27
JAN
Acertam dirigentes do amador da Ponte Preta com a demissão do treinador Zé Sérgio

Nos corredores do nostálgico mercado da Barão de Jaguara, centro de Campinas, revejo o amigo Arlindo após interminável período, e em vez do feliz ano novo ele cutuca: “Quando a vossa pessoa vai deixar de ser azeda e parar de ocupar o espaço do blog só pra malhar as pessoas?”

Resposta na bucha: não espere que eu seja mais uma ‘vaquinha de presépio’. De mais a mais, meu estilo não é a crítica pela crítica. Ponho o dedo na ferida onde está desarrumado e a crítica serve sempre como reflexão com objetivo de que haja correção.

Um exemplo claro foi a coluna do dia 11 passado quando enfaticamente defendi a demissão do treinador Zé Sérgio do sub20 da Ponte Preta. O título daquela matéria foi: ‘Treinador Zé Sérgio repete na Ponte Preta o fracasso de São Paulo’. E o subtítulo acrescentava que ‘Ponte ganha apenas um dos nove pontos disputados na Copa São Paulo de Júnior’.

E mais: na ocasião faltou humildade ao treinador para reconhecer os próprios erros, pois os transferiu aos jogadores.

Naquela coluna lembrei que os dirigentes do amador da Ponte Preta não avaliaram criteriosamente a forma como Zé Sérgio foi demitido dos juniores do São Paulo, em abril de 2012, quando o time sequer passou à segunda fase da Copinha. É que também transferiu toda culpa do fracasso aos garotos são-paulinos, segundo publicação do portal UOL.

Agora o comando do futebol amador da Macaca abriu os olhos rapidamente e demitiu o treinador.

Além da fracassada campanha na recente Copinha, quem a Ponte Preta revelou nas categorias de base nos últimos anos?

Zé Sérgio enumerou os atacantes Ademir, Rafael Ratão e Rossi, além do lateral-direito Jefferson e o volante Alef.

Desta leva, Jefferson ainda é uma promessa e Alef um volante mais ou menos.

Convenhamos: muito pouco.

Melhor então ficarmos com a imagem daquele Zé Sérgio hábil e rápido na ponta-esquerda de São Paulo e Santos.

Como jogador, dá pra afirmar com certeza que ele pode ser colocado entre os vinte melhores ponteiros-esquerdos do futebol brasileiro de todos os tempos. Com treinador na base está devendo.

  • MAURICIO CABRERA PARA NEVERLAND
    28/01/2015 14:35

    AAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH!!!! MAS AGORA QUE A BRINCADEIRA TAVA FICANDO BOA!!!!!!!!!!!!!!!!!!! KKKKKKKKKKKKKK!!!!!!!!!!!!!!!!!!!1

  • João da Teixeira
    28/01/2015 14:34

    Sempre optam pelo mais fácil, apesar de acreditar que o Zé Sergio não tem perfil para treinador. Já se deu mal no São Paulo anteriormente e não foi diferente na Ponte. Acho melhor ele ir vender alguma coisa, como a maioria dos jogadores fazem ou viver de renda, se foi esperto no seu auge. Não vi o time da Ponte jogar na Copinha e pelo jeito a culpa não foi só do Zé Sergio. Deve ter muita gente deteriorada nas categorias de base da Ponte pelo papelão que fizeram na Copinha. Xô!

  • João da Teixeira
    28/01/2015 14:34

    Mudando o assunto de pato para ganso, o Secretário de assuntos hídricos de São Paulo "detonou uma bomba" ontem, ao afirmar que caso não solucionem o problema hídrico, e aí culparam somente São Pedro pelo que está acontecendo e não eles pela suas incompetências, vão cortar a água por 5 dias na semana e fornecer somente dois dias, inicialmente na região metropolitana de São Paulo, mas poderão estender para todo o Estado. Como vão ficar os jogos em dia sem água nos estádios?

25
JAN
Adeus a Neneca, goleiro do título inédito do Guarani

O músico, compositor, intérprete e sobretudo pensador Cazuza deixou esta frase para reflexão: ‘A vida é bela e cruel despida. Tão desprevenida e exata que um dia acaba’. Embora a morte seja um processo natural da vida, é inaceitável até para aqueles que sucumbem em decorrência da progressão da enfermidade.

Morreu na madrugada desde dia 25 de janeiro, aos 67 anos de idade, o ex-goleiro Hélio Miguel, conhecido nacionalmente nos meios esportivos como Neneca, vítima de um câncer sanguíneo incurável que afeta a medula óssea e rins. Internado no Hospital do Câncer de Londrina, sua cidade natal, era submetido a sessões de quimioterapia e medidas paliativas da medicina para amenizar dor e desconforto. Sabia-se, todavia, que nada impediria o avanço da doença até o ponto sem retorno à normalidade.

Diante do quadro irreversível, de certo o próprio Neneca interpelou ao Deus misericordioso que o conduzisse à morte. Assim, restou-lhe uma história rica e impagável como atleta. Ele será eternamente lembrado pelo torcedor bugrino por ter participado do time do Guarani campeão do Campeonato Brasileiro de 1978. Trazido a Campinas pelo então treinador Diede Lameiro em 1976, só deixou o clube em 1980 ao se transferir para o Operário (MS).

O ex-goleiro Neneca será enterrado nesta segunda-feira, às nove horas, no cemitério Parque das Oliveiras, em Londrina.

AUGE NO GUARANI

No Guarani atravessou a melhor fase da carreira. Em razão da compleição física avantajada, 1,82m de altura, pautava por arrojada saída da meta nas bolas alçadas contra a sua área. Raramente era traído por bolas defensáveis e, como se recomenda a todo bom goleiro, em quase todas as partidas ainda pegava uma ou duas bolas tidas como impossíveis.

Não bastasse tudo isso ainda era um líder dentro e fora de campo. No gramado comandava aos gritos, se necessário, o quarteto defensivo. Nos bastidores tinha sabedoria para apagar ‘focos de incêndio’ no grupo, dialogava de forma transparente com membros da comissão técnica, e era um dos interlocutores dos boleiros com cartolas para quaisquer reivindicações.

RECORDE

A regularidade na meta do Guarani resultou em 778 minutos sem sofrer gols no ano do título nacional, marca que supera os tempos de América Mineiro quando ficou 537 minutos sem ser vazado. Neste quesito, nada se compara à passagem pelo Náutico no biênio 1974-75 quando não tomou gol durante 1.636 minutos.

Curioso é que a intenção inicial de Neneca era jogar no ataque em times da molecadinha no Paraná. Como se aventurava como goleiro nas decisões por pênaltis, percebeu que tinha aptidão ali e ficou.

Com propensão para engordar, a carreira entrou em declínio ao deixar o Guarani. Ainda perambulou por Operário, Bragantino até o encerramento no Votuporanguense em 1989. Depois disso participou de escolinhas de futebol.

  • CARLOS
    27/01/2015 22:26

    Estava no jogo naquele 13 de agosto de 78. Neneca lança a bola com um chute que atravessou o campo, após falha de beto-fuscão, bozó rouba a bola e toca para careca...nossa consagração, título inédito ! Descanse em paz meu amigo...fêz muito pelo Bugre. Quanto ao comentário pejorativo desse babaca , adolfo, só resta dizer : BAITA INVEJA !!! Aliás, algum falecido campeão pelo seu time ???

  • João da Teixeira
    27/01/2015 13:57

    Com relação à frase do Cazuza, vou comentar que a vida é bela se vivida com responsabilidade, curtida com inteligência, pois ele poderá se tornar cruel, despida ou não, já que despida, da forma que Cazuza a tratou, ela o levou, mas se tivesse levado "nos panos", velada, ela também o levaria. Não soube direcionar a sua inteligência para a sua forma de viver. Não aceito o termo "Pensador" para o Cazuza, não foi exemplo de vida para ninguém pela forma promiscua que a levou.cont.

  • João da Teixeira
    27/01/2015 13:57

    ...cont. Não falo promiscuas pela sua opção sexual, cada um tem seu livre arbítrio e necessidades, mas falo pela forma promíscua de não ter nenhum cuidado preventivo com sua saúde, era irreverente com relação a algumas assuntos de importãncia para sua vida e de seus parceiros e colegas. O que o ajudou foi ser bem carismático, divertido, mas não posso dizer que foi um exemplo de vida, em alguns aspectos, da forma como viveu. cont...

  • João da Teixeira
    27/01/2015 13:56

    ...cont. Pior, como compositor teve boas idéias e retratava a vida como ninguém em alguns momentos, mas nunca pôs em prática na sua própria vida. Acabou sendo péssimo exemplo para muitos jovens da época que também acabaram se dando mal. Um dito popular fala "Nós somos responsáveis por quem cativamos". O verbo cativar aí, no sentido de prender por idéias ou exemplos ou de outra forma, até quando mantemos animais em cativeiro, totalmente dependente de nós.

  • ALEX PP
    27/01/2015 08:35

    Sou Macaca como todos sabem, mas antes de mais nada uma justa condolência a um grande jogador bugrino. Descanse em paz Neneca, que gerou o mesmo apelido que chamo minha mulher. Fique na companhia de nosso Senhor.

  • João da Teixeira
    26/01/2015 14:14

    Parece que a atual administração redimiu os pecados das demais últimas administrações, prestando uma justa homenagem ao Neneca no seu velório e quiçá, na abertura do Paulista A2 desse ano. Antes tarde do que nunca, mas que seria mais interessante fazê-lo em vida, eu não tenho dúvida, afinal Neneca trabalhou vários anos como funcionário do clube e não posso afirmar se, na época, saiu com todos os seus direitos trabalhistas recompensados. Também, não tinham dinheiro para nada.

  • eduardo
    26/01/2015 14:13

    UM DOS MAIORES GOLEIROS DA HISTORIA DO FUTEBOL BRASILEIRO .....CARATER HUMILDE , AMIGO , ESPIRITO DE LIDERANÇA E VIROU BUGRINO DE CORAÇAO ......PESSOA EXEMPLAR. .......VAI COM DEUS.............NAÇAO BUGRINA DE LUTO

  • João da Teixeira
    26/01/2015 09:06

    O bugre não teve muito goleiros bons, dá para contar nos dedos. Não conheci Camisola, mas cheguei a ver Dimas, Tobias e Neneca. Esse último, por ser campeão brasileiro, ficou marcado pela torcida bugrina. O impressionante era que pegava a bola de futebol e a segurava em uma única mão. Sofreu muito com as últimas administrações do bugre, quando era treinador de goleiros. Foi injustiçado no final, por tudo que fez pelo bugre. Meus sentimentos à família bugrina.

  • Denilton GFC
    25/01/2015 21:05

    Caro Ari: Neneca escreveu seu nome na história do futebol brasileiro. Goleiro CAMPEÃO BRASILEIRO pelo GFC. Tive a oportunidade de jogar contra ele em uma chácara, de amigos, próximo ao solar das andorinhas e me lembro dele jogar muito bem no ataque. Gente humilde e carismática deixará saudades.

  • Joao AAPP
    25/01/2015 18:46

    Meus pêsames a toda família deste grande profissional, Neneca fez história no futebol brasileiro. Ele foi de um tempo que um jogador de futebol tinha identificação e amor pelo clube que jogava não era esse bando de jogadores mercenários que só pensam em dinheiro e não tão nem aí para o time e torcida. Neneca, vc foi o cara!!!

  • adolfo
    25/01/2015 16:21

    GFC 1978-Neneca ,Mauro,...xiii....

  • adriano
    25/01/2015 16:20

    sou pontepretano e qdo dizem do melhor derby escuto falarem deste de Medina em plena chuva ou de 1982 da falha de Birigui.Nada disso! O melhor foi pelo brasileiro de 78 no BOP onde Careca fez o 2x1.Mas no final do jogo Lúcio acertou uma bola indefensável e esse que nos deixou fez talvez a defesa mais linda que vi de um goleiro.O empate seria justo não fosse Neneca.Agora se junta a galeria dos inesquecíveis do futebol.Deus o acompanhe.

  • Carlos Agostinis
    25/01/2015 16:19

    Vou falar de um só jogo do Neneca...O bugre já tinha sido campeão de 78 e foi pro paulista...Chegou a quarta de final e a FPF marcou o jogo pra uma quinta a tarde, sabendo que a arbitragem ia ajudar o timão. Pois bem...O Neneca operou um quatro milagres naquele jogo que acabou 0a 0. não conseguiram arrumar nenhum penalti pro corinthians naquele jogo. Pra se vingar a FPF marcou a semi final contra o santos no sabado.....

  • Carlos agostinis
    25/01/2015 16:19

    Depois de dispensarem todos os jogadores para folga, tiveram que correr atras de todo mundo pra jogar no sábado, resultado..Santos 3 a 1. O Neneca deu uma entrevista indignado na época e disse que se não fosse essa sacanagem o Bugre teria sido campeão paulista também. Aguas passadas.....Eu era fanzaço do Neneca, que era tão bom que nem pulava nas bolas. Só abria aqueles brações e tirava do gol. Era um baita goleiro.. Que Deus o tenha em um bom lugar..

  • Wanderley Rondini
    25/01/2015 12:47

    Assim é o palco da vida. Tive o prazer de ver sua estréia no gol do Guarani, torci muito por ele e pelos outros no título de 78, trabalhei com Neneca quando de sua passagem como trEinador de goleiros no Guarani. Hoje as cortinas de fecharam para mais um artista do mundo e da bola. Com Deus grande Neneca!!!!

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Jornalista esportivo há 35 anos. Trabalhou, como jornalista, nas emissoras de Rádio Brasil, Educadora, Central, Jequitibá e Capital (São Paulo). Nos jornais: Diário do Povo e Jornal de Domingo, ambos de Campinas, e editor de Economia e Opinião do Jornal Todo Dia, de Americana.

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