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Haja coração na conquista de título do Atlético Paranaense!

Ex-volante Ezequiel é focalizado em Cadê Você e Memórias do Futebol.

Esse troço chamado futebol realmente arrebenta corações.

O Atlético Paranaense saiu do fogaréu do inferno para o paraíso já na madrugada desta quinta-feira em sua arena, em Curitiba, ao conquistar o título inédito da Copa Sul-Americana sobre os colombianos do Junior Barranquilla, com definição através de cobranças de pênaltis: 4 a 3, após empate por 1 a 1 no tempo normal e prorrogação.

Aos cinco minutos do segundo tempo da prorrogação, o experiente zagueiro Thiago Heleno até recuou o pé para não cometer pênalti sobre Yony Gonzáles, mas o precipitado goleiro Santos enfiou o ‘mãozão’ na perna do colombiano, e ali suspeitava-se que ele teria colocado tudo a perder.

O canal SporTV flagrou o desespero do torcedor do Furação, que via a viola em cacos.

Aí, paradoxalmente, o talentoso meia Barrero chutou a bola na lua, lembrando cobrança do italiano Roberto Baggio na final da Copa do Mundo de 1994, quando a Seleção Brasileira conquistou o tetra.

E quando a definição se arrastou para cobranças de pênaltis, o time colombiano perdeu duas e o Atlético Paranaense apenas uma.

O JOGO

Se sobrou disposição de ambas equipes, faltou qualidade para quem se habilitou chegar à final de competição Sul-Americana.

Há de se indagar como o Junior Barranquilla - inicialmente acuado em seu campo de defesa, aparentemente sem forças para suportar a volúpia ofensiva do Atlético Paranaense - fosse se soltar e criar embaraços?

Não tivesse desperdiçado outras três chances reais de gols, após ter chegado ao empate, sequer haveria prolongamento da partida à prorrogação.

Explica-se: times médios - como o Atlético Paranaense -, formado por jogadores razoáveis, estão sujeitos à instabilidade em campo quando o placar não lhe é favorável.

Apesar disso, convenhamos que não é momento para se colocar reparo na relevante conquista do Furação. Sua coletividade, com feliz Natal antecipado, tem mais é que comemorar.

Além do impagável significado de uma conquista, segue, como bônus, premiação que na totalidade chega a R$ 25 milhões, e vaga garantida na Libertadores de 2019.

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Onze de dezembro, data pra ser sempre lembrada

Onze de dezembro, eis aí uma data marcante.

Há cinco anos eu estava em Lanús, na grande Buenos Aires, Argentina, e o portal Futebol Interior registrou minhas fotos do salão de festa do clube, decorado para a comemoração do título, desde a véspera da final da Copa Sul-Americana, contra a Ponte Preta.

Ninguém programa festa sem ter a certeza do objetivo proposto, mas incautos cartolas pontepretanos da época não se deram conta disso.

Ainda com exclusividade à mídia campineira, mostrei a concentração de torcedores do Lanús duas horas antes da partida, numa praça três vezes maior de que o Largo do Rosário. Pois o local parecia um mar tingido de bordô, de tanta gente. Em bloco eles se dirigiram ao Estádio Fortaleza e transportaram energia ao gramado.

Quando o juizão começou a inverter faltas contra a Ponte, e colocar em prática típica arbitragem caseira, o pressentimento foi de coisa encomendada.

Como o Lanús foi mais efetivo, marcou dois gols e consolidou a vitória por 2 a 0 ainda no primeiro tempo, era natural se esperar arbitragem sem reparo após o intervalo.

CATEDRAL DE CAMPINAS

Eis que exatos cinco anos depois daquele vice-campeonato da Ponte Preta, e novamente com os seus cartolas de ‘freio de mão puxado’, Campinas é notícia por causa de tragédia provocada pelo capeta em pessoa.

Ele roubou a cena e introduziu a cidade no noticiário internacional ao provocar atentado contra cristãos que meditavam na Catedral Metropolitana de Campinas, ao matar quatro pessoas e ferir outras tantas.

Tudo na hora do almoço, quando se pressupõe risco menor para o ir e vir às pessoas.

Problema é que os tempos são outros. A carta de Apocalipse, da Bíblia, alerta para sinais inimagináveis antes da volta do criador ao planeta, para buscar os seus escolhidos.

Quem de viu e quem te vê, hein Campinas!

OUTRA CAMPINAS

Eu conheci a Campinas mansa e agradável. Três da madrugada, em antigos bancos no Largo Rosário, desportistas discutiam futebol, enquanto a cidade dormia.

Quatro da 'matina' - sem ônibus urbano em circulação - não havia receio para dancarinos retornarem a pé à casa, após curtição em bailinhos na área central da cidade.

Pois deletaram aquela doce Campinas dos saudosistas.

Se não é um maluco pra tirar a vida de pessoas gratuitamente, ‘pivetinhos’ gritam ‘perdeu’ e o seu aparelho celular muda de mãos sem você esboçar a mínima reação.

Pra arrematar, avisem aqueles contrários à política de armamento da população, proposta pelo presidente eleito Jair Bolsonaro, que o maluco da Catedral usava arma raspada, facilmente comprada no mercado da bandidagem.

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Jornalista esportivo há 40 anos. Trabalhou, como jornalista, nas emissoras de Rádio Brasil, Educadora, Central, Jequitibá e Capital (São Paulo). Nos jornais: Diário do Povo e Jornal de Domingo, ambos de Campinas, e editor de Economia e Opinião do Jornal Todo Dia, de Americana.

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