Se essa confusa diretoria da Ponte Preta oferecesse o mínimo de condições ao elenco, haveria possibilidade de, na noite desta sexta-feira, o clube interromper essa longa fase sem vitórias.
Diante da pobreza técnica mostrada pelo Náutico, o resultado de empate por 1 a 1 se ajustou àquilo que ambos não fizeram nessa partida realizada em Campinas, válida pela Série B do Brasileiro.
No primeiro tempo, quando a Ponte Preta tinha mais força física para competir, pouco deixou o adversário se aproximar da sua área.
E nas raras vezes que atacou, soube aproveitar uma das duas reais chances para fazer gols.
No segundo tempo, claramente o Náutico mostrou mais vigor físico, sem que isso refletisse em competência, tanto que o seu gol de empate foi provocado mais por fruto de descuido de marcação do setor defensivo da Ponte Preta.
NÁUTICO BEM ABAIXO
Foi surpreendente a pobreza do futebol apresentado pelo Náutico, diante da apenas esforçadíssima Ponte Preta, durante o primeiro tempo.
Isso acabou implicando em um jogo tecnicamente muito fraco.
A proposta da Ponte Preta foi de chutões ao ataque, ou depender de algumas escapadas do improvisado ala Baianinho, pelo lado esquerdo.
Afora isso, durante este período, a equipe pontepretana construiu duas jogadas ofensivas de registro.
BRANDÃO DUAS VEZES
A principal delas aos 40 minutos, quando David da Hora lançou o centroavante Brandão em velocidade.
Aí ele conseguiu se desvencilhar da marcação, e o toque na bola foi certeiro no canto esquerdo do goleiro Muriel.
Antes disso, também através de Brandão, aos 25 minutos, a bola foi chutada longe da meta adversária.
Já o Náutico, antes do intervalo, apareceu apenas duas vezes em lances perigosos.
Logo aos 4 minutos, o atacante Derik apareceu livre na área, para completar cruzamento do lateral-direito Arnaldo, mas a bola foi para fora.
Depois, em chute rasteiro do volante Wenderson, houve rebote do goleiro Vinícius Ferrari, da Ponte Preta, com toque na bola para o campo de jogo, e, por sorte, embora Derik tenha ficado com a sobra, a bola foi chutada longe da meta pontepretana.
GOL DE EMPATE
No segundo tempo, a maior posse de bola do Náutico não resultou em ameaçar seriamente a Ponte Preta.
Chegou ao gol de empate aos 20 minutos, quando, após cruzamento rasteiro do volante Wenderson, defensores pontepretanos permitiram que o atacante Borasi surgisse livre na área e, com desvio de peito na bola a deslocasse do goleiro Vinícius Ferrari.
O Náutico teve dois jogadores expulsos a partir dos 37 minutos do segundo tempo, mas a Ponte Preta já não tinha forças para explorar aquela situação.
MUITA DISPOSIÇÃO
Se tem uma coisa que o torcedor pontepretano não pode reclamar é da entrega de seus jogadores, nas disputas das jogadas.
Problema é que o futebol exige mais que dedicação.
Exige condições técnicas para se sobressair diante dos adversários.
Como já se sabia há tempos, a Ponte Preta só espera quem fará parceria nessa rota de rebaixamentos à Série C do Brasileiro.