06
FEB
Paulo Sérgio é o homem-gol que a Ponte Preta precisa?

Paulo Sérgio
Paulo Sérgio

Comumentemente analista de futebol opina após o leite ter sido derramado, por vezes batendo forte em cartolas quando se observa erros em contratações.

Claro que ninguém tem obrigação de conhecer todo cenário nacional para contextualização, mas, no nosso campo de observação de Série B do Campeonato Brasileiro, pressupõe-se que o cronista tenha observado quase todas as equipes na última edição e, portanto, apto para emitir conceitos de atletas.

A Ponte Preta está trazendo o atacante Paulo Sérgio, que esteve vinculado ao CSA, basicamente pelo histórico de dez gols ao longo da competição.

Epa! O veloz Reis, do Campinense, também marcou dez gols atuando por equipe modesta.

Anselmo Ramon, da Chapecoense, igualmente dez gols.

Parceiros de mídia rotulam Paulo Sérgio como reforço, mas prefiro citar explicitamente como mais um jogador contratado.

Vai dar certo? Será o homem-gol que a Ponte está procurando?

LÉO GAMALHO

No futebol, o saudoso atleta Eli Carlos costumava dizer que o certo é aquilo que dá certo, ou alguém imaginava que Léo Gamalho, centroavante que não deixou saudade na Ponte, fosse atuar apenas metade dos jogos da Série B e marcasse oito gols pelo CRB?

Se você me questionar se eu aprovo a contratação de Paulo Sérgio, diria que procuraria outras opções.

Por que?

Porque nas ocasiões em que vi jogos do CSA, a clareza foi dele não ser jogador de mobilidade. E mais: quando bem marcado sucumbiu.

No futebol moderno, quando os espaços para penetração à área adversária estão escassos, mobilidade do atacante tem peso considerável.

Claro que você pode discordar e citar que em futebol o que vale é bola na rede.

Sim, mas você sabe quantos gols Paulo Sérgio anotou em cobrança de pênalti? Seria nenhum ou seriam vários?

Como o propósito da coluna é debate de ideias e posições, democraticamente respeito quem pensa de forma diferente.

Posso até 'quebrar a cara' através deste posicionamento incisivo, mas tenho por hábito não mascarar minhas convicções, mesmo considerando-se que atacante pode não render hoje e desmentir o crítico amanhã.

LUIZÃO

Exatamente por ter observado o zagueiro Luizão em detalhes nas passagens por São Bento e Santo André tive postura semelhante quando a Ponte Preta ainda cogitava contratá-lo.

Citei neste mesmo espaço para reavaliarem a possibilidade de trazê-lo pelos defeitos de falha de posicionamento, marcar a bola e esquecer do adversário, lentidão e sem aptidão para qualificar saída de bola da defesa.

Pior é que ainda não deram o braço a torcer.

LÉO PEREIRA

Erros e acertos em contratações são coisas naturais no futebol, mas convenhamos que buscar no Treze da Paraíba um lateral-direito como Léo Pereira foi erro crasso.

O atleta é esforçado, trabalhador, mas extremamente limitado.

Logo, agiu racionalmente o Departamento de Futebol Profissional da Ponte Preta na rescisão do contrato dele, com repasse ao Capivariano.

RONALD

Quando a Ponte Preta havia colocado em pauta renovação de contrato do irregular atacante Guilherme Pato, foi lembrado que uma opção mais vantajosa seria recorrer ao veloz atacante de beirada Ronald, do Botafogo de Ribeirão Preto.

Pois o Botafogo do Rio de Janeiro tomou conhecimento que o vínculo do atleta com o 'Pantera da Mogiana' terminará em maio e se apressou na definição de um pré-contrato.

Portanto, um negócio sem custo adicional, além de salário e direito de imagem.

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04
FEB
Allan Aal vai dar certo no Guarani?

Allan Aal
Allan Aal

Aí o parceirão Léo - Pr me pergunta o que achei da contratação do treinador Allan Rodrigo Aal como treinador do Guarani, em substituição a Felipe Conceição.

Léo, nesta vou 'muretar', um verbo que tentam criar a partir do substantivo muro.

Ah, mas o profissional subiu com o Cuiabá na Série B, podem indagar.

Sim, subiu. E daí?

Também não incorro na tolice de criticá-lo, como uns e outros já estão fazendo nas redes sociais.

Aal vai fazer 42 anos o mês que vem, e consta do currículo dele atuações nas categorias de base até 2016, intercalando-se passagens em equipes profissionais de menor expressão.

De certo o gerente de futebol do Guarani, Michel Alves, pegou o gancho de Aal estar familiarizado ao trabalho com a molecada e juntou a isso informações de amigos dos tempos de Cuiabá, onde passou em 2019.

Nós, da mídia local, não temos embasamento para alicerçar se houve acerto ou não da diretoria do Guarani na escolha do treinador.

Para quem ainda estava tentando se firmar como treinador, não dá pra medir passagens discretas por Nacional da capital paulista e Portuguesa.

Quando foi demitido do Paraná Clube, a equipe havia sido derrotada pelo Cruzeiro por 2 a 0, ocupava a oitava colocação, para depois despencar nas mãos de substitutos.

CUIABÁ

O destino de Aal, na sequência, foi substituir Marcelo Chamusca no comando técnico do Cuiabá, ocasião em que pegou um trabalho sedimentado desde 2019, equipe ocupando a quinta colocação, com os mesmos 37 pontos de Juventude e Sampaio Corrêa.

Após estreia com derrota em casa para o CSA por 1 a 0, na 22ª rodada da Série B do Brasileiro, o time teve declínio de rendimento, começou a se distanciar do G4, e suspeitou-se que seria um 'cavalo paraguaio'.

Todavia, na sequência se recuperou, aproveitou tropeços de concorrentes diretos, e aí se estabilizou nas primeiras posições da competição.

SAI ELTON, ENTRA JENISON

Coincidência ou não, nos jogos que acompanhei do Cuiabá o repertório de alterações em transcorrer de partidas foi repetido, sacando-se o centroavante Elton para entrada de Jenison, assim como saída do meia Rafael Gava ora para entrada de Nenê Bonilha, ora Pierini.

Claro que por acompanhar à distância o time mato-grossense, fica difícil avaliar motivos que implicaram nestas repetidas alterações, e de certo o treinador deva ter os seus motivos.

JOGADORES DA BASE

Assunto predominante no Departamento de Futebol do Guarani tem sido promoção de garotos da base do clube.

Ora, ninguém revela bons jogadores de baciada como antigamente.

Logo, é preciso prudência no lançamento de garotos.

Lateral-direito Matheus Ludke, atacante Matheus Souza e Renanzinho são jogadores que mostraram algumas virtudes, mas precisam ser lapidados.

Dos outros que pouco se conhece é arriscado apostar que sejam solução, como o zagueiro Victor Ramon, por exemplo.

Continua terceirizado o Departamento Amador do Guarani?

Em sendo assim, perguntar não ofende: há pressão de empresários para o lançamento de garotos?

Pra montagem de equipe profissional, o básico deve ser de jogadores prontos, com chances gradativas para garotos que tenham perspectivas de se deslancharem a médio prazo.

BRUNO HENRIQUE

Impossível deixar de citar na coluna o gol de cabeça do atacante flamenguista Bruno Henrique, na vitória por 2 a 0 sobre o Vasco, na noite desta quinta-feira no Estádio do Maracanã.

Impressionante impulsão e giro de cabeça no ar lembraram cabeceadores de décadas passadas como Roberto Dinamite, Dadá Maravilha e Escurinho.

Flamengo diminuiu a diferença para o Inter em dois pontos, e já começa a colocar em prática aquele estilo implantado pelo treinador português Jorge Jesus até o meio do ano passado.

Logo, o Flamengo está vivíssimo nesta reta de chegada do Brasileirão.

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Jornalista esportivo há 40 anos. Trabalhou, como jornalista, nas emissoras de Rádio Brasil, Educadora, Central, Jequitibá e Capital (São Paulo). Nos jornais: Diário do Povo e Jornal de Domingo, ambos de Campinas, e editor de Economia e Opinião do Jornal Todo Dia, de Americana.

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