Essa vitória da Seleção Brasileira diante do Egito por 2 a 1, na noite deste sábado, nos Estados Unidos, pode ser observada por vários ângulos.
Em se tratando do último amistoso visando o ingresso na Copa do Mundo, ficou claro que o Brasil tem bola para no mínimo realizar campanha de razoável a aceitável.
Daí à projeção que terá condições de brigar pelo título seria um prognóstico arriscado.
OPÇÕES TÁTICAS
Pelo menos o treinador Carlo Ancelotti testou opções táticas diferentes, a começar por marcar sob pressão a saída de bola do adversário.
Ao persistir na sistemática até o início do segundo tempo, isso resultou em quatro ‘roubadas’ de bola, sendo que duas delas resultaram nos gols que determinaram a vitória.
Ainda durante o primeiro tempo, a compactação da equipe, aliada à rápida recomposição, serviu para fechar espaços do Egito, porém algumas hesitações individuais de zagueiros provocaram escapadas do adversário.
A cara do jogo durante o segundo tempo mudou bastante com troca de quase um time inteiro do Brasil.
Como o Egito teria que sair pro jogo em busca do empate, foi sintomático o recuo dos brasileiros, quando ficou claro o espaçamento deixado no meio de campo, e nem sempre com a devida retração de atacantes.
MARCAÇÃO ALTA
Viu-se durante o primeiro tempo um esquema de jogo ofensivo da Seleção Brasileira, com linhas avançadas do compartimento defensivo, marcação sob pressão na saída de bola do Egito, e isso implicou em algumas roubadas delas.
Assim, logo aos sete minutos ocorreu desarme do volante Bruno Guimarães.
Em seguida, ele se projetou em direção à meta adversária e o chute rasteiro foi em direção do canto esquerdo.
Erro por erro, o zagueiro Marquinhos, da Seleção Brasileira, recuou mal a bola para o goleiro Alisson, e assim ‘presenteou’ o atacante Ziko, que finalizou rasteiro, no canto esquerdo, empatando a partida, aos dez minutos.
CHANCES PERDIDAS
Depois disso, a manutenção daquele estilo de marcação alta na saída de bola do Egito implicou em ganhar jogadas e outras quatro chances claras foram criadas para o Brasil desempatar a partida ainda no primeiro tempo.
Só que em três delas os arremates foram em cima do goleiro Shobeir, que praticou defesas, com participações de Vini Júnior e o centroavante Thiago.
Depois, aos 41 minutos, na finalização de Thiago, a bola espirrada sobrou para Vini Júnior, com toque fraco que permitiu a um defensor adversário salvar a bola que entraria na rede.
GOL DE ENDRICK
O gol que serviu para garantir a vitória brasileira ocorreu logo aos sete minutos do segundo tempo.
Foi decorrente de uma roubada de bola de Raphinha, na tentativa do Egito sair de trás, ocasião que o cruzamento rasteiro foi ao encontro do atacante Endrick, que finalizou de primeira e colocou a bola no canto esquerdo alto do goleiro Shobeir.
Depois disso, apesar da maior posse de bola do Egito, a postura defensiva dos brasileiros não permitiu que criasse oportunidades.