Depois de toda aquela intensidade ofensiva do Botafogo de Ribeirão Preto sobre a Ponte Preta, na noite de segunda- feira; depois dele perder vários gols feitos, e o goleiro Diogo Silva salvar, o técnico interno pontepretano Édson Boaro desabafou: “Estou muito feliz”. Feliz ou aliviado?
Ora, a todo momento aumentava o risco de a Ponte Preta sofrer gol. E se acontecesse, o que seria natural?
Além das claras limitações da equipe pontepretana, claro que a expulsão do atacante Diego Tavares também a prejudicou.
E não é que o interino fez questão de repetir que colocou em prática duas linhas de quatro, que remeteram a uma pergunta como essa, durante entrevista coletiva pós-jogo: ‘de onde surgiu essa tática?’.
MANUTENÇÃO DE ÉLVIS
E o interino prosseguiu com justificativa inconvincente, como o motivo para a manutenção em campo do meia Élvis até o final da partida. “O motivo foi controle de bola para segurá-la um pouco mais, visando o passe para o Baianinho’.
Faz de conta que a gente também tenha enxergado tudo isso.
Baianinho deve ser lembrado pela obediência tática de recomposição e ter participado do lance polêmico da partida, no choque com adversário, que originou a reclamação de pênalti não marcado pela árbitra Edina Batista.
FALHAS DOS LATERAIS
Se não falaram por aí, o registro aqui é que o time da Ponte Preta foi mal escalado nas laterais.
Tanto o garoto Júlio como Danilo Barcelos foram facilmente envolvidos e, qualquer outra equipe com um pouco mais de capacidade teria liquidado a partida ainda no primeiro tempo.
O torcedor botafoguense, sim, está lamentando tantas chances reais de gols desperdiçadas.
Bastaria uma ou outra bola ter entrado – o que seria natural -, para o discurso ser outro, e de críticas.
E o nervoso atacante Luís Phelipe, ao ver a nulidade ofensiva de sua equipe, sem chances para tentar ajudá-la, reclamou acintosamente da arbitragem e cavou a própria expulsão.
Assim, vai desfalcar a sua equipe contra o Cuiabá, na terça- feira da semana que vem.