20
JUN
Empate sem gols se ajustou bem ao futebol mostrado por Guarani e Oeste

Geralmente empates sem gols são modorrentos, mas não é o que se pode dizer desse resultado entre Guarani e Oeste na noite desta terça-feira no Estádio Brinco de Ouro.

Foi um jogo extremamente disputado, com desdobramento dos jogadores até o limite físico de cada um. Assim, as equipes se alternaram ao longo da partida, ora com predominância de um, ora predominância de outro.

O Guarani teve participação mais efetiva a cada metade de fase: no início e após o intervalo. O mesmo se aplica ao Oeste na segunda metade de cada tempo.

No início da partida, a equipe do Oeste procurou se resguardar e deixou o Guarani tomar iniciativa.

Como o time bugrino não conseguia se infiltrar e finalizava de fora da área através do meia Fumagalli, prevalecia a boa colocação do goleiro Rodolfo.

Foi quando os visitantes acharam que poderiam se desprender apenas da marcação para também atacar.

Aí apareceu o hábil atacante Erik, do Oeste, que individualmente levava vantagem sobre o lateral-esquerdo Salomão no setor direito de seu ataque.

Foi o período em que duas pontadas ofensivas em velocidade do Oeste, pelos lados do campo, propiciaram ao caneleiro atacante Alexandro chance de marcar, mas a bola terminou nas mãos do goleiro Leandro Santos.

ROBERTO CAVALO

O atento treinador Roberto Cavalo, do Oeste, percebeu o risco de manter em campo o vulnerável lateral-esquerdo Ricardo - que inclusive já havia sido advertido pelo cartão amarelo - e o sacou aos 30 minutos do primeiro tempo.

A entrada de Guilherme Romon serviu para estabilizar o setor e ainda provocou ganho na saída de bola ao ataque.

Naquele primeiro tempo, o Oeste teve a chance mais cristalina de gol através de Betinho, que depois de driblar Genílson chutou a bola sobre o travessão.

Num cochilo do zagueiro Joilson, do Oeste, faltou categoria para Samudio marcar, já dentro da área, isolando a bola.

FUMAGALLI

Se o Guarani voltou para o segundo tempo sem organização de jogadas e capacidade de infiltração, pelo menos se lançou ao ataque e insistiu em cruzamentos na expectativa de que pudesse chegar ao gol em vacilo do adversário.

Isso ocorreu em bola mal rebatida e que sobrou para Fumagalli aos 19, ocasião em que o chute foi na direção do goleiro Rodolfo, que praticou a defesa.

Já o Oeste havia perdido a sua referência ofensiva com o cansaço de Erik, que demorou para ser substituído.

Todavia, como na sequência o Guarani se enervou e abusou de bolas alongadas, houve predominância defensiva do Oeste, que trabalhou melhor a bola até as imediações da área bugrina, porém sem poder de fogo para importunar o goleiro Leandro Santos.

E quando se aguardava o apito final do árbitro potiguar Caio Max Vieira, eis que uma casquinha de cabeça do meia Bruno Nazário, de costa para o gol, só não surpreendeu o goleiro Rodolfo porque a bola foi em cima dele, aos 45 minutos.

Portanto, desta vez o futebol apenas voluntarioso do Guarani não foi suficiente para nova vitória nessa Série B do Campeonato Brasileiro. Todavia, tem-se que reconhecer méritos do adversário que soube se compactar, se defender e valorizou a partida.

  • MARCIAO
    21/06/2017 15:15

    Já´, Já , o elevador começa descer ........ Essa serie B é tao fraca que o 16 está a 3 pontos do G 4 . Eita campeonatinho fraco !!!

  • João da Teixeira
    21/06/2017 15:14

    Outro dia eu falei aqui no blog que não dá mais para analisar os times do brasileiro. Não tem consistência, os times vão ao sabor do vento. Alguns times encaixam seu futebol contra certos adversários e qdo pensamos que a coisa foi, ia. Acaba voltando na estaca zero. Amanhã a Ponte pega o Cruzeiro, que ao meu ver joga mais que o time da Ponte, tanto que empatou contra o excelente conjunto Gremista. Se for ver deve dar um jogo parelho, mas, não boto a minha mão no fogo.

  • João da Teixeira
    21/06/2017 15:14

    Náutico vem vindo aí sábado, arrastando a "Alpargatas" no pé. Capaz de armar uma em cima do bugre, mesmo estando com o "enxuga poça" no pé. para quem não sabe, Alpargatas era um calçado dos mais baratos do mercado e era feito de pano e solado trançado de cordas de sisal. Confortável, virou moda no final da década de 1970, graças ao seu uso difundido pelos bichos-grilos. Por ser todo de pano e corda, pegou o apelido de enxuga poça. Por isso do Náutico vir de "paragata no pé"...

  • Eugenio
    21/06/2017 10:12

    Fumagalli chutou 5 bolas no gol, talvez mais q o resto do time ... nao sei se isso é o suficiente para mante-lo no time. Genilson esta sem confiança, Vadão pf inventa uma lesão, da um descanso nele e poe o Pascoa. Gostei do L. Fernando e do Caique. O Eliandro esta devendo, talvez seja a hora do Rafael Silva. Ainda nao deu pra analisar o Richarlison, mas tem q jogar, é craque.

  • João da Teixeira
    21/06/2017 10:12

    Ué, ninguém falou do Rick, eu não assisti ao jogo, mas me interessaria saber sobre o seu desempenho. Ou jogou pouco que nem nota recebeu. Oeste está querendo fazer parte do grupo que quer trepar para a série A e com isso anda trepando em timinhosua que dão sopa...

  • Tito
    21/06/2017 00:16

    Pelo que foi o jogo, o empate ficou de bom tamanho. Achei o Oeste mais à vontade, tocando melhor a bola e criando boas oportunidades de gol. O próprio Vadão, em entrevista após a partida, comentou sobre o futebol atual no mundo, e pelo que ele disse, conhecedor de futebol que o é, sabe que o Fumagalli está sendo preparado para ser opção de banco. Hj o futebol é muito competitivo, não tem espaço para veteranos lentos, ele sobrecarrega os volantes.

  • Tito
    21/06/2017 00:15

    O goleiro, o jovem lateral esquerdo e a dupla de zaga do Guarani são de arrepiar. As alterações que o Vadão realizou não surtiram muito efeito. No segundo tempo o nosso meio de campo inexistiu, com isso os nossos personagens da defesa passaram a tentar ligações diretas, devolvendo a bola rapidamente para o Oeste. Com isso tudo, o empate foi bom.

« Anterior : 1 [ 2 ] : Próxima »
19
JUN
Frio à noite e horário das 21h30 tiram torcedor bugrino do Brinco de Ouro

Convenhamos que jogo do Guarani às 21h30 numa terça-feira gorda, pela Série B do Campeonato Brasileiro, ninguém merece.

Ora, se todos os jogos desta nova rodada serão transmitidos pelo canal Premiere, por que a diretoria do Guarani sequer tentou antecipação para as 7h15, horário determinado para a maioria das partidas?

Entendo que vão argumentar que a grade de televisão tem prioridade, que esse foi o acordo selado pela CBF, etc, etc..

Sim, todavia apenas os jogos de Guarani x Oeste e Inter x Paraná estão programados às 21h30. E como não há concorrência direta de torcedores pelos jogos da rodada, não seria inconveniente puxar o jogo do Bugre pra mais cedo.

O principal argumento seria queda de temperatura à noite com a proximidade do inverno, motivo que naturalmente desestimula o torcedor a sair de casa.

Se diante do Paysandu, terça-feira passada, o borderô do Estádio Brinco de Ouro registrou 2.618 pagantes, evidente que a perspectiva não é de público bem maior contra o Oeste, clube que não tem torcida e traz a Campinas o zagueiro Leandro Amaro, que integrou o grupo de acesso do Bugre à Série B, ano passado.

RICHARLYSON

Vem aí Richarlyson, inicialmente no banco de reservas do Guarani.

Resta saber se a torcida vai conferir em campo aquele Richarlyson dos tempos de São Paulo e Atlético Mineiro, até porque ele já chegou aos 34 anos de idade.

Se mantiver aquele ritmo, vai ajudar bastante.

Ainda não existem comentários.

Confiram as Postagens Anteriores:

1  2  3  4  5  6  7  8  9  10  11  12  13  14 
 

Jornalista esportivo há 40 anos. Trabalhou, como jornalista, nas emissoras de Rádio Brasil, Educadora, Central, Jequitibá e Capital (São Paulo). Nos jornais: Diário do Povo e Jornal de Domingo, ambos de Campinas, e editor de Economia e Opinião do Jornal Todo Dia, de Americana.

Fale comigo