Ponte Preta e CRB, partida sem favoritismo

Há quase 50 anos estou nesta estrada de jornalismo esportivo e muita coisa sobre conceitos daqueles que opinam não mudou de lá pra cá.

A maioria ainda atribui favoritismo ao mandante em jogo cujas forças das equipes aparentemente se equivalem, desconsiderando 'ene' fatores de avaliação.

Antigamente pressão de torcedores de equipes da casa pesavam bastante, pois as arbitragens 'borravam' de medo de estádios quase lotados, contrastando com 'gatos pingados' que ainda vão torcer 'in loco'.

Hoje, na dúvida, o juizão recebe as bênçãos do VAR e sai impune de campo.

Gramados ruins tinham peso na balança, mas em jogos de Série B, por exemplo, a grama já não é tão maltratada como antigamente, o que derruba o argumento de quem está habituado ao terreno tem favorecimento.

MILTON BUZZETO

Como visitante, de uns tempos a essa parte, a treinadorzada incorporou a filosofia retranqueira do saudoso Milton Buzzeto, dos tempos de Juventus, ao posicionar seu time atrás e jogar por aquilo que se convencionou chamar de uma bola, para surpreender o mandante.

Como dizia o também saudoso narrador de futebol Pereira Neto, da Rádio Educadora de Campinas, 'os números estão aí e não mentem jamais'.

Eles apontam que nunca na história do futebol brasileiro o visitante colheu tantos resultados positivos como agora, o que deveria desencorajar aqueles de bom senso a atribuírem favoritismo destacado ao mandante.

Embora para a coletividade pontepretana e a mídia de Campinas uma vitória reabilitadora diante do CRB seja bem-vinda na tarde deste sábado em Campinas, convenhamos que o retrospecto não alinha a Ponte Preta como favorita.

JEJUM DE VITÓRIAS

A grosso modo, a tendência é jogo em que tudo possa ocorrer, até porque o futebol mostrado pela Ponte Preta conhecemos sobejamente, pois não vence há dez partidas, coisa que já passa de dois meses.

Pode melhorar de rendimento diante do CRB?

Por que não?

Houve tempo de sobra para que o treinador Hélio dos Anjos enxergasse ajustes inadiáveis a serem feitos, principalmente para sacar jogadores que tropeçam na bola como os meio-campistas Wesley e Matheus Anjos, além do zagueiro Fabrício, que certamente continua intocável.

Mas o que esperar daqueles que eventualmente possam ganhar oportunidade na equipe?

Baita incógnita!

QUEM É ESSE CRB?

E como atribuir favoritismo à Ponte Preta se a maioria nem sabe aquilo que está do lado de lá.

De certo são conhecidos os zagueiros Gum, Diego Ivo e atacante Richad, que passaram pela própria Ponte Preta, além de Anselmo Ramon, que esteve no Guarani.

Sobre os demais, a maioria viu esporadicamente, provavelmente sem um conceito definido.

CRB traz também o treinador Marcelo Cabo, adepto do futebol ofensivo, mas circunstancialmente pode adotar cuidados na hipótese de não confiar cegamente no potencial de sua equipe.

É isso.

Que em última análise se possa constatar uma atuação da Ponte Preta bem diferente daquilo visto nesta temporada.