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Espanha poderia explorar mais arremates de fora da área

  • 10/07/2026

Foquemos numa análise alternativa em relação aos comentaristas de televisão, sobre esta vitória da Espanha diante da Bélgica por 2 a 1, resultado que a coloca na fase semifinal da Copa do Mundo.

Primeiro: por que, ao longo da partida, a Espanha arriscou apenas três chutes de fora da área à meta adversária? Nenhum deles durante o primeiro tempo. E só na metade da segunda fase a primeira finalização, sem consequência.

SEGUNDO DE FORA DA ÁREA

Na segunda, o espanhol Pau Cubarci arriscou chute, o goleiro reserva S. Lammens rebateu, e Merino explorou a sobra e marcou o gol da vitória de seu selecionado: 2 a 1.

Por fim, motivado pelo retrospecto, o lateral-esquerdo Cucurella também finalizou sem destino.

Treinadores brasileiros de clubes deveriam reunir o elenco para detalhar sobre o vídeo deste jogo da Espanha contra a Bélgica.

E aí mostrarem incontáveis vezes as possibilidades que surgem para finalizações já dentro da área, mas a precaução do atleta ser travado no chute faz com que opte pelo passe a um companheiro

Por que isso?

Quando das incursões à área adversária, na mínima possibilidade de arremate não pode haver hesitação.

CADÊ OUTRO CILINHO?

E você acha que o treinador da Espanha Luis de Fuente pensou o jogo?

A cada dia me convenço que é difícil aparecer um outro Cilinho, treinador já falecido.

O atacante de beirada L. Yamal, da Espanha, é o jogador de mais habilidade de sua seleção, usando o lado direito para dribles em progressão.

Todavia, durante o segundo tempo, recebeu dupla marcação e foi basicamente anulado.

Ora, inadmissível um técnico como Luis de Fuente não ter a percepção que deveria ter mudado o atleta de lado.

Além disso, senhor treinadores, mostrem aos seus jogadores como a Espanha se qualificou para o desarme já valorizando o passe.

Questão de treinamento, aliada à aptidão do atleta.

ANTECIPAÇÃO NA CABEÇADA

O gol de cabeça do centroavante Charles De Ketelaere, da Bélgica, que representou o empate ainda durante o primeiro tempo, foi a repetição daquilo que havia ocorrido na derrota do Brasil para a Noruega.

Naquela ocasião, o centroavante Haaland saiu atrás do zagueiro brasileiro Gabriel Magalhães, habilmente ganhou a dianteira na jogada, e testou de forma indispensável para o goleiro Alisson.

Pois lance semelhante se repetiu no gol do garoto De Ketelaere, da Bélgica.

Eis aí, portanto, um estilo de aproveitamento raramente colocado em prática no futebol brasileiro, que serve de reflexão à ‘treinadorzada’.

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