Inacreditável o clima de suposta normalidade vivenciado pela Ponte Preta, após vexames & vexames.
Ora, se os atuais dirigentes que provocaram essa desastrosa situação não estão nem aí, por que a gente avaliar jogadores recém-saídos da base e despreparados para os jogos que participam?
Entre outras coisas, isso explica a tomada de decisão de eu não mais fazer comentários das inevitáveis derrotas do clube nesta Série B do Brasileiro, e assim vai se arrastar até o complemento.
TORCIDA JOVEM
Aparente normalidade porque são raras as manifestações de repúdio a essa desastrosa diretoria, como a mais recente da Torcida Jovem no Facebook, que em nada incomoda os homens de primeiro escalão do clube.
Como dizia meu falecido pai sobre pessoas insensíveis, o assunto entra por um ouvido e sai por outro.
Ou tapa-se os olhos para não enxergar e segue-se o barco.
Outros tempos, as organizadas não ficariam assistindo à distância essa degradação, humilhação, sem que os responsáveis pelo desastre fossem pressionados, naturalmente sem violência .
OMISSÃO DE ABDALLA
O incrível nessa história é que o principal responsável por esse calvário é o intocável Marco Eberlin.
Lamentável a postura do presidente do Conselho Deliberativo, Jorge Armando Abdala Júnior, no conchavo com a diretoria do clube para não colocar em votação o pedido de impeachment da dupla Marco Eberlin e Luiz Torrano.
A situação degradante se arrasta desde o ano passado, com salários atrasados dos jogadores, mas milagrosamente o então treinador Marcelo Fernandes conseguiu persuadi-los para o objetivo comum.
Pois eles decidiram investir nos respectivos futuros, e o grupo conquistou o acesso à Série B do Brasileiro.
DOIS REBAIXAMENTOS
Só que a desordem financeira continuou e perdas de atletas foram inevitáveis.
Assim, a primeira ‘paulada’ do ano foi o rebaixamento à Série A2 do Paulista, com consequente debandada de mais jogadores.
Natural que poucos suportam tanto tempo com promessas e promessas para se colocar pagamentos em dia, e nada.
Se até então o pontepretano deu um voto de confiança a essa diretoria, não se projetou que o buraco fosse mais fundo do que o previsto, e a dolorosa consequência foi o vergonhoso rebaixamento à Série C do Brasileiro, com sete rodadas de antecedência.
TORCEDOR SOFRIDO
Isso não seria motivo mais do suficiente para que cartolas, como Marco Eberlin, reconhecessem a dor do torcedor pontepretano, assumissem a incompetência e saíssem de ‘mansinho’?
O que tem por trás disso que a companhia não quer largar o osso?
Se Eberlin já entrou para a história do clube como o pior dirigente de todos os tempos do clube, melhor que a torcida se esqueça dele, ao passar o bastão a outros.
Adianta? Ele é indiferente a tudo e não desocupa o local.
GOLEADAS & GOLEADAS
Na Ponte Preta, tanto faz perder por qualquer diferença.
Só do Londrina sofreu dez gols: 4 a 1 em Campinas e 6 a 0 no interior paranaense.
Outro vexame por 6 a 0 foi diante do Vila Nova, em Goiânia.
Na última segunda-feira, a acachapante goleada sofrida diante do Novorizontino por 5 a 1.
Calma.
As goleadas não param por aí.
Acrescente 3 a 0 para o São Bernardo, no ABC, e mesmo placar em Caxias do Sul, no interior gaúcho, diante do Juventude.
Que mais: em 33 jogos o clube sofreu 73 gols, média superior a dois gols por partida.
Se não tivesse ninguém disposto a pegar esta ‘rapadura’, ainda vai lá.
O incrível, nesse enredo, é que tem gente que pega esse ‘abacaxi’ para o bem da Ponte Preta, mas cartolas que provocaram toda essa encrenca não dão o braço a torcer.
Teria algo escondido que ninguém revela?
Mesmo humilhados, prevalece a vaidade deles e que se dane o verdadeiro e sofrido pontepretano.