Se essa MP (Medida Provisória) editada pelo presidente Lula, de acabar com as bets, não for revogada durante 60 dias, ou com prorrogação totalizando 120 dias, será criado um clima de terror nos principais clubes brasileiros.
É que eles passaram a depender de verbas publicitárias das empresas de apostas.
O próprio Lula, que regulamentou esta jogatina há quase dois anos, ainda zombou dos receios de cartolas de Flamengo e Corinthians, durante comício na cidade de Guarulhos, na última sexta-feira.
“Disseram que se eu acabar com as bets, vou acabar com o futebol. Esse negócio que vou acabar com o futebol é balela. Precisam encontrar outra maneira para captação de recursos”.
Ele diz isso como se fosse fácil o clube receber uma decisão pesada, como essa, do dia para a noite, e captar recursos.
FLAMENGO
Segundo o presidente do Flamengo, Luiz Eduardo Batista, o custo anual do clube gira em torno de R$ 400 milhões.
Logo, ele cita que uma medida como essa, tomada de supetão, causa apreensão generalizada.
“Contratos celebrados para toda a estrutura do clube não podem ser cassados sem preparo”.
A posição do Flamengo é compartilhada pelos principais clubes do futebol brasileiro, pois não se pode romper de uma hora para a outra contratos com as empresas de bets, e o clube perder arrecadação para cumprimento de seus compromissos.
VÍCIO DA JOGATINA
Isso não significa que sejamos defensores das bets, mas claro está que faltou ao Congresso Nacional, e principalmente ao presidente Lula, avaliação mais criteriosa sobre o vício da tal jogatina.
Quem viveu a era do ‘jogo do bicho’ constatou aquela cruel mania se fazer uma fezinha nesse ou naquele animal, até que rigidez para o cumprimento da proibição isolou os viciados.
Por fim, como Lula multiplica argumentos inconvincentes, no discurso em Guarulhos arrematou: “Aprovamos a Lei das SAFs para que os clubes se transformassem em empresas. E ninguém virou empresa, porque eles querem ‘mamar’ nas bets”.