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NOV
Apesar do salário em dia, Criciúma coloca um pé na Série C

O discurso de que pagamento de salário em dia transforma-se em 12º jogador nos clubes cai por terra se o exemplo em questão for o Criciúma.

A folha salarial do clube chega a R$ 1 milhão por mês, segundo Júnior Remor, diretor de operações, comercial e marketing.

Já o Paraná, que na condição de visitante ficou no empate por 1 a 1 com o Criciúma, na noite desta terça-feira, está com salários atrasados ao elenco, mas nem por isso a boleirada deixa de correr. O protesto é explicitado na recusa às entrevistas.

Torcedor de futebol tem hábito de cobrar 'raça' dos jogadores de sua equipe, como se esse pressuposto fosse fundamental para se chegar às vitórias.

Evidente que é obrigação de todo jogador suar a camisa, mas sobretudo é preciso que qualifiquem elencos e saibam organizá-los em campo.

E isso faltou ao Criciúma, virtualmente rebaixado à Série C do Campeonato Brasileiro, após esta terça-feira.

Para que matematicamente seja decretado o rebaixamento, basta que o Figueirense conquiste um ponto quando visitar o CRB, ou recepcionar o Operário de Ponta Grossa.

Mesmo com a hipótese de o Figueirense não somar pontos, o Criciúma ainda teria que vencer o Oeste, em Barueri, na última rodada.

QUASE OITO MIL TORCEDORES

Foi um duro golpe para torcedores do Criciúma que compareceram maciçamente ao Estádio Heriberto Hulse, com público pagante de 7.759 pagantes.

Primeiro a aflição ao ver o Paraná chegar ao gol através do lateral-esquerdo Guilherme Santos.

Depois, mesmo que desordenadamente, viram o seu time lançar-se ao ataque, chegar ao gol de empate após os 40 minutos do segundo tempo, através do atacante Léo Gamalho, reabrindo-se as esperanças de virada no placar.

Todavia, o destino já havia cravado o pior aos catarinenses quando a bicicleta do meio-campista Foguinho, já nos acréscimos, parecia ter endereço certo, mas a bola foi defendida pelo goleiro Thiago Rodrigues.

GILSON KLEINA

Claro que radialistas da Rádio Eldorado de Criciúma criticaram duramente as passagens dos treinadores Gilson Kleina e Waguinho Dias pela equipe da cidade, além do ex-executivo de futebol João Carlos Maringá.

Kleina chegou aquele clube em março passado, participou da montagem da elenco, e acabou pressionado devido à desastrosa campanha. Foi quando em agosto, após derrota para o Operário por 2 a 1, colocou o seu cargo à disposição da diretoria, que entendeu ser momento de troca.

  • João da Teixeira
    21/11/2019 01:38

    Hoje fizeram barba e cabelo no Parmitão, no Sub 17 o S. Paulo fez 1x0 fora a briga generalizada ocorrida devido ao sarrinho tirado pelos tricolores. No Sub 20 foi a vez do Red Bull por 2x0 sacramentando a má sorte do Verdão em decisões de campeonatos. Aff, meu Gzus

  • João da Teixeira
    20/11/2019 18:18

    Pois é Ari, sobrou até para o Kleina. Com razão, afinal foi ele que ajudou a montar o catastrófico time cerâmico de 2°linha. Pior que, coincidentemente, veio para Campinas acabar de detonar o a Ponte. Foi por isso que disse que o Carpini tem chances nos 2 times de Campinas, enquanto o Kleina não tem nenhuma. Com relação a salários atrasados, tem jogadores e "jogadores". Gfc de Fabinho, Ponte de Abel Braga que foram jogadores. Exemplo de "jogadores", bem, deixa pra lá...

  • LÉO - PR
    20/11/2019 01:02

    Boa noite a todos bugrinos e ponte pretanos Ari, estamos de volta Criciúma já era bem feito para o sr. roberto caburro o guarani agradece vc não ter aceito vir para o guarani tchau fica ai mesmo

18
NOV
Já está na hora da peneirada no Guarani para 2020

Duas colunas como subprodutos do blog estão no ar. Cadê Você pegou carona no 4 a 4 de Flamengo e Vasco e recontou o triste sábado de Carnaval de 1979, quando pressão e violência do Marília implicaram em sair do placar adverso de 4 a 1 para empate por 4 a 4 com a Ponte Preta, no Estádio Bento de Abreu Sampaio Vidal.

Em Memórias do Futebol, recordação do irreverente atacante Alex Alves, morto há sete anos, quando tinha apenas 37 anos de idade.

A campanha de recuperação do Guarani na Série B do Campeonato Brasileiro supostamente tenha esvaziado o movimento de oposição no clube, e a tendência natural é que o presidente Ricardo Moisés siga no comando até as eleições do primeiro ecalação, programada para março de 2020.

Sendo assim, mãos à obra. Não há tempo a perder para preparação do elenco já visando o próximo Paulistão.

Alguém tem dúvida sobre a permanência do treinador Thiago Carpini? Claro que não.

Problema é que no clube não há sequer uma alma viva, no corpo diretivo, estritamente ligada ao futebol.

Estão dizendo por aí que a diretoria pretende anunciar um supervisor ou coordenador de futebol que seja do riscado. Tomara!

Do contrário, vai prevalecer o absolutismo de Carpini na tomada de decisão sobre futebol, a começar pela remontagem do elenco.

DINHEIRO

Quando se projeta reformualação, a primeira pergunta que se faz é a quantas anda a saúde financeira do clube?

É possível trazer dois ou três jogadores que não pairam qualquer dúvida?

Se não, que avaliem muito bem as chamadas apostas.

Maioria dos boleiros que disputa esta Série B oscilou. Se um dia foi aplaudido por atuação recomendável, no outro emperrou por 'ene' motivos, a começar pelo rigoroso esquema de marcação que imperou, por sucessivas mudanças no comando técnico, e por aí vai.

QUEM FICA?

Dos goleiros, Kléver oscilou demais. Falhas comprometedoras não recomendam que permaneça. Já Jefferson Paulino merece nova oportunidade, mesmo que para composição de elenco.

Quem idolatrou o lateral-direito Lenon de certo está arrependido. No mercado há, aos montes, jogadores mais qualificados de que ele, com custo benefício inferior.

O histórico do reserva Bruno Souza recomenda que seja transferido a outra agremiação.

Embora tenha pautado por levar a bola ao campo de ataque, claro está que Thalyson não é o lateral-esquerdo que preenche requisitos exigidos na posição. E precisam reavaliar se compensa insistência com o colombiano Armero, após lesões.

Apesar da recomendação para se manter os zagueiros Bruno Lima, Giaretta e Luís Gustavo, contratação de mais um para a posição - mais qualificado naturalmente - é imprescindível. Logo, não se cogita a permanência de Ferreira.

MEIO DE CAMPO

Dos jogadores que atuam no meio de campo, provavelmente ninguém vai se opor aos volantes Marcelo, Deivid, Igor Henrique, Ricardinho, e meias Lucas Crispim, Rondinelly e Artur Rezende.

Marquinhos é bom jogador, mas seguidas lesões impediram avaliação criteriosa de seu real momento.

Há opções no mercado que superam Felipe Guedes, Cirne, Bady. Logo...

O ataque precisa ser mexido. É questionável até a validade da manutenção de Diego Cardoso, enquanto sobre Michel Douglas, Éder Luís, Vitor Feijão, Deidvid Santana e Felipe Amorim há uma certeza: não corresponderam.

Portanto, o fato de o elenco ter abraçado a causa de doação total para salvar o Guarani da degola na Série B, em hipótese alguma deve ser transformado em protecionismo para a 'leva' citada.

É isso!

  • Paulo Sergio
    20/11/2019 10:33

    Na minha opinião o que tem que acontecer nos times de Campinas é o seguinte: No Bugre, Carpini deve ficar, bom moço, bom caráter e trabalhador, no time só uns 4 o resto bom natal e feliz ano novo em outro terreiro. Na Ponte, exatamente o mesmo, mas, com uma diferença, GK é que deve puxar a fila dos demitidos! Simples assim!

  • Herald
    19/11/2019 23:33

    Concordo em 90% com vc, Ari. Sou contra manter Rondinelly e Igor Henrique. No gol, Paulino foi melhor e deve ficar, mas um titular deve ser contratado. Lenon pode compor o elenco, assim como Bidu. O problema do Thalysson são as jogadas estapafúrdias que às vezes ele faz. Na zaga podem se revezar o Bruno Silva, L.Gustavo e Giaretta. No meio, Marcelo, Deivid e Ricardinho (ou F.Guedes), além de Crispim e Artur Rezende. No ataque, Davó e talvez D.Cardoso. E cerca de 8 boas contratações.

  • Luiz Otto Heimpel
    19/11/2019 23:33

    Concordo com o Profeta da Tribo em manter apenas Os 4 como titulares. Nem todos outros que foram titulares nos ultimos jogos devem permanecer mem como eventuais reservas.As contratacoes devem ser muito criteriosas. Melhor 28 uteis doque 40 meia-boca.

  • João da Teixeira
    19/11/2019 23:32

    Amanhã tem a decisão do Paulista Sub20. Quem estará na final, Palmeiras x Red Bull Brasil, tinham alguma dúvida? Os que estão investindo... em compensação teremos Sport e Ponte, na Ilha. Tem alguma dúvida quem vai perder? Quem anda fazendo lambança...

  • Profeta da Tribo
    19/11/2019 14:54

    Do time atual do Guarani, se queremos realmente mudar de patamar, precisamos fazer o seguinte: manter, no time titular, apenas Jefferson Paulino, Luiz Gustavo, Artur Rezende e Lucas Crispim. Os outros 7 titulares devem ser novos jogadores, mais qualificados. Os demais titulares de 2019 devem continuar, mas como opções no banco de reservas. É preciso ter inteligência. Trocar tudo é bobagem. Vamos manter 22 jogadores confiáveis e preencher o resto com a base. Quem sabe alguém não surja?

  • João da Teixeira 1
    19/11/2019 14:52

    Ari, vc deveria fazer o Raio-X do time da Ponte também, pois ambos estarão de mãos dadas" no ano que vem, no Paulistão e posteriormente na Série B. A coluna é totalmente voltada aos bugrinos. Da mesma forma, a Ponte Preta começou como o Londrina e quase seguiu o caminho dos pés vermelhos paranaense. Sorte que tinha uma gordura para queimar. Quem viu a Ponte em um determinado momento do campeonato, acreditava que iria disputar com o Red Bull pau a pau, mas qual o quê, ...

  • João da Teixeira 1
    19/11/2019 14:52

    ...mas qual o quê, só "fogo de palha". Não sabemos se a oscilação e depois a queda, se deu devido a problemas de salários, se foi devido ao Roger, com salário de "estrela e os demais e os demais com meia pensão. Vamos combinar, se fizerem isso de novo, pode desestabilizar o grupo de novo e olha que o L.Fabiano poderá vir por aí. Montar um grupo cansadinho é fundamental. Veja se no Red Bull tem algum diferenciado, para excepcional ou de "cagar fora do penico", não tinha.

  • João da Teixeira 2
    19/11/2019 14:51

    ...mas qual o quê, só "fogo de palha". Não sabemos se a oscilação e depois a queda, se deu devido a problemas de salários, se foi devido ao Roger, com salário de "estrela" e os demais com meia pensão. Vamos combinar, se fizerem isso de novo, pode desestabilizar o elenco de novo e olha que o L. Fabiano poderá vir por aí. Montar um grupo "casadinho" é fundamental. Veja se no Red Bull tem algum diferenciado para excepcional ou de "cagar fora do penico", não tem...

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Jornalista esportivo há 40 anos. Trabalhou, como jornalista, nas emissoras de Rádio Brasil, Educadora, Central, Jequitibá e Capital (São Paulo). Nos jornais: Diário do Povo e Jornal de Domingo, ambos de Campinas, e editor de Economia e Opinião do Jornal Todo Dia, de Americana.

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