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Bola que foi ‘madrasta’ de Nazário fez questão de agraciar Caíque na vitória do Guarani

Um dia alguém inventou a expressão ‘coração na ponta da chuteira’. Pois foi exatamente assim que se comportou o time do Guarani para tirar a amargura de seu torcedor e vencer o apenas burocrático Juventude por 2 a 0 na noite desta sexta-feira no Estádio Brinco de Ouro, em Campinas.

A forte marcação aplicada pelo Guarani no meio de campo e sem atalhos na defensiva minou todas e quaisquer possibilidades de penetração do Juventude, que só fez a bola rondar a meta bugrina através de cruzamentos sem perigo.

Mesmo o recuo proposital do Guarani durante o segundo tempo, para explorar os contra-ataques, foi consciente.

Se aproveitasse as chances criadas ao longo da partida, o Bugre teria aplicado acachapante goleada no time gaúcho.

Aí, quem não acompanhou a partida há de questionar: teria o Guarani voltado a jogar bem?

Pra começar, o Guarani nunca jogou bem neste Campeonato Brasileiro da Série B.

EFICIÊNCIA

Na era treinador Oswaldo Alvarez, o Vadão, quando frequentou o G4 durante o primeiro turno, a equipe se pautou pela eficiência: forte bloqueio a partir do meio de campo, velocidade na transição e oportunidades de gols aproveitadas.

Nesta sexta-feira, embora as oportunidades tivessem surgido aos montes, não era noite do meia Bruno Nazário, protagonista de cinco lances que em circunstâncias normais terminariam em gols.

O Guarani partiu para o abafa logo no início, e já havia ameaçado com chute de Caíque perto do gol aos dez minutos. No lance seguinte, Nazário foi servido na velocidade, livrou-se até do goleiro Matheus, mas caprichosamente o chute fraco o traiu. É que o vento tirou a bola da direção do gol e a colocou rente a trave.

Certamente Nazário conseguiria se redimir aos 17 minutos quando a bola tinha direção do gol, após finalização, mas no meio do caminho apareceu a perna do zagueiro Domingues para salvar.

TRAVE E PÊNALTI

Já no segundo tempo, Nazário ganhou jogada do lateral Tinga, mas perdeu o gol. Até a trave conspirou contra ele quando fez tudo certo após ganhar jogada do volante Fael.

Se os caprichos da noite tiraram-lhe o sossego durante a partida, até que poderia ser parcialmente compensado se o árbitro Silvio Pereira Sampaio, do Distrito Federal, marcasse pênalti que sofreu em empurrão do lateral Colaço. Lógico que Nazário dependeria do acerto do árbitro na marcação, que se encarregasse da cobrança e a convertesse.

Assim, o consolo dele foram os aplausos recebidos dos torcedores ao ser substituído quase no final da partida. Foi quando, do banco de reservas, comemorou o segundo gol do atacante Caíque, ao explorar falha crucial do zagueiro Micael do time adversário, aos 43 minutos.

CAÍQUE

O atacante Caíque foi o principal protagonista da partida pela entrega e duelo incessante travado contra defensores adversários.

Aquela disposição não poderia contrastar com a pecha de caneleiro, quando pegou literalmente de canela na bola, em finalização frontal ao gol adversário. O lance foi tão desproporcional de forma que a ‘redonda’ descrevesse uma parábola e saísse pela linha lateral.

Caíque teria que marcar imagem com recompensa de gol decisivo, como aquele que ocorreu aos 33 minutos do primeiro tempo, quando acertou uma canhota indefensável, após receber toque na bola de seu companheiro Fumagalli.

O gol encheu o time bugrino de confiança, de forma que continuasse instigando.

Claro que naquela altura o Guarani se beneficiava dos incontáveis erros de passes do Juventude e também contava com atuações bem melhores de Salomão, Richarlyson e Betinho.

RESPIRO

A vitória serve de respiro para o time bugrino, mas persiste a indefinição daquilo que possa ocorrer até o final da competição.

Dos jogos contra CBR e Luverdense, em Campinas, fica a expectativa do bugrino pela repetição do espírito guerreiro da equipe, a fim de que mais seis pontos sejam confirmados, assim como belisque alguma coisa contra o América Mineiro.

Isso, entretanto, ainda não é garantia de salvação. Inevitavelmente o Bugre terá que buscar pontos fora de casa nos jogos contra Goiás, Ceará, Londrina e Inter (RS).

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Ponte fez apenas o jogo que poderia fazer; derrota inevitável

Quem rever o jogo Ponte Preta e Palmeiras mais umas dez vezes de certo vai mudar o conceito de raça ou time guerreiro no futebol. Quem ganha jogo na maioria das vezes é time com jogadores qualificados. E se o Palmeiras tem isso de sobra, o quesito falta à Ponte. Logo, derrota natural por 2 a 0 na noite desta quinta-feira no Estádio do Pacaembu.

Se é que cabe alguma crítica ao treinador pontepretano Eduardo Baptista, ela se restringe à teimosia ao escalar o zagueiro Rodrigo e atacante Claudinho, embora reconheça-se as escassas opções para escolha.

Keno ganhou no pé de ferro e marcou 1.º gol
Keno ganhou no pé de ferro e marcou 1.º gol
Que Rodrigo falharia em pelo menos um lance agudo, isso era bola cantada. Todavia exagerou ao falhar nos lances dos dois gols.

Que Claudinho não acrescentaria absolutamente nada, pode-se dizer que isso estava perfeitamente dentro do script. Então, faltou ao treinador apenas discernimento nesses dois aspectos. Afora isso, fez aquilo que era possível fazer e seu time correu em campo. Isso é coisa inegável.

QUATRO VOLANTES

Raciocinou corretamente Eduardo Baptista quando adiantou o quarteto defensivo, de forma que não ficasse amassado em cima do goleiro Aranha.

Linha de quatro volantes sim, porque Danilo Barcelos jamais pode ser rotulado de armador ou atacante. Por vezes foi um segundo lateral marcando.

Taticamente a Ponte ficou bem compactada entre primeira e segunda linha defensiva, de forma a fazer o Palmeiras rodar a bola em busca de brecha para a finalização.

Entretanto, quando o Palmeiras ainda estava se distribuindo no gramado, a Ponte deu duas ‘estocadas’ e obrigou saídas oportunas da meta do goleiro Prass.

Primeiro quando o volante Naldo apareceu de surpresa na cara do gol, mas faltou intimidade com a bola para definir a jogada. Depois, quando o juizão marcou impedimento inexistente de Claudinho. Apesar disso, se o lance fosse validado ele perderia o gol, pois chutou a bola no corpo do goleiro palmeirense.

ARANHA SALVA

Quando um time tem mais capacidade de trabalhar a bola no campo ofensivo - como fazia o Palmeiras -, a redobrada vigilância pontepretana era coisa relativa. A limitação do time sempre implica na probabilidade de falha, como ficou novamente constatado.

Se o goleiro Aranha já havia se esticado para praticar defesa difícil em cabeçada e posteriormente arremate de Moisés, no rebote deste segundo lance o Palmeiras abriu o placar através do atacante Keno.

A rigor, essa jogada aos 27 minutos começou com desatenção do zagueiro Marllon após cobrança de lateral, e culminou com erro crasso de Rodrigo ao perder a dividida para Keno.

SARAIVA E JADSON

Se inicialmente a proposta da Ponte era explorar jogadas ofensivas de velocidade pelos lados do campo com Claudinho e Lucca, após o intervalo a equipe mudou configuração quando o volante Jean Patrick foi sacado para entrada do atacante Saraiva.

Ora, de que adiantaria mais um atacante se não havia um jogador sequer capaz de trabalhar a bola para que o rapaz da base pontepretana pudesse ser acionado?

Além de não preencher os espaços ofensivos, a Ponte desguarneceu o meio de campo, visto que Élton havia deixado o lugar para Jadson, volante de características de menor pegada.

Logo, o que se viu foi o Palmeiras ganhar a maioria dos rebotes, trabalhar a bola de forma envolvente, de forma que o segundo gol estivesse maduro.

Paradoxalmente ele saiu de falha do miolo de zaga pontepretano, aliado à persistência do colombiano Bojas na disputa da jogada. Após ganhá-la, ele cabeceou para as redes aos 27 minutos do segundo tempo.

RENATO CAJÁ

Com a vitória consolidada, o Palmeiras diminuiu o ritmo de jogo, no momento em que o meia pontepretano Renato Cajá, já em campo, alongou algumas bolas. Ficou claro, todavia, que está fora de ritmo para participação mais ativa nas jogadas.

Portanto, com as claras limitações do elenco pontepretano - mal montado pelo gerente de futebol Gustavo Bueno - tem-se que aceitar sem contestação essa derrota para um time melhor.

Jogo chave para a Ponte será no próximo domingo em Campinas contra o Avaí, time que até mostrou desajustes na defesa no empate contra o Botafogo, mas é bem compactado e tem velocidade na transição.

Sobre as características desse Avaí vou dissertar em postagem futura, após acompanhá-lo na partida de quarta-feira.

  • EDUARDO PARA LEI
    20/10/2017 09:17

    KKKKK...DIZER QUE AS ESTRELAS DA CAMISA NA SELEÇAO BRASILEIURA SAO PASSADAS E QUE DA ALEMANHA E QUE VALE..KKKKKKK....CARA ALEM DE ASNO VOCE E DOIDO...VC NAO BATE BEM...VC E O O TERRORISMO DO BLOG..VC JA DEVERIA TER JUIZO ASNO...VAI CAIR SIM PRA SERIE B PARA LARGAR MAO DE SER TONTO..PALHAÇO..IMBECIL

  • EDUARDO PARA PAULO SERGIO
    20/10/2017 09:16

    CAROI AMIUGO , PERGUNTE A 10 CRIANÇAS NA CIDADE QUEM E CAMPEAO NA CIDADE....E DEPOIS ME DIGA A RESPOSTA....PODE VIR AVONTADE COM ESSA DOR DE COTOVELO...MAS A HISATORIA E ESSA...BUGRAO CAMPEAO ...ASSOCIAÇAO NUNCAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA.................CANSADO DE DISCUTIR O OBVIO

  • Wilson
    20/10/2017 09:16

    O GUARANI PASSAR APURO E ESTAR PRÓXIMO A ZONA DE DESCENSO DÁ ATÉ PARA ENTENDER, AGORA A PONTE, QUE É A 5 POTÊNCIA DE SP, SALÁRIO EM DIA, TIME ORGANIZADO , DINHEIRO SOBRANDO, PRATICAMENTE UM BARCELONA DO INTERIOR, KKKKKKK ESSA NÃO DÁ NÉ KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK

  • João da Teixeira
    20/10/2017 09:15

    Se a Ponte não quisesse cair, que contratasse um engenheiro, não um técnico rsrs..Brincadeiras às favas, como diria o famigerado juiz Gilmar, mas se a Pontem não quisesse cair, não é contra o Parmitão que deveria lutar, mas sim contra os que estão junto com ela na luta, os times da mesma classe dela, coisa que não vem fazendo, então vai cair mesmo. Avaí é o próximo jogo da mesma classe, vai ganhar? Duvido. E tenho dito, que caia então. ...

  • João da Teixeira
    20/10/2017 09:15

    A Ponte é uma eterna reabilitadora de defunto. Ontem foi o Borja (lê-se Borra), um borra bosta que a dupla de zaga mais o goleiro conseguiram reabilitar. Vai esperar o que desse time. Capengando, caindo aos pedaços, gente encolhendo no Depto. Médico, gente da pior qualidade na administração do futebol e outros bichos mais. E sorte nossa que o Carnielli ainda não desistiu de apoiar a instituição. Talvez nem pondo dinheiro, mas todos sabendo do porto seguro qdo a tempestade chegar.

  • João da Teixeira
    20/10/2017 09:14

    Hoje ficaremos sabendo se teremos derby ou não. É que por incrível que pareça, tanto o Gfc qto a Ponte, continuam perdendo e ainda tendo chance de escapar dos rebaixamentos. Pessoal dando chances e eles "cagando e andando" para o campeonato. Parece que querem mesmo caiar de divisão. O Gfc tenho dúvidas se quer cair, mas a Ponte, por interesses de se ganhar mais dinheiro revelando jogadores para a turma de cima (A e exterior), talvez esteja interessadíssima em cair para a B.

  • Eugenio
    20/10/2017 09:12

    Tio Lei, seu imbecil debil mental, falar q Piquet nao foi um grande piloto ? Falar q é a Alemanha q tem q dizer sobre as nossas 5 estrelas ? Vc esta gaga, vai se internar, ganhamos o ultimo titulo em cima da sua Alemanha e Piquet foi tri-campeao mundial, assim como o Senna. Certo q o GFC esta horrivel mas vcs tbm vao cair. Pelo menos temos historia pra contar, e vcs se orgulham de serem os hooligans do interior (palavras do blogueiro de vcs no GE).

  • RMaia
    20/10/2017 00:55

    Resultado normal, o desnível técnico é imenso. Apostei e perdi! Afirmei que do jogo da Chapecoense até contra o Palmeiras, a Ponte faria 5 pontos, errei, fez 4. Anormal agora será qualquer resultado que não a vitória contra o Avaí. Meio a zero será goleada. Uma derrota contra Avaí será como desligar os aparelhos, encomendar ao bispo a extrema-unção e já se preparar pro velório. Gustavo Bueno ainda continua no cargo? Será ele o responsável por montar o time de 2018?

  • TIO LEI
    20/10/2017 00:54

    Esse é o tipico comentário onde diremos: "Nada a comentar". É como eu já disse logo após a partida contra o cruzeiro. Nada muda e nada mudou. Assim como o time, também assim são meus comentários. Time apático, "engolido" tática e tecnicamente pelo adversário. Está comprovado o baixíssimo nível de nossa equipe. Equipe esta formada em sua GRANDE MAIORIA por jogadores que no máximo seriam suplentes na série B. Aliás Série B onde ao que tudo indica, será o nosso destino em 2018.

  • TIO LEI ( 1 )
    20/10/2017 00:53

    É possível escapar do rebaixamento? Sim, claro que é possível. E isso terá que OBRIGATORIAMENTE iniciar pelos dois próximos confrontos, que serão em casa. Em ambos, só a vitória interessa. Por isso, cabe à torcida estar lá levando seu apoio e incentivo. Agora, se não vencer OS 2 JOGOS, pode já começar a dispensa do elenco, segurar o mínimo possível. A dispensa não deverá ser somente dos jogadores, mas caberá aos associados promover a mudança geral no pleito de novembro.

  • TIO LEI (2)
    20/10/2017 00:53

    ...E você, caro sócio votante, também devera ser cobrado caso optem pela continuidade de Gb e cia ltda. VOCÊ caro sócio votante, se não fizer a coisa certa, não terá o direito de exigir nada, pois já passou da hora de dar um basta nesse cancer que se instalou bem nas coronárias de NOSSA AMADA PONTE PRETA.

  • Moacir
    19/10/2017 22:22

    1-tudo esta dando certo. A Ponte perde, perde, mas está ali, junto com o16o. Ou seja, há chance de escapar. 2-Que a torcida apoie os jogadores incondiicionalmente. Ninguem tem culpa de ser limitado - e alguns sao demais. E mesmo aos piores (Naldo e o horrivel Claudinho, por ex) nao falta empenho. 3-que mesmo em caso de vitória, a torcida se manifeste contra a direçao (WP

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Jornalista esportivo há 40 anos. Trabalhou, como jornalista, nas emissoras de Rádio Brasil, Educadora, Central, Jequitibá e Capital (São Paulo). Nos jornais: Diário do Povo e Jornal de Domingo, ambos de Campinas, e editor de Economia e Opinião do Jornal Todo Dia, de Americana.

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