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Além da pobreza técnica, Ponte Preta é mal escalada na derrota para o Cuiabá

  • 10/06/2026

Essa derrota da Ponte Preta para o Cuiabá por 2 a 1, em Campinas, na noite desta terça-feira, escancara uma verdade nua e crua: é o pior time desta Série B do Brasileiro.

Sim, o pior mesmo posicionado na penúltima colocação com oito pontos, cinco a mais que o lanterna América Mineiro.

Logo, isso justifica a derrota para um adversário igualmente fraco, pois o time pontepretano falhou nos dois gols sofridos.

ERROS EM ESCALAÇÃO

Se as limitações do elenco da Ponte Preta são claras, resta saber se o treinador interino Édson Boaro tem liberdade para tomada de decisão na escalação da equipe.

Fica a dúvida se palpiteiros de plantão sugerem esse ou aquele atleta para começar jogando, embora seja sabido que a corda estoura em cima do atual comandante.

JÚLIO E DANILO BARCELOS

Já havia citado no jogo diante do Botafogo que não cabia a escolha dos laterais Júlio e Danilo Barcelos.

Adiantou?

Mais um vez foram escalados e envolvidos na maioria das jogadas, sem que acrescentassem absolutamente nada no avanço ao ataque.

Claro que a maioria também não acrescentou nada.

O que o pontepretano poderia esperar com a escalação de Jonathan Cafu?

Gente, como pode quem escala o time cometer tamanha aberração?

Como o atleta não rende, conforme o previsto, aí ‘reinventam’ o atacante Baianinho.

Nem David da Hora merece vaga na equipe, e o garoto Miguel assiste tudo isso no banco de reservas e entra em campo quando já está tudo desarrumado.

POR QUE O 4-3-3?

E Boaro ainda escalou o time na formação 4-3-3, com atacantes que não fazem a devida recomposição, deixando lados do campo e espaços por dentro sem agrupamento, porque não se pode contar com Élvis para o desarme.

Até quando vão acreditar que Pottker vai ser a solução ofensiva?

Pior é que tem gente que o caracteriza como desfalque para o jogo contra o Juventude, o próximo compromisso da Ponte Preta.

NENHUMA OPORTUNIDADE CRIADA

O que o pontepretano espera de um time que não cria uma real oportunidade de gol sequer?

Convenhamos que a Ponte Preta chegou ao empate, através do volante Tárik, no final do primeiro tempo, sem que fosse criada jogada.

Não lamentem também a expulsão de Baianinho, porque quando fica à disposição do treinador acaba entrando sem nada acrescentar.

FALHAS NOS GOLS

Um primeiro tempo fraco. Embora o Cuiabá tivesse mais controle de bola, na prática ameaçou a meta pontepretana em apenas duas ocasiões.

Logo aos dez minutos, quando o meia Celebe não entendeu o bom passe de Pepê e a jogada não deu em nada.

Depois, aos 35 minutos, em cobrança de escanteio pela esquerda.

Na ocasião, nenhum jogador da Ponte Preta acompanhou a chegada do zagueiro João Basso, que desviou de cabeça e a bola ganhou direção do canto esquerdo.

A performance ofensiva da Ponte Preta inexistia até os 25 minutos, ocasião que teve alguns escanteios a seu favor. Um deles, aos 47 minutos, em cobrança do meia Élvis, do lado esquerdo, a bola foi em direção do centro da pequena área, resvalou em jogador do Cuiabá e teve participação do volante pontepretano Tárik, que cabeceou em direção do canto esquerdo.

Se no início do segundo tempo a Ponte Preta passou a ter mais controle de bola, na prática faltava objetividade para criar chances.

Como ocorre rotineiramente, uma falha defensiva que começou com Lucas Cunhas terminou em bola nas costas de Danilo Barcelos, para complementação de Kauan Chisttian, aos 20 minutos: 2 a 1 para o Cuiabá.

Depois disso, não fosse o goleiro Diogo Silva, a Ponte Preta sofreria mais dois gols.

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Comentário

  • junho 10, 2026
    Bigode

    Mesmo com a derrota, se a Ponte jogasse na próxima semana contra o Guarani, ganhava. O nível da série B é muito alto, né Barba ?

  • junho 10, 2026
    João da Teixeira

    O quê vcs esperavam a Ponte se SAFar de uma derrota? Os dirigentes SAFados aguardam por uma recuperação que não vem. Série C antes do 1° turno, será?

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