09
JUL
Guarani faz uma das melhores partidas na vitória sobre o Coritiba

Na postagem abaixo, a discussão é sobre o comando da Seleção Brasileira ter ignorado que estatura de jogador faz diferença em Copa do Mundo. No áudio atualizado de Memórias do Futebol, história do então lateral Júnior, hoje comentarista de televisão.

Acreditem: no processo de remontagem durante o Campeonato Brasileiro da Série B, o Guarani mudou pra melhor. Na vitória por 2 a 0 sobre o Coritiba, na noite desta segunda-feira em Campinas, ele realizou senão a melhor, uma das melhores partidas da competição.

Quem precipitadamente alardeou que o time perderia a voluntariedade na cabeça da área com a saída do volante Baraka, agora confere a vantagem com a entrada de Willian Oliveira, que marca e passa a bola melhor que o antecessor.

Escalação de três volantes fortaleceu sobremaneira a entrada da área defensiva do Guarani, principalmente contra adversário sem velocidade para jogadas de penetração, como o Coritiba.

Alternadamente Ricardinho e Denner ser aproximaram bastante da área adversária, dando volume de jogo ao Guarani.

Assim, bem determinado, a equipe permitiu que em apenas três lances o Coritiba ameaçasse pra valer, apesar de ter sofrido pressão com seguidos chuveirinhos.

Primeiro em cabeçada no chão de Simão defendida pelo goleiro Oliveira. Depois o lance do gol de empate em que o volante Denner vacilou e perdeu a disputa para Guilherme Parede no cabeceio, aos 43 minutos. Logo em seguida, o próprio Guilherme, em contra-ataque, poderia ter concluído, mas optou pelo passe e errou. E isso apenas no primeiro tempo.

GOLS RELÂMPAGOS

O jogo ficou típico para o Guarani porque nas duas vezes em que esteve à frente do placar os gols ocorreram logo início de cada fase.

Primeiro em perfeita cobrança de falta através do lateral-esquerdo Pará, aos três minutos. Depois do intervalo, em cabeçada do atacante Bruno Mendes após cobrança de escanteio de Pará, aos dois minutos e trinta segundos.

Esses gols relâmpagos obrigaram o time coritibano a se expor e deixar espaços para que o Guarani optasse por jogadas rápidas em contra-ataques, explorando a lenta defesa adversária.

Assim, ocorreram oportunidades reais para construção de placar bem dilatado. Denner, por exemplo, chutou pra fora na cara do gol, assim como exigiu defesas de Wilson em cabeçada e chute.

O goleiro também pegou bola testada por Willian Oliveira, enquanto os bugrinos Bruno Mendes e Matheus Oliveira também tiveram chances não concluídas.

DEFESA

Apesar de algumas indefinições do zagueiro Édson Silva, os demais defensores corresponderam.

Pará entrou em forma e já marcou melhor, como igualmente se atirou mais ao ataque. Kevin ainda tem dificuldade na marcação, mas com a bola nos pés nada fica a dever ao antecessor Lenon.

Quem se encaixou no time foi o meia-atacante Matheus Oliveira, que, em vez da individualidade de Bruno Nazário, procura somar mais para o conjunto e arrisca chutes de longa distância.

Quando ao Coritiba, a amostragem é que seu treinador Eduardo Baptista monta equipes lentas e previsíveis, com o rótulo de rodar a bola a procura de brechas para penetração.

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09
JUL
Comando da Seleção Brasileira ignorou que estatura faz diferença em Copa

Na reflexão pós-Copa sobre o ‘stafe’ da Seleção Brasileira, a pergunta que não quer calar é por que foram convocados jogadores de média estatura, considerando que seleções europeias priorizaram jogadores altos?

Foi-se o tempo em que para eventos esportivos dizia-se que tamanho não é documento. Não é uma ova!

Evidente que a pergunta sobre montagem de um grupo com jogadores altos deveria ter sido feita bem antes do evento na Rússia, mas é obrigação de quem faz planejamento da Seleção Brasileira considerar esse aspecto. É notório que bolas altas, quer defensiva como ofensivamente, fazem a diferença.

A escolha de atacantes brasileiros de estatura média foi uma desproporção para se ganhar jogadas pelo alto daqueles brutamontes europeus, de quase dois metros de altura?

Pouca gente se deu conta que os atacantes Willian, Neymar e Gabriel Jesus medem 1,75m de altura.

Pior ainda nas laterais. Saibam que Facner jogou na direita com 1,68m e Marcelo 1,74m.

PHILIPPE COUTINHO

Quem avaliar o meio de campo vai constatar Philippe Coutinho com 1,72m, Paulinho 1,81m e Casemiro 1,85m, apenas um centímetro inferior ao zagueiro Miranda e dois a mais que o outro zagueiro Thiago Silva.

Digamos que o atacante Douglas Costa procurou compensar a estatura de 1,72m com dribles em velocidade, mas o treinador Tite e companhia não avaliaram estaturas aquém dos concorrentes, como as de Taison com 1,69m, e mesmo tamanho de Fred e Fernandinho: 1,77m.

BÉLGICA

Quem ainda não teve curiosidade para conferir estatura dos grandalhões da Bélgica, cabe a informação que cinco jogadores daqueles que enfrentaram a Seleção Brasileira têm mais de 1,90m. Outros três estão entre 1,86m e 1,87m de altura.

O mais baixo do time justifica vaga. Afinal, é o mais talentoso do grupo: Hazard, com 1,73m.

Espiem alturas de jogadores da Inglaterra, França e Rússia, e constatem recrutamento de jogadores altos.

Eis aí, portanto, mais uma exigência na formação de equipes de futebol em geral.

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Jornalista esportivo há 40 anos. Trabalhou, como jornalista, nas emissoras de Rádio Brasil, Educadora, Central, Jequitibá e Capital (São Paulo). Nos jornais: Diário do Povo e Jornal de Domingo, ambos de Campinas, e editor de Economia e Opinião do Jornal Todo Dia, de Americana.

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