Vírus maldito põe as caras novamente e pode mexer com os clubes

Quando do esboço do orçamento para a presente temporada, tanto Ponte Preta como Guarani projetaram bilheterias fervilhando em jogos do Campeonato Paulista e principalmente no Brasileiro da Série B.

De repente, não mais que de repente, eis aí o imponderável: o maldito vírus da Covid está de volta, se é que um dia ele teria saído de 'mansinho'.

E o dito cujo volta galopando, com aumento de internações hospitalares e procura para os tais testes em postos de saúde de Campinas e, quiçá, em todo Estado de São Paulo.

É aquele teste que só Deus sabe quando vão mostrar o resultado, e começa-se a criar novamente o clima de terror.

Se a coisa ameaça fugir do controle, a gente sabe onde isso desemboca: indesejável 'tranca tudo'.

Essa maldição de medidas restritivas já começa a ser colocada em prática na Bahia, através de decreto a ser publicado nesta terça-feira pelo governador petista Rui Costa.

Se mês passado ele já havia suspendido a folia de Momo, agora vai limitar em três mil o público em estádios de futebol e eventos de apelo popular naquele Estado.

E se o caldo engrossar por aqui e se adotar mesma postura?

Alguns dirão que três mil tem sido a média de público nos jogos em Campinas, e que no frigir dos ovos fica 'elas por elas' entre bilheterias e despesas.

GUARANI

Calma. Não é bem por aí. Se para o Paulistão que se aproxima a Ponte Preta havia projetado bilheteria 'gorda' quase que exclusivamente contra o Santos, dia dois de fevereiro, no Estádio Moisés Lucarelli; de certo o Guarani contava com muita gente no Estádio Brinco de Ouro em pelo menos três jogos do Paulistão: contra o São Paulo, já na largada, 27 de janeiro; quando recepcionar o Santos no dia dois de fevereiro, e principalmente no dérbi campineiro programado para 20 de fevereiro, na condição de mandante.

REFAZER AS CONTAS

Natural que dirigentes de Guarani e Ponte Preta fizeram previsão financeira de 2022 dentro da normalidade, até porque ninguém imaginava uma regressão na história de Covid.

Como os fatos estão aí, de forma indesmentível, que dirigentes comecem a ficar com as barbas de molho, principalmente os pontepretanos que não haviam quitado salários atrasados até de funcionários.

Portanto, antes de anunciarem mais contratações, melhor, por enquanto, aquele necessário breque. Vai que...