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Referência aos mortos que escreveram histórias na Ponte Preta na e Guarani

  • 02/11/2026

Dois de novembro, Dia dos Mortos, só assim para a gente lembrar de pessoas que se foram e deixaram vasta folha de serviços prestados ao futebol de Campinas.

Comecemos pelos treinadores Cilinho e Zé Duarte, que marcaram época na Ponte Preta, com campanhas memoráveis.

Em comum, ambos tiveram capacidade no aprimoramento de jogadores, principalmente saídos das categorias de base.

ODIRLEI E MARCÃO

Na Ponte Preta, se o ex-lateral-esquerdo Odirlei – sobrevivente – tinha incrível capacidade para atacar, era vulnerável na marcação, e pacientemente Zé Duarte melhorou a condição dele nesse quesito.

Cilinho transformou um zagueiro central em centroavante.

Fez isso para explorar Marcão no jogo aéreo, considerando a estatura dele superior a 2m de altura.

O então atleta morreu em junho de 2019, aos 65 anos de idade.

MILTON DOS SANTOS E SAMUEL

Milton dos Santos, ex-meia do Guarani, que deu show atuando como treinador na categoria de juniores da Ponte Preta, morreu em janeiro de 2023.

Ele se destacou na revelação de jogadores para o profissional, com conquista do bicampeonato da Copa São Paulo de Juniores, com a Ponte Preta.

Paradoxalmente não repetiu o feito na categoria de profissionais.

A Ponte Preta colocou no cenário nacional um zagueiro que raramente passava uma partida sem aplicar chapéu no centroavante adversário, caso de Samuel, que morreu precocemente.

O pontepretano também se orgulhou de aplaudir um dos maiores meias que passaram pelo clube, caso de Roberto Pinto, na década de 60 e meados de 70 do século passado.

Ele morreu em 1994, vítima de um acidente de trânsito no Rio de Janeiro.

GUARANI E MORTOS

No dia 23 de setembro passado, foi anunciada a morte do ex-lateral-direito de Deleu, que passou pelo Guarani em 1966.

Naquela época, quando a ‘boleirada’ fazia uso de transporte coletivo, Deleu exibia o seu Opala, e avisava aos caronistas que não admitia cigarros acesos no veículo.

– Fedô, aqui, não -, sempre repetia.

Naquela década, o Guarani contou com o hábil ponteiro-esquero Carlinhos, assassinado no interior de sua casa em Campinas, no ano de 1982.

Meses antes eu havia me dirigido à residência dele, no bairro São Quirino, para uma entrevista e recapitulação da respectiva carreira.

TININHO MORREU NO GRAMADO

Como esquecer a trágica morte do quarto-zagueiro Tininho, no dia 27 de julho de 1971, quando tinha 20 anos de idade

Ele foi um ‘baita’ jogador, que sofreu mal súbito durante um treinamento do clube na Praça Municipal de Esportes do São Bernardo, em Campinas.

Ali ele caiu morto.

Jamais deve ser esquecido o renomado Dimas Monteiro, que escreveu história no Guarani como goleiro, e posteriormente transmitindo ensinamentos a quem atuasse na posição.

Na função, ele se destacou tanto no Guarani como Ponte Preta, clube que aperfeiçoou o goleiro Carlos Ganso, transformado em um dos melhores da posição, no cenário nacional.

VALDIR PERES CRITICADO

E Valdir Peres, falecido em julho de 2017?

Vejam que após ter sido titular da Seleção Brasileira, na Copa do Mundo de 1982, teve que ouvir duras críticas de seu preparador Dimas, uma delas que ‘bola na pequena área é do goleiro’.

Sobre incontáveis outros casos daqueles que entraram na história do Guarani, lembrança dos saudosos cartolas Ricardo Chuffi e Michel Abib, respectivamente presidente e vice.

Ambos deixaram ensinamentos de como se administra um clube tão valoroso como Guarani, mas o atual presidente Rômulo Amaro e companhia não aprenderam.

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