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SET
Por que zagueiros não são explorados no jogo aéreo ofensivo com bola rolando?

No pé da coluna foi produzido áudio com enfoque sobre a demissão de Estevam Soares, da função de coordenador de futebol do Guarani.

Nenhum treinador é tão metafórico como Tite, da Seleção Brasileira. Pra que usar termos como treinabilidade, último terço do campo, extremos desequilibrantes e performar com resultado?

Pois Tite persuadiu treinadores, como Gilson Kleina da Ponte Preta, ao linguajar nem sempre dominado pelo torcedor de arquibancada.

No blá-blá-blá dele frequentemente se ouve verticalizar, avançar as linhas, ocupação de espaço, e por aí vai.

Faltou Kleina justificar convincentemente, na derrota para o Vila Nova (GO), porque escalou três volantes, todos sem criatividade.

Marcelo Cabo, treinador do time goiano, teve a clara percepção que a Ponte insistiria pelas beiradas do campo, e simplesmente duplicou a marcação pelo setor. Com isso induziu a boleiada pontepretana a alçar bola.

Cá pra nós: de que adianta a Ponte fazer chuveirinhos se dispõe apenas do centroavante Roger como cabeceador?

Sim, por vezes o volante Edson também avança pra disputar jogadas pelo alto, com bola rolando, mas apenas de vez em quando.

AVANÇAR ZAGUEIROS

Treinadorzada que 'garganteia' sobre modernidade no futebol desconsidera o básico: por que a insistência de chuveirinhos se não conta com o cabeceador? Se o atacante cabeceador é bem marcado, permite que zagueiros adversários saiam com 'galo' na testa de tanto devolverem bola da cabeça.

Eis a questão pra Gilson Kleina e técnicos por aí: por que em períodos de partidas, como bola rolando, não liberaram, alternadamente, zagueiros altos para se transformem em atacantes, visando aproveitamento no jogo aéreo?

Isso só acontece em lances de bola parada. Convenhamos que com bola rolando Renan Fonseca e Reginaldo poderiam fazer companhia a Roger. Além deles, seria oportuna a incursão do volante Édson na área adversária, mas ele ainda carece de mais treinamento pra acertar o alvo, quando ganha a jogada pelo alto.

Como se defender pra não ser surpreendido pelo contra-ataque adversário? Recuem os volantes, exceto Édson. Há circunstância que tem validade se correr algum tipo de risco, em troca de alternativas viáveis pra se chegar ao gol.

Claro que quando Kleina dispuser de opções qualidificadas pra trabalhar a bola no chão, melhor ainda. Quem sabe isso seja possível quando Camilo e Longuini estiverem de volta, e for possível escalar Lucas Mineiro, Vico e provavelmente Renato Cajá.

DEMISSÃO DE ESTEVAM

O áudio abaixo cita como procedimento natural a demissão do coordenador de futebol do Guarani Estevam Soares.

  • Barba
    15/09/2019 19:38

    Sobre a ponte, somente o Renan Fonseca tem sido eficiente. Os outros sequer servem para a série C. O tal Reginaldo beira o ridículo!

  • Tito
    15/09/2019 12:08

    Caro Ari, não sei nos outros times, mas por ser bugrino vou comentar os zagueiros do Guarani, esses tem muita dificuldade de recompor posicionamento quando a jogada requer saída para coberturas, sem contar que os volantes tem demonstrado muitas dificuldades de proteger a zaga nos contra ataques e nas segunda bola. Daí pro Guarani por enquanto, zagueiros subindo com bola rolando é inviável. Muitos gols sofridos foram em erros de recomposição de posicionamento.

13
SET
Esperança da Ponte são novas 'peças' e volta dos desfalques

Além de sair socando em bolas cruzadas, qual a defesa difícil praticada pelo goleiro Rafael Santos, do Vila Nova, na vitória por 1 a 0 sobre a Ponte Preta?

Se você responder nenhuma, logo vai admitir que o time pontepretano não criou. E diante de um adversário limitado, que tem rondado seguidamente a zona de rebaixamento deste Brasileiro da Série B.

Pra ser justo, a Ponte criou apenas uma chance real, e desperdiçada pelo meia Éverton aos 15 minutos do primeiro tempo, período em que tinha o controle do jogo, acionava os lados do campos e rondava a área adversária, sem contudo conseguir penetração.

Dois minutos depois, quando o meia Alan Mineiro, por duas vezes não soube converter chance de ouro, o Vila acordou.

Dobrou a marcação nos lados do campos, evitou seguidas progressões dos laterais Arnaldo e Diego Renan, e, para piorar aos pontepretanos, o atacante Marquinhos deixou o campo com estiramento muscular aos 32 minutos, e houve perda com a entrada de Marcondele, que nada acrescentou.

O Vila não só acordou na marcação como percebeu a buraqueira no meio de campo pontepretano, para adiantar a marcação, ganhar rebotes e não sofrer riscos, apesar da maior posse de bola da Ponte.

TRÊS VOLANTES
De que adianta a escolha do treinador Gilson Kleina, da Ponte, por três volantes, se apenas Édson participou da destruição?

Washington não acrescentou na marcação e não é jogador de organização, enquanto Gerson Magrão voltou a ser aquele atleta inconstante.

Assim, sem um meia organizador, ora o time rodava a bola sem profundidade, ora ainda insistia pelos lados do campo, porém com jogadas travadas pelo adversário.

Assim, a Ponte insistiu nos chuveirinhos, com bola devolvida pelo sistema de marcação do time goiano.

Foto:PontePress/ÁlvaroJr
Foto:PontePress/ÁlvaroJr

PÊNALTI
Pra complicar, em um dos contra-ataques explorados pelo Vila Nova, o zagueiro Reginaldo cometeu pênalti sobre o atacante Gustavo Henrique, convertido em cobrança mal feita por Alan Mineiro.

Apesar da derrota, há sim chance de reversão, para ainda se brigar pelo acesso neste Brasileiro da Série B.

Considere as ausências de Camilo, Longuini, enquanto Lucas Mineiro e atacante Vico ainda não estrearam. Isso além de Renato Cajá, aguardado na próxima segunda-feira.

Adicionando-se as citadas peças e o tempo maior para Kleina trabalhar, é natural se projetar os devidos ajustes, com consequente melhora de rendimento.

  • José Luiz Monteiro
    14/09/2019 19:02

    Simplesmente para agradecer a gentileza por comunicar via e-mail seu retono a este espaça. Parbéns.

  • JOAO FRANCO
    14/09/2019 08:56

    Concordo plenamente com o colega RUZ, da dó de ver alguns pernas de pau querer jogar; e só de lado,nada de profundidade e triangulação, criatividade e chutes a gol nem se fala.......é lamentável.....ainda pedem para gente ir ao campo; é piada.

  • Rodrigo U.
    13/09/2019 10:14

    Até quando os atuais dirigentes farão média com a torcida? Trocaram o técnico, dispensaram os meias Vargas e o seu reserva imediato Tiago Real não possuindo nenhum jogador no elenco melhor que os dois na função e agora repatriando o Cajá. O campeonato possui times fraquíssimos e a Ponte está se esforçando muito para não conseguir o acesso. O time simplesmente não entrou em campo ontem

  • Jose Ricardo
    13/09/2019 10:13

    Ari, o que dizer??? Time água de salsicha!! Não venham com papo de que omeio de campo tava desfalcado, Kleina é pago pra resolver isso e não pra ficar dando desculpas. Esse papo de acesso serve apenas pra tentar remendar a incompetência e a falta de criatividade desses dirigentes que não sabem buscar os melhores jogadores, basta ver a recente contratação do chinelinho Cajá. Papo reto, o objetivo da Ponte sempre foi somar pontos pra fugir do rebaixamento e não perder os dérbis.

  • Paulo Sergio
    13/09/2019 08:44

    Prezado Ari, como sempre muito sensato seu comentário e de quem tem muita visão não apenas de jogo mas também de táticas e qualidade de jogadores. Eu como Pontepretano prefiro acreditar que esse time não brigará para não cair, mas, também não sobe, ficará ali entre 8 e 10º veja que a varias rodadas eles vem com aquele papinho de "estamos a 2 pontos do G4, mas nunca chega.

  • Ruz
    13/09/2019 08:43

    Antigamente com os times de Campinas juntando dava pra fazer uma seleção brasileira, hoje se juntar não faz um time para disputar a série C.

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Jornalista esportivo há 40 anos. Trabalhou, como jornalista, nas emissoras de Rádio Brasil, Educadora, Central, Jequitibá e Capital (São Paulo). Nos jornais: Diário do Povo e Jornal de Domingo, ambos de Campinas, e editor de Economia e Opinião do Jornal Todo Dia, de Americana.

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