Após a derrota do Guarani para o Paysandu, foi perguntado ao treinador Élio Sizenando por que o não aproveitamento do meia Diego Torres na vaga do lesionado João Paulo?
E você lembra qual foi a resposta?
“Futebol é momento e a escolha recai sobre quem estiver mais bem preparado”, foi o esclarecimento.
Logo, depreende-se que, além das claras limitações técnicas de Diego Torres, sequer estaria condicionado adequadamente para ocupar lugar na equipe, o que, convenhamos, é inadmissível.
AVISO NÃO FALTOU
A rigor, não foi por falta de aviso que cartolas do Guarani cometeram erro quando ainda se especulava a possibilidade da vinda de Diego Torres ao clube.
Foi escancarado, nesse espaço, que o meia argentino imaginado não era nem sombra daquele visto no CRB durante o biênio 2021/22.
O ‘trouxa’ aqui fez questão de advertir os cartolas sobre aquele momento do atleta, mas adiantou?
Qualquer pessoa ‘antenada’ sobre rendimentos de atletas, de certo teria observado que as passagens dele por Amazonas, Novorizontino e Vila Nova (GO) – que antecederam a vinda – não foram convincentes.
PERDEU A MOBILIDADE
Nesses citados clubes o atleta já não repetia a característica de condutor de bola que se infiltrava em defesas adversárias, para condições de passes que visavam complementos de jogadas de centroavantes e demais atacantes.
Foi devidamente sinalizado que havia sobrado a aptidão dele para bater bola em cruzamentos, quer nos escanteios, quer nas cobranças de faltas.
Aí pergunta-se: qual a relevância restrita a esse expediente?
Só isso resolve?
Claro que não.
Reafirmo para não estranharem se alguns desavisados ainda citá-lo como o homem das assistências para gols, desconsiderando todo contexto em que se insere o chamado meia.
SALÁRIO ALTO
Considere, ainda, que a presença dele no elenco configura-se peso na folha salarial do clube.
Segundo informou o GE-Campinas, quando decidiram trazê-lo do Vila Nova de Goiás, a faixa dele era de R$ 130 mil por mês, com aporte financeiro de empresários.
POSICIONAMENTO
Quando da passagem do treinador Marcelo Fernandes pelo Guarani, o atleta foi posicionado como meia mais avançado, e assim absorvido facilmente pela marcação.
Com a chegada de Matheus Costa no comando técnico, a providência foi recuá-lo para iniciar as jogadas, e trabalhar a bola numa faixa sem a devida marcação adversária.
Aí, uma virada de jogo aqui, outra bola alongada acolá deram a impressão, aos desavisados, que havia se transformado no lançador que o clube precisava, mas na prática com pouca efetividade.
CARTOLAS DESANTENADOS
Portanto, esse é o alto custo que um clube paga por não contar com dirigentes da bola, que acabam levando ‘drible da vaca’ de espertos empresários do futebol, habituados a enrolar incautos no meio.
O pior, nessa história, é que tudo foi devidamente ‘desenhado’, mas arrogantes cartolas sequer quiseram tomar conhecimento e agora pagam o preço da teimosia.