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Diretoria do Guarani ainda precisa explicar o misterioso contrato de Benazzi

Quando empossado recentemente presidente do Guarani, Horley Senna enfatizou gestão de transparência absoluta. Ótimo. Este discurso também tem sido a tônica das campanhas dos presidenciáveis Dilma Russeff e Aécio Neves, e isso é bom.

No caso doméstico de Horley, oxalá comece a exercitar esta transparência nas dúvidas deixadas pela administração anterior sobre cláusulas do contrato do treinador Vagner Benazzi no Guarani.

Primeiro omitiram que Benazzi cumpria suspensão imposta pelo STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva) da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), e por isso não pôde dirigir a equipe bugrina nas duas das três partidas sob o seu comando nos 21 dias no Estádio Brinco de Ouro.

Então, vamos às perguntas até então sem respostas, considerando-se que o bugrino tem direito de obtê-las.

A mídia em geral alardeou que o então presidente Álvaro Negrão e o colaborador Rogério Giardini acertaram a vinda de Benazzi para agenda de seis jogos, correto?

R$ 30 MIL ADIANTADOS

O site do Globo Esporte informou, sem citar fontes, que o treinador teria exigido R$ 30 mil adiantados como garantia de recebimento e outros R$ 30 mil seriam pagos ao final do contrato.

Como a antiga diretoria do Guarani não quis se manifestar sobre valores, é natural que em nome da transparência se acabe com especulações e se divulgue como foi feita aquela negociação.

Ah, isso já passou, dirão alguns. Passou uma ova. Benazzi ficou três semanas no Guarani e saiu se vangloriando de ter deixado o time de futebol em situação encaminhada.

Flertado por dirigentes da Portuguesa desde a saída do treinador Silas, Benazzi teria declinado inicialmente aquele convite e o portal Lancenet informou no dia 12 de setembro que o motivo para continuar no Guarani teria sido uma cláusula que previa multa no valor de R$ 100 mil em caso de rompimento de contrato, e que este valor teria sido considerado alto por dirigentes da Portuguesa.

Procede a informação de tal multa? Caso proceda, a multa foi paga pelo treinador ou Portuguesa? Se não foi paga - convencionando-se a procedência da multa - o Guarani acionou o seu Departamento Jurídico?

Em nome da transparência num futebol cheio de mistérios, Horley poderia responder claramente estas indagações?

RASGAR DINHEIRO

Benazzi se desligou do Guarani através do envio de um e-mail, ocasião em que justificou vantajosa proposta financeira dos lusos. “Não estou rasgando dinheiro em ano muito difícil para mim”, opinou o treinador.

Claro que ele se esqueceu do dito que não se deve ir com muita sede ao pote. Desconsiderou que a ‘gulodice’ por dinheiro pode ser perigosa. E ‘caiu do cavalo’.

Qual a vantagem profissional obtida ao se transferir para a Lusa?

Não obteve uma vitória sequer nos oito jogos disputados na Portuguesa e foi demitido após sofrer goleada em casa para a Ponte Preta por 3 a 0, na sexta-feira.

SALÁRIOS ATRASADOS

Para o site BOL, o treinador culpou a falta de estrutura da Portuguesa e enfatizou que os salários no elenco estão atrasados de dois a quatro meses. E mais: disse que os dirigentes lusos estão conformados com o iminente rebaixamento à Série C do Campeonato Brasileiro.

Ora, por que Benazzi fez aquele ‘brigueiro’ quando esteve no Guarani por causa de salários atrasados dos jogadores e o mesmo barulho não foi visto em situação semelhante no recente período de Portuguesa?

Estas coisas desembocam na resposta que dei dias atrás ao parceiro pontepretano Carlos de Barão sobre não ter preferência clubística. Na ocasião informei-lhe mataforicamente sobre bolas enviesadas nos bastidores que dão medo.

Pois é, Carlos de Barão, vai anotando aí como são as coisas no futebol. Digamos que este episódio do treinador Benazzi não passa de uma agulha no palheiro perto das incontáveis coisas cabeludas neste mundo da bola.

  • Cabeça
    21/10/2014 00:23

    Foi bem Denilton

  • Denilton GFC
    20/10/2014 18:28

    Caro Ari: Benazzi no GFC foi útil para dar uma chacoalhada nos boleiros e sua experiência como a do Marcelo Veiga ajudaram a não deixar o GFC cair pra série D. Porém o que resolve mesmo os problemas é o DINHEIRO. Foi só o AN sair que parte dos salários foram pagos e o time não caiu. Agora é planejar o futuro: comissão técnica experiente e boleiros de nível razoável e que queiram se projetar no futebol.

  • Denilton GFC I
    20/10/2014 18:28

    Caro Ari: Quanto ao seu COMUNICADO censurar comentários ofensivos, reflete basicamente e analogamente a rivalidade entre PT x PSDB. Ofensas, ódio, desrespeito, mentiras, viiolência e espero que não ocorra morte entre simpatizantes de partidos rivais, coisa comum no futebol. A política como o futebol, no mundo de hoje, deixa de lado a razão e extrapola a paixão tornando o ser humano irracional.

  • EDUARDO PARA ARI
    20/10/2014 18:25

    obviamente fez um mal trabalho na luluzinha...........trocou o certo pelo duvidoso.....poderia ter subido com o bugrao e fazer parte do mega projeto junto acom a magnum para 2.015..........errou e errou feio.....de qualquer maneira e mais um daqueles que nao comandara mais o manto alviverde em hipotese nenhuma.....alem do mais parece que a luluzinha esta em situaçao inferior ao bugrao economica e tecnicamente......

  • João da Teixeira
    20/10/2014 18:13

    O problema é que os dirigentes montam times meia bocas e depois, no final de campeonato, recorrem à Técnicos Mãe Dináhs para solucionar o problema da falta de categoria de times com a corda no pescoço. Esse é um dos Técnicos que pegou fama em tirar times de rebaixamentos e por isso Guarani e Portugesa brigaram por ele... Os dirigentes esquecem que montaram um time de cabeças de bagre no começo do campeonato e aí, só Pe. Quevedo para explicar... "Ezze time no ecxiste !!"

  • DE ARI - COMUNICADOI
    20/10/2014 00:16

    Infelizmente nossos parceiros voltaram a apelar na discussão sobre o rival. Assim sendo, até segunda ordem serão censuradas todas as provocações de pontepretanos a bugrinos e vice-versa. Um sarrinho até que faz parte da rivalidade campineira, mas apelação descontrolada não. Tive que censurar vários comentários ofensivos.

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E ninguém fala da montanha de dinheiro que o governo gasta em publicidade

Entra dia, sai dia, não vejo absolutamente quaisquer dos candidatos à presidência da República citar enfaticamente como vão tratar o assunto publicidade do governo federal e de empresas públicas.

Evidente que politicamente há risco de sofrerem desgaste na mídia e por isso o assunto é tido como proibitivo na hipótese de pretensão de corte destes gastos. E mesmo que não haja projeto de cortes, os presidenciáveis preferem o silêncio.

Fiz questão de rebuscar publicação no site do jornal O Estado de São Paulo do dia 11 de agosto do ano passado, ocasião em que uma das manchetes citava que ‘Dilma supera Lula nas despesas com propaganda; juntos, gastaram R$ 16 bi’.

A matéria compara este montante desembolsado como equivalente ao pagamento de quase duas obras de transposição do Rio São Francisco. Igualmente o valor supera investimento no programa ‘Mais Médicos’ até o final do ano, assim como permitiria construção de aproximadamente 30 quilômetros de metrô em São Paulo.

A publicação cita que nos dois primeiros anos do governo Dilma Rousseff, os gastos com propaganda do governo federal e empresas estatais superam os oito anos do governo Lula.

Bom, o raciocínio é lógico: a maioria fica horrorizada com a montanha de dinheiro que foi pro ralo no roubo da Petrobras, mas sequer questiona o desperdício em publicidade.

Então, Dilma vai continuar gastando? E o silêncio de Aécio sobre o assunto? São perguntas que por motivos óbvios nossos colegas jornalistas não fazem e espontaneamente jamais os candidatos vão responder.

  • Pedro Henrique
    20/10/2014 18:29

    O cara ou a cara que irá resolver o Brasil ou já morreu ou não nasceu. Meu voto é por exclusão pois esses não podem ser considerados nem como opção. Ambos tem podres dos mais fedidos e obscuros, farinha do mesmo saco. Na situação não fazem nada e na oposição tem solução para tudo. A esperança é o mercado gostar da escolha a economia se recuperar e o Brasil se tocar sozinho mesmo.

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Jornalista esportivo há 35 anos. Trabalhou, como jornalista, nas emissoras de Rádio Brasil, Educadora, Central, Jequitibá e Capital (São Paulo). Nos jornais: Diário do Povo e Jornal de Domingo, ambos de Campinas, e editor de Economia e Opinião do Jornal Todo Dia, de Americana.

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