O futebol tem as suas contradições, de forma que o maior entendedor da matéria fica a ver navios.
O que explica o centroavante Maranhão, goleador por excelência, ficar devendo com a camisa do Guarani?
Emprestado à Ferroviária, na fase decisiva da Série C do Brasileiro, em três jogos disputados já marcou dois gols.
E aí, explicar o quê?
Argumento que a bola não chegava na área adversária, atuando pelo Guarani?
Os vídeos estão aí para contestação.
São os mistérios do futebol.
E como explicar a decadência do Botafogo da Paraíba, no quadrangular decisivo da competição?
Nessa derrota por 2 a 0 para o apenas razoável Maringá, no interior do paranaense, a equipe ficou esmagada e escapou de uma derrota por contagem ainda maior.
PAYSANDU DECEPCIONA
E o Paysandu, então?
Como explicar a decadência, que se arrasta desde a segunda metade da fase de classificação.
Com essas e outras, o Floresta, que vem de três pontos nesta fase decisiva da Série C, mostra aos demais que alto orçamento financeiro no elenco às vezes não é tudo.
Se o Guarani teve gastos de salários com atletas do elenco que superaram R$ 2 milhões, o Floresta, com ‘míseros’ R$ 400 mil mensais, chegou entre os oito na fase classificatória, e está na briga pelo acesso, embora saibamos que as possibilidades são remotas.
Pior dessa história é que os ‘naufrágios’ de Botafogo da Paraíba e Paysandu colocam mais empecilhos nos objetivos de Guarani e Ponte Preta para a Série C da próxima temporada.
Como Botafogo e Paysandu são clubes guiados por SAF, não se descarta maiores investimentos em atletas mais calejados, visando o acesso em 2027.
O futebol é uma das raras modalidades esportivas marcadas por imprevisibilidade.
Afinal, quem diria que um dia a Seleção Brasileira fosse sofrer uma acachapante goleada por 7 a 1 para Alemanha, na Copa do Mundo de 2014, e jogando no seu ‘fortim’?