocou desarrumação geral, oferecendo-se espaços para o Londrina usar velocidade em contra-ataques e assim facilitar as conclusões.
Inadmissível a equipe pontepretana sair abruptamente ao ataque, após o intervalo, resultando num claro convite a ser explorado pelo adversário.
Quem foi o culpado pela desordem?
GABRIEL REMÉDIO OU RODRIGO SANTANA?
O técnico interno Gabriel Remédio, que teria feito coisas da cabeça dele, ou o suspenso Rodrigo Santana dava palpites sobre o que fazer, no contato com o mensageiro Edson Abobrão, que estava no banco de reservas?
Nesta bagunça sem precedentes nesta temporada, o principal culpado é Rodrigo Santana, que ofendeu o árbitro quando de sua expulsão em rodadas anteriores, e isso implicou em suspensão de dois jogos.
Como foi Santana quem definiu quem seria titular nesta partida e errou nas escolhas, resta saber se teve participação decisiva nas trocas.
Seja como for, ficou claro que ao término deste vexame, Santana deveria tomar iniciativa de apanhar o seu boné e cair fora.
Se assim não proceder, que a diretoria de futebol do clube tome a iniciativa.
TRÊS VOLANTES E BURACOS
Escalar três volantes durante o primeiro tempo e o time ainda deixar claros buracos no setor teria que ser bem avaliado.
Que foi um erro crasso as escolhas, os fatos falam por si só.
Depois, quando se procede às mudanças, uma delas a entrada do meia Élvis, fica claro que a decisão foi apenas uma satisfação para parte significativa de torcedores e setores da imprensa.
Muitos ainda não avaliaram que o atleta atravessa o seu pior momento fisicamente, na Ponte Preta, com claro reflexo na parte técnica.
DEFESAS DE DIOGO SILVA
Nem é o caso de enumerar jogadas que resultaram na ‘lambada’ do segundo tempo, pois o portal Futebol Interior detalha tudo isso.
Tem-se que acrescentar que, não fossem defesas importantes praticadas pelo goleiro Diogo Silva, o placar do jogo seria ainda mais dilatado
CADÊ VOCÊ
A coluna doméstica Cadê Você está de volta nesta semana, e o personagem é o já falecido Mário Sérgio Pontes de Paiva, uma das 71 vítimas fatais daqueles acidente aéreo que conduzia a delegação da Chapecoense à Colômbia, há quase dez anos.
Ele já havia encerrado a carreira de atleta e treinador, e atuava como comentarista do canal Fox Sport.
Mário Sérgio teve rápida passagem pela Ponte Preta em 1983, juntando-se aos meias Dicá e Jorge Mendonça.
Da mesma forma que foi um ‘cracaço’, o histórico dele mostra rebeldia, como recorda a matéria que você pode conferir no link https://blogdoari.futebolinterior.com.br/ .