Conselheiros da Ponte Preta precisam acordar

A perda sem qualquer recompensa à Ponte Preta do goleiro Ivan, transferido ao Corinthians, sinaliza que já não se admite Conselho Deliberativo omisso em clubes de futebol.

O então presidente Sebastião Arcanjo deixou o clube à deriva, inclusive com comprometimento de suposta receita de cerca de R$ 10 milhões dos direitos econômicos do goleiro.

Diretoria pontepretana foi captando recursos daqueles que passaram a ser cotistas da receita dos direitos econômicos do atleta, e agora o clube ficou de mãos abanando.

Além de contratações horrorosas e montar equipe que flertou com rebaixamento até as últimas rodadas da Série B da edição passada, mais essa.

Não bastasse isso, ainda deixa um passível - a ser quitado a curto prazo - que beira R$ 20 milhões, assegurou o presidente eleito Marco Eberlin.

Ora, membros do Conselho Deliberativo da Ponte Preta conheciam essa realidade?

Na maioria dos clubes a realidade do executivo nem sempre chega aos conselheiros, mas deveria chegar. Ou melhor: membros do órgão deveriam cobrar transparência o tempo todo, e não se acomodar na conivência.

Que essa realidade não mais se repita nas próximas administrações de quaisquer clubes.

No caso da Ponte Preta, era sabido que Arcanjo não tinha capacidade pra gerir os destinos do clube, mas cadê a humildade pra reconhecer que não era do ramo e assim jogar a toalha?

Preferiu cumprir o mandato até o final e deu no que deu.