Aquele barulho de ‘vai Brasil’, que exagerdos da comunicação colocaram, não conduzia com a realidade.
Em nenhum momento desta Copa do Mundo a Seleção Brasileira deu indícios que poderia ir longe.
Claro que até poderia passar pela Noruega, que atingiu nível que se assemelha a ele.
Todavia, a Noruega teve a vantagem de melhor estruturação tática para o duelo, e venceu por 2 a 1, na tarde/noite deste domingo.
PÊNALTI PERDIDO
O Brasil perdeu pênalti através do volante Bruno Guimarães, e não aproveitou chances claras de gols através de Vini Júnior e Rayan, além de bola na trave mal recuada por um norueguês, que seria gol contra.
Sim, mas não desconsidere que o goleiro brasileiro Alisson também praticou três defesas de destaque. Pode até ser discutível a estruturação tática colocada em prática pelo treinador Carlo Ancelotti na Seleção Brasileira, nesta Copa do Mundo.
Ele optou pela rápida recomposição defensiva para evitar que o adversário encontrasse espaço para trabalhar a bola.
Imaginou que qualquer descuido seria fatal, considerando-se o risco de deixar um centroavante do nível de Haaland em condições de concluir jogadas.
Pois ele foi o autor dos dois gols desta vitória da Noruega.
No primeiro, se antecipou ao zagueiro Gabriel Magalhães; no segundo, permitiram que recebesse um passe livre de marcação, para conclusão certeira no canto esquerdo.
NEYMAR DE PÊNALTI
Aí, quase no final da partida, um pênalti desnecessário sobre o volante Casemiro propiciou o gol de honra do selecionado de brasileiro, em cobrança através de Neymar.
A forma com que a Seleção Brasileira foi despachada desta Copa do Mundo mostra que o problema não era exclusivamente treinador.
Precisam repensar na estruturação tática, em busca de semelhança aos europeus.
Nada de demora com bola nos pés. O atleta precisa se condicionar a rapidez no passe e concentração visando redução dos erros neste quesito.
AUSÊNCIA DE LATERAIS
O Brasil carece de laterais dos dois lados do campo.
Apesar disso, foi teimosia Ancelotti ter apostado em Danilo para a função de lateral-direito, visto que até no Flamengo já não atua na posição, e sim atua como zagueiro.
O período do volante Casemiro já havia sido ultrapassado desde a Copa do Mundo passada.
E quem disse que Mateus Cunha esteja na primeira prateleira de jogadores brasileiros?
O que dirão aqueles que imploraram para que Ancelotti desse a camisa de titular ao garoto Endrick?
Nas vezes que entrou resolveu a parada?
Desconsideraram que ele ainda precisa de amadurecimento.
Logo, seria prudente que Ancelotti reconsidere a decisão ao renovar o contrato para permanência na Seleção Brasileira até 2030.
Que a dona CBF volte a apostar em treinadores brasileiros, e seja repensado um trabalho de reestruturação. 1