O assunto que domina o noticiário esportivo foi a posição da CBF de contratar um treinador estrangeiro para o comando da Seleção Brasileira, caso do italiano Carlos Ancelotti, que chega para receber R$ 5,3 milhões de salário.
Evidente que o histórico do profissional provocou aplausos da maioria, mas prefiro endossar a posição do ex-meia Rivaldo, que não escondia a preferência para a contratação de um treinador brasileiro à função, por questão de identidade.
Claro que discordo daqueles que colocam atribuição mínima de treinador ao sucesso de uma equipe de futebol, até porque a estruturação tática sofreu muita modificação comparativamente ao século passado, quando basicamente o atleta fazia a diferença.
Embora reconheça-se a devida importância do comandante técnico – porque a função requer muito estudo – convenhamos que seria inacreditável não haver, por aqui, um ‘ser’ com a devida competências para dar consistência adequada ao selecionado.
ESTRUTURA
Convenhamos que o buraco é um pouco mais embaixo, ou seja: hoje o material humano do futebol brasileiro é inferior a vários selecionados, e faz-se necessário repensar a estrutura do futebol desde as categorias de base, incentivando-se a busca do talento, da individualidade.
Que possamos resgatar valores de antigamente, quando se incentivava a molecada a ter prazer em jogar bola nos campinhos das escolas, visando o surgimento de uma nova geração com os valores de outrora.
Respeito quem pensa diferente, mas o assunto está posto.