Gente metida a ‘entendida’ de futebol chegou a prognosticar vitória tranquila da Seleção Brasileira diante de Marrocos – na base do chutômetro -, por desconhecer aquilo que poderia produzir o grupo africano.
Os capítulos da partida da noite deste sábado, na estreia do selecionado brasileiro, na Copa do Mundo, mostraram alternância de predomínio técnico, o que que vale citar que o empate por 1 a 1 foi um resultado rigorosamente justo.
Isso mostra que alguns ajustes precisam ser feitos no Brasil, o primeiro deles que o treinador Carlo Ancelotti deixe a teimosia ao escalar o volante Casemiro.
Ficou claro que a cabeça da área de sua equipe ficou mais protegida com a entrada de Fabinho, na virada de período, assim como a peça ofensiva também precisa ser repensada.
Seria o caso de um atacante com mais mobilidade, caso de Endrick, no lugar de Igor Thiago, facilmente anulado.
MARROCOS MOSTROU CORAGEM
Quem supunha que o selecionado de Marrocos optaria apenas por ficar atrás, se defendendo, se surpreendeu, principalmente nos primeiros dez minutos da partida.
A partir disso, o Brasil equilibrou o jogo, mas aos 20 minutos foi surpreendido ao sofrer gol.
O lançamento de Brahin Dias encontrou o atacante Saibari entre os zagueiros Gabriel Magalhães e Marquinhos, e assim ele partiu em direção da meta brasileira, e teve a sabedoria para em leve toque, por elevação, surpreender o goleiro Alisson e colocar a bola nas redes: 1 a 0 para Marrocos.
O panorama do jogo se manteve com as equipes se alternando ao ataque, até que aos 31 minutos Douglas Santos serviu Vini Júnior pelo lado esquerdo.
Ele se desvencilhou da marcação adversária e, mesmo sem ângulo, acertou um chute forte no canto esquerdo, com bola indefensável para o goleiro Bono.
Depois disso, registro de predominância das defesas até o final do primeiro tempo.
FABINHO FOI MELHOR
Após o intervalo, o selecionado brasileiro ficou mais ajustado no meio de campo com a entrada de Fabinho e assim manteve predominância até a metade daquele período.
Foi quando Marrocos deu uma revigorada com as alterações feitas na equipe, enquanto as outras mexidas ocorridas no selecionado brasileiro não resultaram em efeito prático.
Prova está que no penúltimo minuto da prorrogação de dez minutos, até correu risco de ser surpreendido num chute através do jogador Ayanaoui, de fora da área, com rebote do goleiro Alisson e outra intervenção na conclusão de Amaimouni.
Depois disso, não houve mais tempo, e agora o Brasil espera pela vitória ao enfrentar o Haiti, na sexta-feira da semana que vem.