Quem diria que fosse chegar o dia do apaixonado por futebol, e consequentemente da Seleção Brasileira, não estivesse nem aí em jogo dela contra a Austrália!
Pois chegou o dia.
Imagine que um ‘tolo’ fosse colocar o despertador para conferir o jogo contra a Austrália às 7h desta sexta-feira?
Permanece, sim, o amor pelos clubes, e sabe-se lá até aonde, pois o fato de terem proprietários, quando transformados em SAF, implica em perda de identidade.
Aquela coisa a se usar o pronome no plural, com citação de ‘nós’, como se você fizesse parte de alguma coisa, pensando bem essa conversa foi transformada numa tolice.
Você, apaixonado pelo clube que perdeu aquela identidade, já não pode ser chamado de ‘seu’, como ocorria antigamente.
Claro que dirigentes aproveitadores de alguma maneira sempre existiram, mas de uma forma ou de outra você ainda se identificava com eles.
AINDA TEM ILUDIDOS
Pior da história é que uma minoria ainda se ilude com Seleção Brasileira.
Aqueles que não se deram conta que antes mesmo do início do último Mundial, o presidente da CBF – que a maioria sequer sabe o nome, como é o caso de Samir Xaud -, já havia renovado o contrato do treinador Carlos Ancelotti
Sim, e pelo milionário salário acima de R$ 5 milhões.
Aí a Seleção foi aquele vexame, sequer chegou às quartas-de-final daquela competição, e o profissional continua aí.
Hoje, apesar de a mídia usar método persuasivo para aquele encanto à Seleção Brasileira, a maioria já se conscientizou que foi o tempo.
Os próprios atletas que a integram não estão nem aí.
Antes ainda havia ‘apego’ às individualidades sobre atletas, que mexiam com o ego do brasileiro, ao ver o País reconhecido internacionalmente pelas suas virtudes.
Todavia, hoje uma Noruega, do bloco intermediário de selecionados, fez sucumbir as esperanças de quem ainda apostava alto no Brasil.
Então, senhores, preocupem-se basicamente com os seus clubes, e olhe lá!
Os donos deles – das SAFs – passarão a ser pessoas que nunca tiveram identidade com vocês, e apenas passam a tratar o clube comercialmente, com o objetivo de lucro.
Investem, sim, mas isso não significa certeza de sucesso, porque cresce a cada dia o número de clubes que passaram a traçar o mesmo caminho.