Como paciência tem limite, o treinador da Ponte Preta, Márcio Zanardi, demonstrou toda insatisfação com os desmandos administrativos-financeiros do clube.
Na entrevista pós-empate do jogo com o Náutico, na noite de sexta-feira, um repórter formulou frase citando que o atual estágio da Ponte Preta ‘não é muito bom’, ocasião que, de imediato, foi repreendido por Zanardi.
“A Ponte Preta vive um momento péssimo”, respondeu o comandante do futebol pontepretano.
GRAMADO DESCUIDADO
É sobejamente conhecido que essa diretoria do clube não paga ninguém, mas os desmandos atingem até a condição precária do gramado do Estádio Moisés Lucarelli.
Então vejam o aviso de Márcio Zanardi para que defensores optem pelos chutões.
“Eu tenho falado para os meus jogadores evitarem sair jogando, porque do jeito que está o gramado é arriscado perder a bola”.
Convenhamos que sequer colocar o gramado em condições de jogo é um desleixo.
Está certo Zanardi ao cobrar providências.
Esse problema estrutural também atinge o Centro de Treinamentos no Jardim Eulina, a ponto de o desolado Zanardi – que não recebe salários -, ter avaliado que a situação já não é de cobertor curto e sim ‘falta de cobertor’.
Por mais que tenha tentado controlar emocionalmente os jogadores de seu elenco, Zanardi confessa encontrar dificuldades.
Apesar disso, reconhece a entrega deles, visando resultar no melhor para o clube.
ABDALLA CONTINUA OMISSO
A coragem de Zanardi ao cobrar melhoria na infraestrutura e ajuste salariais deveria mexer com os brios do omisso presidente do Conselho Deliberativo do clube José Armando Abdalla Júnior.
Isso para que coloque em votação aquilo que é voz corrente na coletividade pontepretana, ou seja: o pedido de impeachment da dupla de presidente e vice, composta por Luiz Torrano e Marco Eberlin.
A Ponte Preta não merece essa vergonhosa situação provocada por esta dupla, principalmente Eberlin, que descuidou das finanças do clube desde o ano passado.
Apesar disso, ele não admite passar o ‘bastão’ a quem se disponha assumir o clube nesse cenário, caso do ex-presidente Marco Chedid, preferindo aguardar o desfecho do processo de SAF.