O Guarani deu liga nesta Série C do Brasileiro, de forma que atropelou o Amazonas, ao goleá-lo por 5 a 0, na tarde/noite deste domingo, em Campinas.
O resultado o coloca com 18 pontos e caracteriza méritos do treinador Élio Sizenando na estruturação da equipe.
Foi colocado em prática jogada ensaiada em cobrança de escanteio no primeiro pau, com testada do volante Willian Farias, logo aos seis minutos.
VELOCIDADE PELA DIREITA
Evidente que a vantagem no placar facilitou a sequência da partida, pois, conforme se previa, o Amazonas iria se expôs, oferecendo ao Guarani a opção de explorar velocidade em contra-ataques.
E usando principalmente incursões do atacante Guilherme Cachoeira pelo lado direito, nas costas do lateral Fabiano, começou a construção do segundo gol.
Bola rasteira cruzada da direita foi ao encontro do meia João Paulo, que finalizou encontrando o braço de Johnny Lucas, em pênalti bem marcado e convertido pelo próprio João Paulo, com bola rasteira, no canto esquerdo, aos 22 minutos.
MESMO RITMO
E com a mesma continuidade do ritmo da partida, sem que o Guarani corresse risco, em outro contra-ataque pela direita, e novamente bola rasteira com extensão até o segundo pau, apareceu o meio-campista Carlos Eduardo, livre de marcação, para empurrá-la no canto direito e ampliar para 3 a 0 a vantagem bugrina, aos 39 minutos.
MAIS DOIS
Como o Guarani soube se resguardar depois disso, nos seus poucos vacilos defensivos, as finalizações foram bisonhas do fraco ataque amazonense.
Assim, trocando passes e ficando relativo período de posse de bola, o Guarani controlou o jogo, provavelmente sem prever que mais descuidos defensivos do Amazonas implicassem em ampliar ainda mais vantagem.
Foi quando Cachoeira recebeu passe livre de marcação pelo lado esquerdo, quase na entrada da área, com tempo de ajeitar a bola antes da finalização no canto alto esquerdo, aos 36 minutos.
E a terrível tarde/noite do Amazonas terminou com chute plenamente defensável de Hebert e falha do goleiro Renan, aos 43 minutos.
EQUÍVOCOS DE RODRIGO SANTANA
Nesta clássica vitória bugrina, registro para erro crasso do fraco treinador estreante do Amazonas, Rodrigo Santana.
O equivocado profissional achou que seu clube teria competência para encarar o Guarani de peito aberto, em condição de igualdade, ao colocar em prática o esquema 4-3-3, sem as devidas recomposições de atacantes de beirada.
Não averiguou a clara nulidade de sua peça ofensiva, quando esporadicamente chances foram criadas, além de visíveis buracos no compartimento defensivo.
A falta de aceitável visão tática de Rodrigo Santana foi enumerada incontáveis vezes neste espaço, no comando da Ponte Preta.
Logo, questiona-se a falta de visão de dirigentes do Amazonas, que não tiveram a devida informação do profissional.
ÉLIO SIZENANDO
Por outro lado, tem-se que obrigatoriamente atribuir méritos ao treinador bugrino Élio Sizenando, para dar um nó tático em Rodrigo Santana.
Gols originados em lances de bola parada tem-se repetido no time bugrino e novamente com Willian Farias.
Aquelas jogadas em velocidade de Cachoeira pelo lado direito foram bem pensadas, principalmente com chegada ao fundo de campo e cruzamentos rasteiros.
Dois gols foram originados nesta jogada.
O trabalho de recomposição do Guarani quase não oferece espaço para incursões do adversário.
Se antes havia incompreensão por parte da coletividade bugrina – apesar de alguma teimosia do profissional – agora ele dá a devida resposta.