20
AGO
Sheik salva o mau trabalho de Kleina na vitória da Ponte Preta

Olhe meu ‘merchan’ aí, gente! Em Cadê Você, seis anos sem o volante Sérgio Moraes, da Ponte Preta. No áudio Memórias do Futebol, o chute forte de Baroninho. Virada Esportiva é assunto no Anda Campinas. Em setembro vacine o seu animal. Confira no Informacão.

Obrigatoriamente é preciso que dividam qualquer comentário da vitória da Ponte Preta sobre o Botafogo, por 2 a 1, na tarde chuvosa deste domingo em Campinas, em dois ângulos diferentes.

Primeiro Emerson Sheik desmente argumentos dos sábios que alegam a improbabilidade de o raio cair duas vezes no mesmo lugar.

Pois o gol decisivo marcado por Sheik contra o Botafogo foi idêntico àquele diante do paraguaio Sol América pela Copa Sul-Americana, dia 29 de junho passado, também no Estádio Moisés Lucarelli.

Sheik marcou os dois gols da valiosa vitória da Macaca
Sheik marcou os dois gols da valiosa vitória da Macaca
A única diferença foi tempo de jogo. Se diante dos paraguaios a ‘pancada’ na bola, de fora da área, ocorreu aos 44 minutos do segundo tempo, em vitória por 1 a 0; agora o chute foi no mesmo estilo, idêntica direção (canto esquerdo), goleiro adversário imóvel, mas apenas dois minutos antes, ou seja: 42 do segundo tempo.

E veja que Sheik já havia dado a sua contribuição ao time pontepretano neste domingo, ao abrir o placar aos 13 minutos, quando, após cobrança de escanteio, dominou a bola e finalizou com precisão.

DESCONFIGURADA

A rigor, foi uma Ponte Preta desconfigurada durante o primeiro tempo.

E começa por um time mal escalado, por teimosia injustificável do treinador Gilson Kleina, com inaceitável preferência pelo meia-atacante Léo Artur.

O jogador não convence, é visado pela torcida, e isso resulta em substituição previsível.

Como o golaço de Sheik salvou a pele do treinador, aí, durante entrevista coletiva pós-jogo, ele enrolou a ‘reportaiada’ com elucubração sobre variáveis táticas, etc, etc, como se o torcedor engolisse tais explicações.

TIME MAL TREINADO

O que se viu ao longo da partida foi o time da Ponte mal treinado, que, quando ataca, alça bola à área adversária pra ver aquilo que possa acontecer.

Por causa disso o treinador precipitou a estreia do centroavante Léo Gamalho, totalmente fora de forma, que não aproveitou os raros cruzamentos com acerto dos laterais Nino Paraíba e Danilo Barcelos, apesar da tentativa de articulação de Sheik, que tentou organizar o meio de campo no segundo tempo.

Não bastasse isso, a Ponte sofreu gol e correu risco em jogadas ofensivas previsíveis do Botafogo, e alertada em coluna anterior.

JOGADAS DO BOTAFOGO

Mesmo com formação praticamente reserva, o time carioca é treinado para usar os lados do campo quando ataca. Aí, no prolongamento da grande área, o cruzamento visa às costas dos zagueiros adversários.

Foi assim que o botafoguense Leo Valência perdeu gol certo logo no início, após passe, no estilo programado, de Brenner.

O lateral-direito Arnaldo, ao ser lançado, foi derrubado na área, imprudentemente, pelo atacante pontepretano Lucca, que acompanhava a jogada. Pênalti convertido por Brenner aos 19 minutos.

Ainda na jogada cantada de cruzamento nas costas da zaga pontepretana, Brenner não aproveitou falha de Marllon para colocar os botafoguenses em vantagem aos 40 minutos do primeiro tempo.

A saída do volante Jean Patrick para entrada do centroavante Léo Gamalho, no intervalo, era prenúncio que, no desorganizado time pontepretano, restaria a esperança do atacante empurrar a bola pra rede entre os incontáveis cruzamentos que se previa.

SARAIVA

Todavia, apenas quando Kleina sacou o improdutivo Léo Artur e colocou o garoto Saraiva a Ponte ganhou sentido de penetração. Foi quando o atleta perdeu um gol e obrigou o goleiro Jefferson a praticar defesa difícil.

Naquela altura, o Botafogo teve perda de qualidade ofensiva com a entrada do desinteressado Rodrigo Pimpão, no intervalo.

Precisando da vitória, a Ponte intensificou a pressão, e até teve oportunidade nos pés do volante Élton, que após bola espirrada, a chutou para fora.

SOBREVIDA DE KLEINA

Assim, quando tudo indicava mais um empate da Ponte neste Campeonato Brasileiro, o chute certeiro de Sheik fez a diferença e, de certo, vai encobrir o mau trabalho de Kleina no comando do elenco.

Com isso, ele ganha sobrevida, e isso vai persistir enquanto o time somar pontinhos imprescindíveis para escalar do rebaixamento.

Desta forma o torcedor pontepretano fica com o terço nas mãos por desconfiar do pior, devido à pobreza técnica e tática da equipe.

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19
AGO
Avassalador no início, Guarani constrói resultado; depois mostra garra para sustentá-lo

Cumprir o papel de vencer era imprescindível ao Guarani. E isso foi atingido no resultado por 2 a 0 sobre o Santa Cruz, na tarde chuvosa deste sábado em Campinas.

Se tecnicamente o time ainda carece de encaixes para atingir o patamar exigido, não faltou voluntariedade. Ressalta-se o ritmo avassalador imposto nos primeiros dez minutos, quando sufocou o adversário em seu campo de defesa, e sequer deu chances para que pudesse se organizar.

Foi o tempo que, com gols de cabeça - aos seis e oito minutos -, praticamente aniquilou o adversário.

Coincidentemente dois gols em lances de bola parada, em cobranças do meia Bruno Nazário.

Primeiro quando o zagueiro Wilson Rocha aproveitou escanteio e testou de forma indefensável ao goleiro Júlio César. Depois, em cobrança de falta, foi a vez de Éwerton Páscoa escorar a bola à rede.

Era natural que o Santa Cruz forçaria mais o jogo ofensivo e isso obrigaria o Guarani a se resguardar, para optar pelo contra-ataque.

BOLA NA TRAVE

Foi numa dessas jogadas que Bruno Nazário escapou do marcador e só não ampliou a vantagem porque a bola chocou no poste direito da meta pernambucana, após precisa finalização.

O Santa Cruz só aumentou o volume de jogo por duas razões: embora não seja um time de velocidade, ficou claro a compactação de seus jogadores, que rodavam a bola. Aí, faltava participação mais ativa no desarme dos jogadores bugrinos Caíque e Juninho. Eles até voltavam pra fechar espaços, mas na maioria das vezes envolvidos.

Assim, havia sobrecarga aos volantes Betinho e Evandro. Todavia, não havia progressão em jogadas ofensivas do Santa Cruz pela lentidão do atacante Grafite e postura eficiente dos zagueiros Willian Rocha e Éwerton Páscoa, do Guarani.

VAGNER

A rigor, ao longo da partida, apenas por duas vezes o goleiro Vagner, do Guarani, foi exigido, ambas no segundo tempo.

Primeiro quando rebateu chute de Bruno Paulo e André Luís, cara a cara, desperdiçou o rebote. Depois quando Bruno Paulo exigiu a única defesa difícil do goleiro, no canto esquerdo.

Foi o período em que, embora pouco tivesse criado ofensivamente, o Guarani percebia que a sua vitória não estava ameaçada.

A rigor, quando o Santa Cruz passou a ter mais posse de bola no segundo tempo, o treinador bugrino Oswaldo Alvarez, o Vadão, já deveria ter sacado Juninho e colocado Richarlyson para provocar fechamento de espaços ao adversário na meiúca.

Contra adversário mais qualificado, é perigoso propiciar crescimento semelhante. De certo Vadão será mais prudente nas próximas partidas.

Interessava ao torcedor bugrino um time guerreiro, que mostrasse perspectiva de progresso. E isso foi o bastante para retomada geral de confiança, para que o time recupere posições perdidas na classificação nesse Campeonato Brasileiro da Série B.

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Jornalista esportivo há 40 anos. Trabalhou, como jornalista, nas emissoras de Rádio Brasil, Educadora, Central, Jequitibá e Capital (São Paulo). Nos jornais: Diário do Povo e Jornal de Domingo, ambos de Campinas, e editor de Economia e Opinião do Jornal Todo Dia, de Americana.

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