Assuntos não faltam para análise desta derrota da Ponte Preta diante do Criciúma por 2 a 1, em Campinas, pela Série B do Brasileiro, na noite desta quarta-feira.
O principal capítulo fica por conta da desastrosa arbitragem do alagoano Wilmar Santana, que deixou de marcar falta clara do zagueiro Rodrigo, do Criciúma, sobre o meia Élvis, da Ponte Preta, aos 48 minutos do segundo tempo.
ERRO DA ARBITRAGEM
Ocorre que no desdobramento da jogada, o lateral-esquerdo Marcelo Hermes, do Criciúma, avançou com a bola livre de marcação, e arriscou o chute forte no canto esquerdo do goleiro Guilherme Viana, da Ponte Preta.
Era lance para ser revisionado, mas o VAR não chamou e o juiz manteve a sua decisão, naquele que foi o gol da vitória da equipe visitante.
DESDOBRAMENTO DA PONTE PRETA
Outro capítulo observado foi o desdobramento da Ponte Preta durante o segundo tempo, quando chegou ao gol do empate.
Foi fruto de chute do Kevyson, rebote do goleiro Airton aos 16 minutos daquela etapa, ocasião que o atacante Baianinho acompanhava a jogada e empurrou a bola para o gol.
Logo em seguida, a Ponte Preta teve a chance da virada em mais dois lances, mas a bola caiu nos pés de atacante como Baianinho e Brandão, que trataram de pená-la.
Apesar da derrota, a Ponte Preta correu bastante durante o segundo tempo e teve melhora de rendimento quando o seu treinador Márcio Zanardi corrigiu erros de escalação e estratégia tática.
PRIMEIRO TEMPO
Durante o primeiro tempo, o Criciúma nem precisou justificar comportamento de clube que se situa nas primeiras posições da Série B do Brasileiro, para levar vantagem.
Ainda assim, o placar de 1 a 0 ficou barato naquele período, pois a Ponte Preta sofreu gol logo aos 12 minutos e ainda permitiu contra-ataque ao Criciúma e correu risco de sofrer o segundo gol, evitado inicialmente pelo goleiro Guilherme Viana e, no rebote, posteriormente por um defensor que chegou travando a finalização de Gui Lobo.
FALHAS DE TAVARES E VIANA
No lance do primeiro gol do Criciúma, ressalta-se a desobediência tática do atacante de beirada Diego Tavares, da Ponte Preta.
Ele não fez a necessária a recomposição, e assim permitiu liberdade para que o lateral-esquerdo Marcelo Hermes ficasse isolado no ataque e finalizasse, com bola no canto esquerdo do goleiro Guilherme Viana, da Ponte Preta, que igualmente falhou.
A bola foi chutada em cima dele, que permitiu que ela entrasse entre as suas pernas.
ERROS DE ZANARDI
Erros crassos de avaliação do treinador Ponte Preta no Márcio Zanardi, ao escalar o time no esquema 3-4-3.
Na atual circunstâncias é inadmissível escalar o time com três atacantes de qualidade duvidosa, casos de David da Hora, Brandão e Diego Tavares.
E a teimosia de Zanardi implicou em abdicar de lateral-direito, sendo que em tese teria optado pela recomposição de Diego Tavares, fato que acabou não ocorrendo.
CORREÇÃO DE FALHAS
Pelo menos durante o segundo tempo o treinador Zanardi procurou corrigir os desarranjos iniciais, sacando o nulo Diego Tavares.
Nas mexidas, deslocou Kevyson da lateral-esquerda para o lado direito, com ocupação da lateral-esquerda através de Diego Porfírio, sacando David da Hora.
Também deu chance para o atacante Ruan, da base, e posteriormente Miguel, no lugar de Brandão que nada acrescentou e ainda desperdiçou chance de gol.
As modificações deram mais mobilidade para a equipe da Ponte Preta, no segundo tempo.