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Toninho Oliveira, uma ligação que continua com a Ponte Preta

O gostinho do lateral-direito Toninho Oliveira em vestir a camisa da Ponte Preta não terminou quando se transferiu para o Santos em 1981, e na trajetória profissional no Araçatuba, Criciúma, Náutico, Botafogo de Ribeirão Preto, Santo André, Noroeste, Suzano e ADPV Guarulhos em 1992, o seu último clube.

Há três anos ele tem vestido a camisa do megamaster (faixa etária de 55 anos de idade ou mais) e sessentão da equipe Higa Ponte, que disputa campeonatos organizados pela Linfurc (Liga Independente de Futebol da Região de Campinas). Em maio passado ele completou 61 anos de idade.

O dirigente da equipe, José Mário Couto, o Miranda, atesta que Toninho Oliveira mantém vigor físico privilegiado, apesar do desconforto em um dos joelhos, que carece de cirurgia de menisco.

“Ele continua um cara simples e exemplo em grupo de futebol”, atesta Miranda.

CERQUILHO

Toninho Oliveira mora em Cerquilho e viaja para jogar em Campinas nos finais de semana, em companhia do meias Dinei, que sai de Tatuí para buscá-lo.

Durante dias úteis da semana, Toninho Oliveira se ocupa ministrando aulas de futebol para crianças e adolescentes de escolinha franqueada pela Ponte Preta.

De certo, os seus alunos já ouviram de terceiros o quão aplicado foi o professor no período de atleta. Foram informados que os 61kg distribuídos em 1,68m de altura eram transformados em energia para levar a bola ao ataque, sem que o setor ficasse demasiadamente desguarnecido.

Aquelas virtudes sensibilizaram antigos dirigentes da Ponte Preta para buscá-lo no São Bento em 1977, quando por razões naturais ficou na reserva do titularíssimo Jair Picerni.

Depois, fixado na posição, foi absoluto até a ascensão de Édson Abobrão dos juniores ao time principal, o que provocou o deslocamento dele à lateral-esquerda, para ocupar o lugar de Odirlei, transferido ao futebol paranaense.

No Santos desde 1981, enfim Toninho Oliveira saboreou a conquista do título paulista em 1984, ora revezando-se na lateral-direita com Chiquinho, ora na lateral-esquerda com Gilberto Sorriso.

Naquele grande Santos, comandado pelo saudoso treinador Castilho, o goleiro era o uruguaio Rodolfo Rodrigues. Márcio e Toninho Carlos formavam a dupla de zaga. O revezamento no meio de campo era feito por Dema, Humberto, Paulo Isidoro e Lino. Além dos titularíssimos atacantes Serginho Chulapa e Zé Sérgio, o ponteiro-direito Gersinho também participava da equipe.

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Um ano sem o dirigente bugrino Michel Abib

No dia 20 de janeiro de 2014, o então ex-vice-presidente Michel Abib foi condecorado como sócio benemérito do Guarani.

Justíssima homenagem em vida para quem pode ser classificado como quarto melhor dirigente do Guarani de todos os tempos.

Na ocasião, recordei que o saudoso Ricardo Chuffi, presidente que conquistou o título inédito do Campeonato Brasileiro de 1978, foi indiscutivelmente o melhor.

No dia três de dezembro de 2015 morreu Michel Abib, aos 78 anos de idade, coincidentemente a mesma idade em que Chuffi morreu, lembra o ex-presidente do Conselho Deliberativo do Guarani, Raul Celestino Soares.

Fica a atribuição para numerólogos explicarem o enigma do número 78 para os bugrinos, visto que o título inédito do Campeonato Brasileiro foi conquistado pelo Guarani em 1978.

Classifiquei o também saudoso Jaime Silva como o segundo melhor dirigente de todos os tempos do Guarani, vindo, posteriormente, Beto Zini e Michel Abib.

BOMBEIRO

Michel foi o bom bombeiro que habilmente sabia apagar ‘incêndios’ no Estádio Brinco de Ouro.

Polido, fala mansa e paciência para ouvir interlocutores fizeram dele um dirigente que harmonizava situações conflitantes em quaisquer frentes.

Por isso se relacionava bem com setoristas do clube e chefes de torcidas organizadas. Também tinha controle absoluto sobre o grupo de jogadores e era indicado nas negociações de renovações de contratos no elenco.

Michel nem precisava comparecer diariamente ao estádio para ter controle absoluto da situação no clube em todos os departamentos.

O controle era feito da já inexistente loja Rei das Meias de propriedade da família, na Rua José Paulino, proximidades da Avenida Aquidabã.

Michel foi presidente do Conselho Deliberativo do Guarani a partir de 1973. Após ter sido primeiro vice de Chuffi no biênio 78-79, voltou a ocupar o primeiro escalão da diretoria bugrina em 1984, quando Leonel Martins de Oliveira voltou a presidir do clube. Na ocasião, ele foi o quarto vice-presidente.

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Jornalista esportivo há 40 anos. Trabalhou, como jornalista, nas emissoras de Rádio Brasil, Educadora, Central, Jequitibá e Capital (São Paulo). Nos jornais: Diário do Povo e Jornal de Domingo, ambos de Campinas, e editor de Economia e Opinião do Jornal Todo Dia, de Americana.

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