Anos 70 e 80 do século passado, quando uma equipe do futebol brasileiro era derrotada por diferença mínima de gols, até os 35 minutos do segundo tempo, o que acontecia?
Estádios eram ‘esvaziados’ por parte dos torcedores da equipe perdedora.
A lógica indicava ser muito difícil a reviravolta no placar, naquela circunstância.
Não se acreditava sequer chegar ao empate.
Costumava-se dizer que depois dos 35 minutos do segundo tempo, na citada circunstância, não tinha mais jogo.
FUTEBOL MUDOU
Era catimba, ‘cera’, e o vencedor da partida prendia a bola no ataque, na tentativa de cavar faltas.
Entretanto, o futebol mudou.
Quando o torcedor argentino já via a ‘viola em cacos’, aos 35 minutos do segundo tempo, quando perdia por 2 a 0 para o Egito, na tarde desta terça-feira, e não é que aconteceu o inimaginável, com a virada para 3 a 2.
Bastou ela marcar um gol exatamente aos 34 minutos da etapa final, para acontecer a reviravolta.
Foi o início da suada reação, e nada de esperar a prorrogação, para definição da partida.
Os argentinos decidiram a ‘parada’ ainda no tempo normal de jogo.
CHUVEIRINHO
Quando um clube brasileiro fica em desvantagem, como ocorreu com a Argentina, qual o procedimento?
Fica cruzando bola ao interior da área adversária, para ver aquilo que possa acontecer.
E não é que a Argentina teve a paciência de trocar passes curtos diante do ‘ferrolho defensivo’ mostrado pelo Egito!
Então, se hoje torcedores não ‘arredam pé’ dos estádios até o apito final, no futebol brasileiro ainda prevalece a história desesperada de chuveirinhos nos minutos finais de partida.
Os argentinos ensinam que ter paciência ainda é o mais indicado.