Precisam dar um basta na teimosia de Dos Anjos em insistir com Fabrício

Se em quase todos os jogos da Ponte Preta, quando escalado, o zagueiro Fabrício comete falhas comprometedoras, o principal culpado é quem o escala.

Portanto, coloque na conta do treinador Hélio dos Anjos essas derrotas, pois faz questão de ser teimoso. É impossível que não tenha discernimento se o atleta tem ou não condições de ser escalado.

Esse negócio de dar carta branca a treinador e deixá-lo fazer aquilo que bem entende é uma baita cascata.

Só faz isso cartolas que não têm argumentos suficientes pra debater com treinador ou aqueles que se acovardam para evitar o enfrentamento.

PERI

Pedro Antonio Chaib, o Peri, enquanto dirigente da Ponte Preta, usava outro tipo de estratégia para demonstrar ao treinador o quão equivocado estava na insistência com determinado jogador.

Peri assistia à treinos ao lado do comandante, com a língua bem afiada para comentar jogadas.

Na evidência que determinado jogador desafinava, sutilmente 'buzinava' no ouvido do treinador que estaria faltando alguma coisa para que o dito cujo justificasse presença na equipe principal.

Persuadido sobre válidos argumentos de Peri, na maioria das vezes o comandante dava uma 'envergada' e tomava a decisão correta.

BETO ZINI

Já o ex-presidente do Guarani Beto Zini, que acompanha o futebol do clube antes mesmo da inauguração do Estádio Brinco de Ouro, frequentemente batia de frente com treinadores.

Como o então comandante Fito Neves relutava em proceder a estreia do ponta-de-lança Edílson Capetinha no time bugrino, Zini, mandou aviso curto e grosso: “Ou você escala o Edílson, ou aqui você não fica”.

Aí, meu caro, prevaleceu o dito 'manda quem pode e obedece quem tem juízo'.

E Fito percebeu o quão equivocado estava com aquela teimosia.

EBERLIN

Em que o futebol diferencia-se do empreendedorismo, quando se busca o melhor rendimento para colher os melhores frutos?

Futebol tem algumas manias de mil novecentos e bolinha que parecem intocáveis.

Pior é que o trouxa aqui imaginava o presidente da Ponte Preta, Marco Eberlin, com perfil que se aproximasse de Zini, por julgá-lo que fosse um dirigente com pleno discernimento das coisas do futebol.

Não. Equivoquei-me e peço desculpa pela postura precipitada.

Tive contato com Eberlin quando de sua promoção na Ponte Preta do Departamento Amador ao Profissional, quando contava impressionantes histórias do amadorismo campineiro e parecia pessoa talhada no meio.

À época ele havia deixado impressão favorável de dominar os macetes da bola, e isso se juntou a conceitos aprovados quando das resenhas no antigo Estacionamento Maratona, de propriedade do Peri.

Ali, a impressão passada era de homem do futebol, mas na prática fomos driblados.

Convenhamos: fosse um seleto homem do futebol não cometeria tantas aberrações, mesmo com justificativa de desatualização, devido ao afastamento do meio.

AVISADO

Quando assumiu a presidência da Ponte Preta, pelo menos Eberlin deveria refletir nos conceitos sobre jogadores sondados. Se de fato preenchiam os requisitos para o futebol do clube.

Neste espaço, por exemplo, fiz ponderações sobre jogadores ora sondados e alertei sobre o risco de arrependimento caso as contratações se consumassem.

Pois Eberlin preferiu o canto da sereia de empresários do futebol ou palpiteiros de plantão. Aí se deu mal.

Foi recapitulado que o zagueiro Fabrício em nada teria a contribuir na Ponte, pois desde os tempos de Paraná Clube, há dois anos, já falhava.

Foram ignoradas informações para que evitasse contratações dos volantes Matheus Jesus, Wesley e atacante Pedro Júnior, pois não convenceram em passagens por seus últimos clubes.

RESERVAS

Ora, como trazer Wesley e Pedro Júnior, então reservas do CRB e Vila Nova (GO)?

Quanto a Matheus Jesus, quem o acompanhou desde a saída da Ponte para o Corinthians, constatou claramente que sequer se apresentava em campo como atleta competitivo.

Logo, Eberlin deveria ter ficado antenado sobre os motivos determinantes para brutal queda de rendimento do atleta.

Diante do cenário, ou Eberlin se reveste das atribuições de homem do futebol para se impor diante de treinador, ou repasse a atribuição a quem seja devidamente da bola para exercer o papel, sem que isso implique no legítimo cargo de presidente, democraticamente eleito.