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Zagueiro Domingos, de botinudo ao bom comportamento no Guarani

  • 08/09/2024

O histórico do então zagueiro Domingos, principalmente no Santos, na primeira década do século, serviu para que a carreira fosse marcada como jogador botinudo e encrenqueiro com próprios companheiros de elenco.

Durante treinamento do clube, foi considerado reincidente em atitudes intempestivas, ao aplicar carrinho desproporcional na disputa de bola com o goleiro Rafael Cabral, que provocou a quebra da perna dele em 2009.

Um ano antes, também em treino coletivo, desentendeu-se com o atacante Kléber Pereira e desferiu-lhe cotovelada, que provocou quebra de um dente.

VADÃO

Logo, esses dois casos ocasionaram o afastamento dele do clube, e consequente empréstimo à Portuguesa, na ocasião dirigida pelo saudoso treinador Oswaldo Alvarez, o Vadão.

E o estreito relacionamento entre ambos, com mudança de comportamento do atleta, proporcionou que se reencontrassem no Guarani em 2012, em situação que Vadão fez questão de bancar a vinda dele a Campinas.

Quando do anúncio da contratação e a desconfiança geral de um bonitudo para um bem comportado, Domingos desafiou a torcida bugrina a conferir o seu futebol e afirmou: “As pessoas não podem confundir vontade com deslealdade. Eu sou uma pessoa vencedora, que veio do interior da Bahia e conquistei meu espaço nos clubes onde passei”, desafiou.

CATAR

Bastaram alguns meses como destaque na zaga bugrina – e sem deslealdade – surgiu o interesse do Al-Kharaitiyat, do Catar, em contratá-lo, e por lá ele ficou durante cinco anos, para posteriormente ainda atuar no Santo André e retorno ao São Caetano, onde encerrou a carreira profissional em 2020, sem que aquilo representasse distância dos gramados. Foi disputar o Campeonato Amador de Osasco pelo Vila Izabel, time tradicional daquela cidade.

VEREADOR

Agora, quando vai completar 39 anos de idade em dezembro, radicado em Santos, ele anunciou a sua candidatura a vereador, na cidade do clube que iniciou a carreira de atleta em 2004, marcada por quem sequer respeitava companheiros.

No final de ano passado, este baiano Domingos Nascimento dos Santos Filho, natural de Nazaré, já havia sido lembrado pela indignação com o rebaixamento do Santos à Série B do Brasileiro.

Aí, se ofereceu para voltar a jogar, e gratuitamente, no clube, sem que o apelo tivesse ressonância, visto que havia encerrado a carreira em 2020, no São Caetano.

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