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Monga, símbolo da raça pontepretana

  • 22/06/2024

No marcante acesso da Ponte Preta à Série A1 do Campeonato Paulista – a elite estadual – em 1989, a torcida se orgulhava do centroavante Gilberto Manoel de Almeida, conhecido apenas como Monga, autor de dez gols naquela campanha.

Pouco interessava se ele matasse a bola de canela. O espírito guerreiro compensava a falta de habilidade. Assim, representava a essência do torcedor pontepretano, que cobra atletas para suarem a camisa centenária.

Diferentemente da era do saudoso Djair, Manfrini, Adilton e principalmente Rui Rei, durante as décadas de 60 e 70, Monga foi aquele centroavante trombador, que dividia espaços com zagueiros, e se prevalecia pela compleição física avantajada nas disputas de jogadas.

LATERAL-ESQUERDO

Sabe-se lá quem botou na cabeça dele que poderia prosperar no futebol profissional como lateral-esquerdo. Ainda bem que após estágio na posição no Santo André, descobriram no Palmeirinha de São João da Boa Vista que um ‘tratorzão’ capaz de rachar a bola com zagueiros teria que obrigatoriamente jogar mais perto da meta adversária.

Quem ganhou com isso foi a Ponte Preta em 1988, ao contratá-lo.

TAQUARITINGA

Dos gols marcados na Ponte Preta, o mais significativo foi na vitória sobre o Taquaritinga, pela semifinal da A2 de 1989. Ao dominar a bola quebrada pelo então goleiro João Brigatti, escapou de um adversário na velocidade, e encobriu o goleiro que tentava interceptá-la.

No jogo de volta em Campinas, na vitória consagradora da Ponte Preta por 3 a 1, ele abriu o placar diante de cerca de 20 mil torcedores.

O time da época contava com João Brigatti; Roberto Teixeira, Júnior, Tuca e Carlinhos Engenheiro; Sílvio, Tonho e Jorge Mendonça; Zé Carlos, Vagner e Ernani.

Na disputa pelo título, a Ponte foi suplantada pelo Ituano, mas a camisa ensopada de suor de Monga o fez um ídolo no clube até 1996, quando se transferiu ao futebol português, mas retornou no ano seguinte, com passagens por Ferroviária, Operário (MT) e Canoas (RS) e outra vez a Ponte Preta, no biênio 1996/97.

SUB15 E ESCOLINHA

Monga ainda trabalhou como técnico do time Sub15 da Ponte.

Depois, retomou companhia com o ex-goleiro João Brigatti – hoje treinador – quando dividiram o comando de uma escolinha de futebol para crianças e adolescentes.

As aulas eram ministradas em mini campo alugado defronte a uma das unidades da Receita Federal de Campinas, no bairro Parque Itália.

Ele ganhou gosto pela política e, em 2012, como candidato a vereador em Campinas pelo PSB (Partido Social Brasileiro), obteve 770 votos.

Entrosado no meio, passou a integrar a equipe de instrutores da Secretaria de Esportes da Prefeitura de Campinas, onde atua até hoje.

APELIDO

O apelido foi referência à ‘Monga – mulher gorila’, atração de sucesso em parques de diversões, logicamente não dissociado até hoje.

Em março passado ele completou 59 anos de idade.

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Comentário

  • junho 27, 2024
    João da Teixeira

    Resumindo, jogando contra uma defesa adversária, era “um caveirão solto e desembestado dentro do CPX da Maré, sem motorista”…

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