Zebraço esta eliminação do Guarani na estreia da Copa do Brasil, ao perder nos pênaltis para o Castanhal por 5 a 3 – após empate por 1 a 1 no tempo normal, na tarde desta quarta-feira, no Pará.
Assim, arrecadou R$ 830 mil nesta participação, e joga R$ 950 mil na lata do lixo ao ser eliminado.
Esse é o preço de ter apostado num treinador equivocado como Matheus Costa.
Ele comete erros na escalação, estruturação da equipe, e ainda mostra uma infantilidade ao convocar um garoto recém-saído da base, como kewen, na definição através de cobrança de pênalti.
Foi no erro do garoto que o Castanhal se prevaleceu.
RESTRUTURAÇÃO URGENTE
E por que o Guarani não jogou nada?
Cabe ratificar que exceto em partes dos jogos contra Santos e Palmeiras, o time não praticou futebol convincente.
As importantes defesas praticadas pelo goleiro Caíque França serviram para que o clube garantisse preciosos pontinhos no Paulistão.
Isso evidencia erros na remontagem do elenco e cabe cobrança ao executivo de futebol Farnei Coelho.
Se as horas do treinador Matheus Costa estão contadas no clube, nada mais lógico que Farnei Coelho também o acompanhe.
É inadmissível o Guarani contar com elenco cujo custo mensal é de R$ 1,7 milhão ser incapaz de suplantar um adversário com folha de pagamentos de R$ 200 mil.
OBRIGAÇÃO DE VENCER
Também abro parênteses para dar uma resposta ao parceiro Carlos Agostinis.
Sim, escancarei aqui a obrigatoriedade de o Guarani vencer o Castanhal sem traumas e no tempo normal.
Logo, não retiro uma vírgula dessa convicção.
Agostinis, diz onde eu errei feio sobre o Castanhal.
Ora, não foi o clube paraense que endureceu. Foi o Guarani que não jogou nada.
DERROTA PARA O PAYSANDU
Recordemos o jogo do Castanhal contra o Paysandu.
Sabe quantas defesas o goleiro Gabriel Mesquita, do Paysandu, praticou naquele jogo?
Apenas uma, e ainda assim provocada em bola mal recuada por um companheiro dele, na única finalização em direção ao gol do Papão.
Sabe quantas chances reais foram criadas pelo Paysandu naquela partida?
Seis. Um gol, três defesas dignas de registros do goleiro Tom e duas bolas na trave.
Posse de bola do Paysandu no primeiro tempo foi de 73 por cento.
E quem é esse Paysandu?
Clube de Série C, como o Guarani.
Então, Agostinis, correta foi a observação do parceiro Herald, quando cita que o Castanhal é uma equipe quase primária.
Mesmo com precário rendimento, o Guarani ainda exigiu duas defesas com grau de dificuldade do goleiro Tom.
Esta quinta-feira deve ser agitada pelos lados do Estádio Brinco de Ouro.
Podem preparar a lista de dispensa deste elenco bugrino.