Sobre Ponte Preta, vamos combinar o seguinte: quando a cartolada conseguir o dinheiro – uma exigência de treinadores que negociam com o clube – a gente volta a tocar no assunto.
Mudemos, então, para o lado do Guarani e sem repercussão sobre o evento do lançamento de camisa do clube, na sede do ‘Careca Sport Center’, na noite desta quinta-feira.
O assunto é uma matéria ‘fria’ sobre os primeiros anos do Guarani.
FATOS CURIOSOS
Fugindo daquelas informações cotidianas, reservei esse espaço para reprodução de fatos curiosos sobre o Guarani.
Relendo com atenção a primeira edição do livro A história do Guarani F.C., produzido pelo grupo TABA (Torcedores Amigos Bugrinos Associados), a constatação é de fatos que chamam atenção.
Sim, eu sei que o aniversário do clube foi dois de abril, e que supostamente o assunto estaria fora de foco para o momento.
Todavia, como fatos do início do século passado foram enumerados na publicação, vale a pena recapitulá-los.
Você sabia que em 1911 Campinas contava com 38 mil habitantes na área urbana?
À época, os lampiões de gás nas ruas foram substituídos por luz elétrica, através da Companhia Campineira de Tração, Luz e Força.
Transporte público em bairros mais distantes eram disponibilizados por oito linhas barulhentas de bondes, puxados por burros.
GUARANY COM ‘Y’
Provavelmente, muitos bugrinos desconhecem que, na ata de fundação do clube, o nome constante era Guarany Foot-ball Club.
Qual o primeiro campo de futebol do Guarani?
Foi feito na Vila Industrial, com acesso pela Rua Francisco Teodoro.
E você sabia que associados pegaram em enxadas para cortar o mato?
Foi assim que fizeram um campo de terra batida.
E mais: as traves montadas eram de bambus e provocavam tremenda dor de cabeça a cada final de semana, quando a turma aparecia pra jogar.
BAMBUS TRANSFORMADOS EM LENHA
Os bambus eram surrupiados por moradores da redondeza, para utilização como lenha.
Foi preciso intervenção da Prefeitura de Campinas para dar um basta no problema.
A solução foi a montagem de traves com trilhos de trens.
ARQUIBANCADAS DE MADEIRA
Agora aquilo que eu vi já no início da década de 60 do século passado, e que bugrinos na ‘casa’ dos 40 anos de idade talvez desconheçam.
Quem observa aquela montanha de cimentos nas arquibancadas nem imagina o quão perto das traves ficavam os torcedores que optavam pelas cabeceiras de madeira do estádio, principalmente a ‘sul’.
Torcedores tinham acesso pela entrada abaixo das vitalícias e depois se espalhavam pelos locais de preferência, boa parte subindo degraus em direção ao alambrado, bem próximo ao gramado.
Os relatos são longos e curiosos, mas fiquemos por aqui, certamente mostrando ao bugrino fatos que ele desconhecia.