Futebol e as suas imprevisibilidades.
Se a França era tida como favorita para chegar à final da Copa do Mundo, na prática a Espanha fez por merecer a vitória por 2 a 0, na tarde desta terça-feira, nos Estados Unidos.
Claro que nem de longe o selecionado francês produziu aquilo que dele se esperava, mas é preciso reconhecer o rendimento impecável dos espanhóis.
Eles souberam valorizar a posse de bola, jogaram de igual por igual com os franceses, mostraram recomposição defensiva muito rápida, e tiraram toda a liberdade para que o astro Mbappé pudesse desequilibrar.
DIGNE COMPROMETE
Evidente que o grande culpado pelo lado dos franceses, para desestabilização da equipe, foi o lateral Digne, que cometeu pênalti absurdo, logo aos nove minutos do primeiro tempo.
Desatento, não percebeu a aproximação do atacante Lamine Yamal e, na tentativa de chutar a bola, Digne acertou o corpo do adversário, em pênalti indiscutível.
Na cobrança, Oyarzabel bateu forte na bola, no canto esquerdo, sem a mínima condição de defesa.
DESESTABILIZAÇÃO
A desvantagem desestabilizou a seleção francesa, que passou a errar passes totalmente fora de sua normalidade, e não conseguiu fazer a bola chegar em condições de Mbappé para definições de jogadas.
Assim, a Espanha continuou desenvolvendo o seu jogo, sem abdicar do lado ofensivo, e chegou ao segundo gol em tabela bem formulada entre Danei Olmo e Pedro Porro, o último a completar a jogada, no canto esquerdo, aos 12 minutos do segundo tempo.
Depois disso, só deu Espanha no domínio de bola, de forma que a França não exigisse uma defesa difícil sequer do goleiro Unai Simón, da Espanha, selecionado que agora espera o vencedor de Argentina e Inglaterra, para a definição do título mundial.