Esta classificação da Inglaterra à etapa semifinal da Copa do Mundo, com vitória por 2 a 1 sobre a Noruega, na prorrogação, nos remete a dois capítulos.
Se a Espanha, na vitória sobre a Bélgica, na sexta-feira, arriscou apenas três chutes de fora da área, parece que isso se transformou em modismo entre os europeus.
É que Inglaterra e Noruega também mostraram-se avessos a esse expediente.
Quis o destino que na primeira tentativa de arremate deste tipo do selecionado inglês, aos dois minutos do primeiro tempo da prorrogação, Rogers arriscou e contou com a falha do goleiro Nyland, em bola defensável.
No reboque, Bellinghan aproveitou e marcou. Depois disso, ele se encorajou para um chute de fora da área, sem consequência.
CAPÍTULO HAALAND
Que o centroavante Haaland, da Noruega, já deu mostras de excelência no cabeceio, é fato.
Neste jogo com a Inglaterra, por duas vezes exigiu defesas do goleiro Pickford.
Agora, quem prestou bastante atenção na movimentação dele em campo, constatou que lembrou aquele centroavante da década de 60 do século passado, que se movimentava o mínimo possível no gramado.
Nada a ver com a modernidade do futebol, quando o atacante se desloca para receber a bola, provoca tabelas e cria situações de perigo.
A turma da estatística pode comprovar que ele literalmente andou em campo.
A movimentação do norueguês se resumiu no máximo a três quilômetros, em quase 130 minutos de jogo, considerando-se acréscimos e a prorrogação.
Trocado em miúdos, desta vez a Noruega jogou apenas com dez homens, sem que alguém fosse expulso.