Ao afastar temporariamente o meia Bryan Borges do elenco pontepretano, o diretor de futebol Marco Eberlin dá um tiro no pé.
Mesmo que tivesse havido desrespeito do atleta no bate-boca, durante discussão de salários atrasados, não se pode punir a Ponte Preta, tirando de cena o seu principal jogador do momento.
Bryan pode até ter se alterado na áspera discussão, mas estava de ‘saco cheio’ devido às repetidas promessas, não cumpridas, de quitação de salários atrasados.
Reflexo do assunto é que os jogadores David Braz e Saravia já pediram rescisões de contratos, com tendência que mais atletas possam acompanhá-los na decisão.
EBERLIN É O CULPADO
Ora, quem deveria ser imediatamente afastado da Ponte Preta é Eberlin, o principal responsável pelo clube estar a caminho da ‘cova’.
Foi na gestão dele, enquanto presidente, que explodiu essa armadilha financeira que parece incontornável.
Cadê o presidente do Conselho Deliberativo do clube, José Armando Abdalla Júnior, que assiste esse terrível momento calado, ignorando o sofrimento do verdadeiro pontepretano?
Já passou da hora de convocar o órgão que comanda, para que os membros se manifestem sobre caminhos alternativos para amenizar a situação.
Pois saiba, Abdalla, que alguns clubes do interior paulista levaram enorme tombo por falta de medidas preventivas de conselheiros.
Ou o senhor desconhece as situações de Paulista de Jundiaí, Comercial de Ribeirão Preto, XV de Jaú e União São João de Araras, entre outros?
TREINADOR QUERIA SAIR
Após a vexatória goleada sofrida para o Londrina, por 4 a 1, em Campinas, na noite de segunda-feira, o treinador da Ponte Preta, Rodrigo Santana, pediu demissão, mas a cúpula do futebol o teria persuadido a continuar na função.
Aqui já foi citado sobre a incerteza de quem participa do planejamento do futebol do clube em jogos desta Série B do Brasileiro.
O treinador tem autonomia total no comando, ou os palpiteiros de plantão participam e não assumem a responsabilidade?
Enquanto tem bate-boca de boleiros com Eberlin, registro para um churrasco entre membros da comissão técnica com dirigentes.
Evidente que o assunto principal foi atraso de salários dos jogadores.