Marco Eberlin, vice-presidente e homem do futebol da Ponte Preta, deu sinal de vida.
E como ele deve ter adorado uma entrevista tão suave de repórteres presentes na Federação Paulista de Futebol, na quarta-feira, ocasião do congresso técnico da Série A2 do Paulista.
A pergunta chave, que a turma das décadas de 70 e 80 do século passado faria – da qual eu pertencia – foi ‘engavetada’.
Imaginem se repórteres como Wagner Ferreira, Paulo Moraes e Sérgio Jorge não perguntariam por que essa diretoria não adotou a postura de renúncia, após pressão de conselheiros, das torcidas organizadas e, por último, de ex-jogadores consagrados no clube como Dicá?
Nada disso.
JUSTIÇA TRABALHISTA
O espaço foi aberto para Eberlin criticar duramente a manifestação de ex-jogadores, que pediram intervenção no clube, através de um órgão correspondente da CBF.
Ele também fez críticas a um dos ex-atletas que entrou na Justiça Trabalhista.
Não era o caso de se perguntar se o profissional que ele fazia referência não recebeu o valor devido quando trabalhou no clube?
Claro que ele teria que buscar os seus direitos.
GRUPO DE OPOSIÇÃO
Transferir culpa a um grupo de oposição, pelo fato de a Ponte Preta não ter sido transformada em SAF, seria facilmente contestado.
Ninguém é contra a SAF.
O que não se pretende é que essa fracassada diretoria participe do processo para transferência do clube a investidores.
Pois é, Eberlin, os tempos passam e as coisas mudam na esfera jornalística.
DOIS REBAIXAMENTOS
Que saudade dos tempos do combativo Sérgio Jorge, que ponto é ponto; vírgula é vírgula.
A facilidade que Eberlin conduziu a entrevista, nem parecia que a Ponte Preta vai disputar a segunda divisão paulista e foi rebaixada à Série C do Brasileiro, com sete rodadas de antecedência do final da competição.
Outros tempos!