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Vigésimo primeiro ano sem o lateral Mauro Cabeção

  • 13/08/2025

Quando se lembra o 21º da morte do lateral-direito Mauro Cabeção, neste último seis de agosto, cabe citar que foi o saudoso treinador Zé Duarte quem acreditou que, ainda juvenil, fosse escalado na equipe principal do Guarani, no lugar de Odair, em 1975.

Problemas é que seguidas convocações ao selecionado brasileiro juvenil impediram sequência na equipe principal bugrina.

Ele atuou nos Jogos Olímpicos de Montreal, no Canadá, em 1976, e foi convocado três vezes à Seleção principal, na década de 70.

Com idas frequentes ao selecionado juvenil, alternou a titularidade no Guarani com Odair, Miranda e Alexandre, nas passagens dos treinadores Diede Lameiro e Paulo Emilio.

Isso até a chegada do comandante Carlos Alberto Silva – já falecido – em 1978, que provocou o remanejamento do destro Miranda à lateral-esquerda, posição então dividida por Caíca e Tadeu.

CAMPEÃO BRASILEIRO

Assim, o novaodessense Mauro Campos Júnior integrou a equipe bugrina campeã brasileira de 1978, que tinha essa formação: Neneca; Mauro, Gomes, Edson e Miranda; Zé Carlos, Zenon e Renato; Capitão, Careca e Bozó.

Final daquela década foi emprestado ao Grêmio, mas retornou na temporada seguinte. Ele ainda passou por Cruzeiro e Santos, Portuguesa, Remo e Bandeirantes de Birigui em 1987.

DISPAROS

Mauro foi assinado com seis disparos em um bar na periferia de Nova Odessa, aos 48 anos de idade.

Segundo versão do delegado de polícia daquela cidade, à época, Antonio Donizete Braga, foi um crime passional e encomendado.

Braga revelou que dias antes do homicídio a vítima havia registrado boletim de ocorrência com relato de um triângulo amoroso, com envolvimento de sua companheira e uma outra mulher.

O pintor Felipe Delgado aceitou a oferta de R$ 4 mil para a execução do ex-atleta.

BOLEIRO DA NOITE

Mauro bebia, fumava e se divertia com a mulherada em boates. Apesar de noites mal dormidas, tinha disposição para o trabalho, e sabia duelar com hábeis ponteiros-esquerdos. Alguns deles ficaram com cicatrizes de suas botinadas.

O vigor físico permitia que também atacasse de forma consciente. O cruzamento saía com efeito e encontrava o atacante de frente para o gol.

Curiosamente não foi a vida desregrada que encurtou a sua vida no futebol. Insistia em jogar apesar de contusão crônica no joelho. No final de uma carreira de pouco mais de dez anos, como não fazia o vaivém constante, optou pela fixação no miolo de zaga.

CABEÇÃO

Ele até tentou evitar o apelido de cabeção, mas com aquela imensa cabeça seria impossível sustentar tal briga. Também travou uma luta titânica para conseguir aposentadoria e vivia de míseros salários do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), até que arrumaram-lhe um emprego de porteiro no ginásio de esportes do Guarani.

De lá foi transferido para uma escolinha de futebol mantida pelo clube, e ensinava a molecada carente como bater na bola.

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