Alô treinador da Ponte Preta, Márcio Zanardi: que sorte o ‘C’ tem de não enfrentar repórteres de meu tempo de atividade, no século passado.
Imagine se a gente iria ouvir quieto o ‘C’ dizer que vai cobrar muita atitude do grupo da Ponte Preta, se é que o ‘C’ é quem deve ser cobrado, pela desinformação.
E o ‘C’ ainda acrescentou que “a gente sabia de todas as dificuldades para enfrentar a Juventude”.
Sabia, mesmo?
E acrescentou que vai cobrar muita atitude dos jogadores, porque o time tem que competir mais.
Eu diria na sua cara que todos sabiam das dificuldades e o ‘C’ não.
QUE LOUCURA O 4-3-3
Ora, se sabia, por que escalou a equipe no 4-3-3?
Não tinha conhecimento que o atacante Brandão está bem fora de peso, e que juntamente com David da Hora nada acrescentariam?
Precisaria de meio tempo do jogo contra o Juventude para chegar a essa constatação?
Sinal que não colocou em prática o elementar sobre o elenco, de procurar vídeos das últimas partidas, para chegar facilmente a essa informação.
IMPROVISAÇÕES NECESSÁRIAS
Em meu vídeo divulgado no YouTube e também no espaço do portal Futebol Interior, deixei bem claro que duas providências básicas que o ‘C’ deveria tomar, se pretende tentar amenizar um pouco esta situação sufocante da Ponte Preta.
Primeiro que, de acordo com a fragilidade de seu elenco, não tem essa de querer propor o jogo.
O jeito seria a prática reativa para evitar o gol adversário e, se possível, arrumar alguma coisa em contra-ataque.
Logo, agora não há melhor alternativa no ataque do que começar a partida com Miguel e Luís Phelipe.
Não há outro caminho do que se montar o meio de campo com três volantes, até porque o ‘C’ não pode esperar que o meia Élvis acrescente alguma coisa na marcação.
DEFESA IMPROVISADA
Mudanças radicais deveriam ser provocadas no setor defensivo.
Não venha com essa de retorno de Danilo Barcelos, para contrariar o pontepretano de média sabedoria.
Ficou claro que ele comprometeu na última partida em Campinas contra o Cuiabá, e não acrescentaria absolutamente nada.
Improvise o atacante de beirada Diego Tavares na lateral-direita.
Ora, se ele é desengonçado para atacar, tem como virtude a velocidade para conduzir a bola de trás.
E aí cabe ao treinador procurar alternativas para o passe e pronto.
A missão do atleta estaria completada.
E a marcação?
Até parece que os laterais Thalys, Justen e Júlio têm virtudes nesse quesito, sem que acrescentem ofensivamente.
TARIK NA ZAGA
Para arrematar, já que os seus zagueiros representam uma ‘peneira’, escolha o menos ruim e junte-se a ele o volante Tarik, que deveria ser improvisado na quarta-zaga.
Pelo menos, aparentemente, pode representar um ganho. Ele é mais duro na pegada, e talvez dê certo, até porque pior do que está não tem como ficar.