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NOV
Luizão, do Guarani para o mundo

Marco Antonio de Paula, o Marquinho, centroavante promessa da base do Guarani nos anos 80, teve trajetória interrompida no futebol após trágico acidente de automóvel em 1985, que o deixou paraplégico.

Assim, o jeito foi trocar os gols pela atuação como fisioterapêuta em Ilha Solteira (SP), sua cidade natal.

Luizão
Luizão

Todavia, como bom observador de futebol, indicou para o Guarani Luiz Carlos Bombonato Goulart, o Luizão, natural de Rubinéia (SP), igualmente centroavante, que desabrochou nos juniores do clube e construiu história em grandes agremiações.

SELEÇÃO

Mais que isso: Luizão estava entre os relacionados na Seleção Brasileira que sagraram-se campeões da Copa do Mundo de 2002, dividida entre Japão e Coréia do Sul. E gaba-se de ostentar a condição de maior goleador entre brasileiros que atuaram na Libertadores: 45 jogos e 29 gols.

Primeiras aparições de Luizão na equipe principal do Guarani ocorreram em 1992, mas em meados da temporada seguinte foi emprestado ao Paraná Clube para ganhar experiência, e voltou em 1994 pronto para ser fixado como titular, ocasião em que participou numa equipe com essa formação: Narciso; Marcinho, Cláudio, Jorge Luiz e Guilherme; Fernando, Fábio Augusto, Sandoval e Edu Lima; Amoroso e Luizão.

PALMEIRAS E CORINTHIANS

A trajetória no Guarani se estendeu até o final do ano seguinte. Contratado pelo Palmeiras, de início já conquistou o Paulistão e construiu trajetória internacional em Deportivo Lacoruña (ESP), Hertha Berlin (ALE) e Nagoya Grampus (JAP).

Luizão foi titular do time corintiano que conquistou o mundial de clubes realizado no Brasil em 2000, nesse time: Dida; Índio, Adilson, Fábio Luciano e Kleber; Vampeta, Rincón, Ricardinho e Marcelinho Carioca; Edilson Capetinha e Luizão.

No São Paulo, foi campeão da Libertadores da América em 2005. Atuou ainda no Santos, Vasco, Botafogo, Flamengo e Grêmio (RS).

GUARATINGUETÁ

Em 2009, seu último clube foi o Guaratinguetá. Depois, até seria contratado pelo Rio Branco de Americana (SP), mas discordou de cláusulas obrigatórias.

Assim, optou por empresariar jogadores. E, com 45 anos de idade, reclama da falta do genuíno centroavante no futebol brasileiro. Por isso sugere que os clubes contratem ex-atacantes para que ensinem novatos os segredos de posicionamento da área adversária, e como se enfrentar goleiros.

  • LÉO - PR
    19/11/2020 23:16

    na época o guarani trouxe o centroavante Saulo do paraná clube e mandou Luizão por empréstimo,Ari me lembro bem desse Marquinhos o momento que se destacava nos juniores se não me engano em oito jogos 21 gols sofreu o acidente lamentável,sera que 35 anos depois ainda sobrevive.

14
NOV
Pandemia frustra retorno do zagueiro Marinho aos gramados

Ex-zagueiro Marinho
Ex-zagueiro Marinho

Quando decidiu parar de jogar futebol no Sport Barueri em 2010, o então zagueiro Mário Custódio Nazaré, o Marinho de Guarani, Ponte Preta, Grêmio e Corinthians, havia se desligado do meio, tanto que anos atrás ingressou no ramo hoteleiro, ao colocar em prática projeto social que visasse ajudar pessoas carentes em Campinas.

Aí, surpreendentemente, no início da temporada, optou por voltar a jogar aos 43 anos de idade.

Já treinava no Atlético Roraima pronto para o retorno quando o coronavírus 'congelou' competições, clubes foram fechados, e ele repensou posição tomada, migrando para auxiliar técnico da equipe principal e coordenador das categorias de base do clube.

GUARANI

Para torcedores dos clubes campineiros, restou saudade da passagem positiva dele inicialmente com a camisa do Guarani de 1997 a 1999, após ter sido revelado pela Portuguesa Santista.

Naquela temporada, o Guarani do então treinador Geninho havia sido goleado pelo Corinthians no Estádio do Morumbi por 8 a 2, e voltou a perder em Campinas, por 1 a 0, pelo Paulistão.

À época, revezavam-se na zaga central Sorlei e Leonardo, até que ao chegar no Estádio Brinco de Ouro Marinho foi absoluto.

Aí, quando Guarani e Corinthians duelaram pela terceira vez no ano, já pelo Campeonato Brasileiro, com Muricy Ramalho como treinador, Marinho estreou no empate por 2 a 2, num time formado por Hiran; Renato Paulista (Flávio), Marinho, Vaguinho e Rubens Júnior; Elson, Goiano (Gilson), Mineiro e Jean Carlo; Dinei e Ailton.

Por ter sido zagueiro capacitado ao desarme, tempo adequado para antecipação de jogadas, estatura de 1,85m de altura para se sobressair no jogo aéreo defensivo e bom passe para saída de bola da defesa, Marinho se encaixou no Grêmio (RS) de 2001, que conquistou a Copa do Brasil.

PONTE PRETA

Na sequência, após rápida passagem pelo futebol do Besiktas da Turquia, voltou a Campinas em 2002, mas na Ponte Preta, com direito a gol em dérbi, na vitória de sua equipe por 4 a 2, no Estádio Brinco de Ouro, com essa formação: Alexandre Negri; Luciano Baiano, Marinho, Rodrigo e Elivélton; Roberto, Mineiro, Caíco (Daniel) e Piá (Alex Oliveira); Lucas (Alex) e Basílio. Técnico: Oswaldo Alvares.

CORINTHIANS

No Corinthians, em 2005, foi campeão brasileiro, sem que reeditasse o costumeiro rendimento nas equipes subsequentes.

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Jornalista esportivo há 40 anos. Trabalhou, como jornalista, nas emissoras de Rádio Brasil, Educadora, Central, Jequitibá e Capital (São Paulo). Nos jornais: Diário do Povo e Jornal de Domingo, ambos de Campinas, e editor de Economia e Opinião do Jornal Todo Dia, de Americana.

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