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E precisava Valentim enfraquecer um pouco mais a Ponte Preta?

  • 22/08/2025

Quando você vê treinadores esperneando naquele retângulo à beira do gramado, ora importunando representantes da arbitragem, ora com vibração incontida em lances de gols – como se fossem torcedores -, saiba que na maioria das vezes eles pensam exclusivamente neles.

Pois Alberto Valentim se encaixa neste perfil. Bastou trocar a cor de camisa – ao se transferir para o América Mineiro – para esquecer que a Ponte Preta o acolheu quando vinha de dois rebaixamentos no Ituano.

Até de levar o lateral-direito Maguinho a Belo Horizonte, para que continue como seu comandado, a bem da verdade fez um favor à Ponte Preta, mas, na reta de chegada da Série C do Brasileiro, levar também o zagueiro Emerson é uma clara amostragem que pensa só nele.

Não que o zagueiro seja um baita jogador, mas para uma terceira divisão nacional estava bem encaixado na equipe pontepretana.

Sim, dirão que Valentim, como profissional da bola, tem mais é que pensar nele, que não tem raízes pontepretana e por aí vai.

Pois é assim que a banda toca, quer com Valentim, quer com uma infinidade de treinadores.

HÉLIO MAFFIA

Quando me interrogam para que clube eu torço, minha resposta se resume a um ensinamento que recebi em 1979 do saudoso preparador físico Hélio Maffia: nenhum!

Como assim? Bendita foi a mensagem passada por Maffia àquela época: “Acorde enquanto é tempo. Comece a enxergar como é o futebol aqui e indistintamente em qualquer outro lugar”.

O que tem a ver uma coisa com outra? Quando, onde e por que aconteceu isso?

Se de fato já tive preferência clubística, a profunda imundice constatada no mundo da bola exigiu que me isolasse disso, e agisse apenas profissionalmente

Logo, que você torcedor continue não sabendo do mundo ‘aporcalhado’ que já foi o futebol

RÁDIO BRASIL

Naquela época da fala do Maffia eu era um novato repórter da Rádio Brasil-Campinas, e a turma da imprensa estava irritada com a demora para abertura do vestiário visitante do Estádio Ulrico Mursa, da Portuguesa Santista, visando as entrevistas então permitidas.

Maffia, visivelmente chateado com a derrota por 2 a 0 do seu Guarani, e consequente perda do ‘bicho’, abriu levemente a porta do acanhado vestiário para mostrar a algazarra que boleiros faziam na disputa por um dos dois chuveiros disponíveis.

“Vai vendo! Isso é só o começo que você verá no transcorrer de sua carreira”, acrescentou.

E vi coisas inimagináveis que nem cabe confissão aqui, para não desestimular torcedores.

Portanto, se Emerson conseguiu formar uma dupla de zaga que deu liga com Wanderson, resta saber como o atual treinador da Ponte Preta, Marcelo Fernandes, vai reorganizar o sistema defensivo de sua equipe.

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Comentário

  • agosto 22, 2025
    Barba

    Dudu também saiu? Aos poucos a natureza arruma o elenco. Com excessão do Emerson, que era o ponto de equilíbrio do time.

  • agosto 22, 2025
    Luiz Otto Heimpel

    O que está enfraquecendo a Ponte é a situação financeira e não o Valentim

  • agosto 22, 2025
    Herald

    Li que o Guarani utilizou 23 goleiros nos jogos do time principal dos últimos 7 anos. Afirmo, sem medo de errar que, além desse número, o clube utilizou quase 300 jogadores para as outras 10 posições. E digo mais: nesse período houve 20 trocas de treinadores, sem contar os auxiliares Cordeiro, Ben-Hur etc. Isso é que é “administrar bem” um clube de futebol. Só podia dar nisso: Série C. Voltando aos goleiros, a maioria era de qualidade bem discutível. Poucos tiveram saldo ligeiramente positivo (Brígido, J. Paulino, Rafael Martins, Kozlinski e Mesquita). Agenor, Pegorari, Tony e Vladimir tiveram “altos e baixos”, causando desconfiança da torcida. Outros causavam calafrios quando eram acionados, como Oliveira, Klever, Giovanni (ex-Santos), Rafael Pin e Douglas Borges.

  • agosto 22, 2025
    Barba

    Assustam a entrevista da advogada da ponte no globo esporte. Ela se engasga ao falar da razão de tamanha incompetência do grupo gestor.

  • agosto 22, 2025
    Barba

    O buraco é muito mais embaixo Ari. O Eberlim está cavando um buraco tão grande que será muito difícil recuperar na próxima gestão. Esperemos aindaque esse amador não se candidate e tenha um mínimo de vergonha na cara! E que nunca mais passe próximo ao Majestoso.

  • agosto 22, 2025
    Antonio

    Marcelo Fernandes pode trazer o Simon de volta e segue a vida. Os outros 2 zagueiros reservas já mostraram que não dá!

  • agosto 22, 2025
    Antonio

    O Valentim tá fazendo o trabalho dele Ari, pois não ha nenhum impedimento de buscar os melhores atletas dentro da lei. Emerson é sim o melhor jogador da Ponte ( era…), ao lado do Diogo Silva. Só faltava o Diogo também sair.

  • agosto 22, 2025
    Carlos Agostinis

    Ari , eu como torcedor sou cego pra isso, porém conheço bem as mazelas porque já joguei , não profissionalmente , porém, amador mesmo , e é tudo assim . Existe um filme chamado O Cara Que Mudou o Jogo com Brad Pitt onde tem uma parte onde o time dele perde e os caras fazendo festa no vestiário …então ele chega e derruba tudo , todos ficam em silêncio , daí ele fala , esse é o som da derrota. Jamais acontecerá por aqui..jogadores e outros mais são todos mercenários, só querem dinheiro e fama , o clube e sua torcida que se fodam ….

  • agosto 22, 2025
    ANTONIO CARLOS

    Interessante.

    Mas não elimina o fato de que se vê, nos gramados, times que jogam bem e times que jogam mal, e o prazer de um torcedor é ir à campo para ver o seu time jogar da melhor forma possível.

    Quanto mais longe e por mais tempo chegar, mais chance de conquistar algo, mesmo com essas “porquices”, não?

    O ruim é quando se observa que não há intenção de ganhar nada… .

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