Formato com três zagueiros tem validade se dois deles tiveram velocidade

Se nos últimos anos a treinadorzada evita divulgação de sua equipe até minutos antes das partidas, com a pandemia da Covid raramente clubes admitem acesso de repórteres a treinamentos, e aí prevalece o mistério.

No caso específico da equipe do Guarani para enfrentar o CSA, na manhã/tarde deste domingo em Campinas, a tendência natural é pela manutenção de três zagueiros, estilo adotado na vitória contra o Novorizontino.

Infelizmente, nos últimos anos esse troço de treinador escalar três zagueiros ficou vulgarizado e sem critério.

VADÃO

No Brasil, um dos pioneiros no uso tático de três zagueiros foi o saudoso treinador Oswaldo Alvarez, o Vadão, no comando do Mogi Mirim, nos anos 90.

No entanto, ele tinha critério bem definido para aquela postura: dos três zagueiros, dois obrigatoriamente precisavam ter velocidade, para que tivessem capacidade de acompanhar atacantes de beirada dos adversários.

Agora, no caso específico do Guarani, o treinador Marcelo Chamusca adota o mesmo critério?

Claro que não!

CASTÁN

Dos zagueiros ora titulares, pode-se dizer que João Victor atende aos requisitos cobrados, mas jamais isso pode ser atribuído principalmente para Leandro Castán, que não tem 'pernas' para acompanhar atacantes velozes.

Sendo assim, aquela expectativa de laterais se transformarem em alas e se mandarem sem receio ao ataque, simultaneamente, talvez não se aplica ao momento do Guarani.

Isso não invalida a tese de o Guarani até conquistar vitória sobre o CSA com manutenção do formato, mas pela composição do elenco bugrino provavelmente não seria essa a melhor alternativa, até porque a equipe abdica de um atacante.