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INFORMACÃO

Campinas revive o jornalismo de informações misteriosas de 40 anos

  • 14/08/2025

Com a precariedade que se transformou o jornalismo político, prevalecendo uma militância com microfone e caneta nas mãos; donos de veículos de comunicação ‘dançando conforme a música’, num jogo de benesses; eis que o Youtube deu voz para equilíbrio do noticiário.

Se é isso que gira na ‘seara’ política, no contexto de informações gerais e esportivas a diferença foi a perda de qualidade da nova geração do jornalismo na apuração e antecipação dos fatos.

No futebol, por exemplo, como os clubes restringiram circulação de repórteres em centros de treinamentos, para se acompanhar a programação e contatos mais diretos com membros de comissão técnica e atletas, tem prevalecido a submissão do apurador de notícias.

CAIR NO COLO

Trocado em ‘miúdos’, o repórter fica à espera de que as informações caiam no colo, devidamente ‘peneiradas’ por assessores de imprensa.

Isso resultou em comodismo do pessoal, com perda daquela ambição para se aproximar o máximo possível dos fatos.

Por que todo esse rodeio?

É que cabe parabenizar o repórter Lucas Rossafa, da Rádio Jovem Pan News-Campinas, que tem se destacado ao ‘furar’ a concorrência, quer em assuntos ligados à Ponte, quer sobre Guarani.

A ganância para descoberta da informação bem escondida por cartolas da Ponte Preta exigiu que fizesse aquilo que fazíamos décadas passadas, para apuração.

Com o desligamento do treinador Alberto Valentim da Ponte Preta na segunda-feira, e a expectativa que cartolas anunciariam o sucessor no dia seguinte, Rossafa não se fixou nas informações preliminares que rolavam sobre suposto interesse por Higo Magalhães e Luizinho Lopes.

As relevantes fontes o conduziram para Marcelo Fernandes, desligado do Guarani há pouco menos de três semanas, e cravou a contratação por volta das 22h30 de segunda-feira, com imediato acompanhamento do portal Futebol Interior, sobre a apresentação do treinador já no dia seguinte.

REPÓRTERES DO PASSADO

Essa obsessão para desvendar informações era coisa rotineira da ‘reportaiada! das décadas de 70 e 80 do século passado, em Campinas.

Profissionais como Sérgio Jorge, Vagner Ferreira, Roberto Diogo, Paulo Moraes, Sidnei Defendi, Roberto Costa, Ariovaldo Izac, José Francisco Pacóla, Élcio Paiola e Artur Eugênio sabiam como poucos criar fontes confiáveis.

Logo, à medida que surgiam pistas para a devida checagem da informação, eles deixavam a cartolada de ‘cabelo em pé’, quando desvendada.

TREINOS

Contatos diretos com jogadores – principalmente reservas – eram boas pistas.

Observações criteriosas sobre desenrolar dos treinos já davam pistas praticamente seguras das escalações das equipes, por mais que treinadores procurassem fazer o jogo de ‘esconde-esconde’.

Portanto, espera-se que esse modelo de jornalismo que se investiga os fatos para furar a concorrência, que Lucas Rossafa tem demonstrado, encontre seguidores, a fim de que seja retomada aquela rigorosa, porém sadia, concorrência.

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Comentário

  • agosto 14, 2025
    Jose Ricardo

    Quero aqui também fazer ressalva ao jornalista Elias Aredes que publicou hoje, após entrevistar o advogado que coordena a ação no qual a Ponte tenta parcelar a dívida. A informação é de que a diretoria da Ponte confessa ter uma dívida de R$ 345 milhões e orçamento anual de R$ 55 milhões, Relata ainda que no documento enviado a Justiça que ano passado 40 ações tentaram bloquear as contas da Ponte, o Majestoso está penhorado a um ex-presidente e que agora há um bloqueio de R$ 2 milhões devido derrota na ação contra o time Esporte Clube Rio Grande por usar o termo “time mais antigo do Brasil”. Mas independente desse raio-x das finanças, o que quero ressaltar é que entra ano, sai ano vemos que a Ponte é um Clube sem rumo, sem planejamento, que não consegue chegar ao fim de uma temporada com salários em dia, a esperança de acesso se transformou em desespero para não ser rebaixada. Esse ano, pra não variar, parcelas de dívidas não pagas, salários atrasados por 3 meses, greve de jogadores, saída de treinador e de atletas. Com certeza esses atrasos virarão novos casos judiciais e aí uma nova renegociação deverá ser feita, até que um dia será decretada falência e fim de jogo como ocorreu com Mogi Mirim, Audax, Paulista de Jundiaí, Rio Branco, etc….

  • agosto 14, 2025
    Jose Ricardo

    Parabéns ao repórter Lucas Rossafa, ele destoa de 99% dos “profissionais” do jornalismo esportivo. Há décadas que o jornalismo como um todo foi contaminado pelo superficialismo ou no popular preguiça de trabalhar. É o estilo Caio Ribeiro ou pros “antigos” o estilo Conselheiro Acácio de Eça de Queiroz, gente que fala horas e horas, escreve páginas e páginas e simplesmente não diz absolutamente nada, pra essa gente todos os jogos são excepcionais, todos jogadores são craques, arbitragem é sempre correta, gramando sempre bom, nenhuma crítica, tudo para não “desvalorizar o produto”. Fazer perguntas “incômodas” aos atletas e treinadores, jamais.. Essa gente está mais preocupada em garantir o emprego para pagar boletos e a aposentadoria do que fazer jornalismo.

  • agosto 14, 2025
    Antonio

    Época de ouro que infelizmente não volta mais.

  • agosto 14, 2025
    Mabilia

    Era a maior concentração de macacos de Campinas todos em torno da Ponte…aí de quem falasse que torcia para o Guarani… eu namorava uma mulata Sofia .sambista espetacular …saudades nunca mais ouvi falar!!! Kkkk não tinha como não amar a Ponte. Hoje um time de merda!

  • agosto 14, 2025
    Mabilia

    Lrmbro uma vez no ensaio da Escola de Samba Acadêmicos do Ubirajara um dos bateristas estava bêbado Cilinho que era dono da escola imediatamente dispensou o rapaz, logo a seguir teve interferência do Brasil de Oliveira dizendo que bêbado ele éra melhor da turma kkkk

  • agosto 14, 2025
    Mabilia

    Sem falar do Brasil de Oliveira que tinha informações privilégiadas da Ponte por ser amigo pessoal do Cilinho….né Ari?

    • agosto 14, 2025
      Jose Ricardo

      Cilinho nas horas vagas sempre andava com um palito de sorvete no bolso. Quando ia pro boteco tomar umas geladas, colocava breja no copo e em seguida batia o palito até tirar todo o gás da cerveja, dizia que assim dava pra aumentar a litragem….. A prefeitura de Campinas fez uma justa homenagem a ele dando seu nome a praça de esportes no bairro Bosque das Palmeiras..

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