A quantas anda a reformulação no Guarani?

Dias atrás foi feita dissertação sobre o processo de reformulação no elenco pontepretano, sem o devido tempo pra acrescentar que o clube teria outras opções no mercado além do canhoto Fabrício Dornellas, quarto-zagueiro que passou pelo Guarani em 2018, que está chegando.

Fabrício sabe sair jogando, pega forte na bola em cobranças de faltas, mas, apesar da estatura de 1,86m de altura, é hesitante no jogo aéreo defensivo, e isso ficou claro nas passagens, também, por Paraná Clube e CSA, seu último clube.

O que citar sobre os jogadores que estão chegando ao Guarani?

Confirmando-se acerto com o goleiro Maurício Koslinski, é natural se projetar que chega pra jogar, sem que isso indique que seja extremamente melhor comparativamente àqueles que aqui estão.

Todavia, tem validade a contratação.

Não me peçam pra avaliar os zagueiros Derlan e João Victor, pois não me recordo sequer do estilo de ambos.

Sei que Derlan foi dispensado da Chapecoense em agosto passado pelo treinador Pintado, justamente quando o clube precisava de afirmação na defesa, em decorrência da fraca campanha que fazia no Brasileirão passado.

Nem por isso prejulguem o atleta apenas pelo histórico, caso não o conheçam.

As vezes não dá certo em um lugar, mas as coisas se ajustam em outro.

O mesmo se aplica a João Victor, que integrou o elenco do rebaixado Vitória baiano.

Vem aí os volantes Madison e Silas. E aí?

Diga você, pois também vou me omitir por falta de visão segura sobre ambos.

MARCINHO

Sempre me posiciono que integrantes de um departamento de futebol precisam se antecipar aos fatos.

Ora, se o meia Marcinho é bom jogador, mas por alguma razão não encontrou espaço no Cruzeiro, na Série B passada do Brasileiro, motivos para isso deveriam ser analisados.

Atleta com facilidade de drible, condução de bola, passes alongados e capacidade de finalização, como demonstrado no Sampaio Corrêa, não pode ter desaprendido do dia pra noite.

Em baixa, como foi constatado, haveria menos embaraço para contratá-lo, visto que estava fora dos planos do Cruzeiro.

Como cartolas do Guarani não cogitaram a hipótese de perda do meia Régis, sequer projetaram alguém para substitui-lo.

Na bucha: entre Régis e Marcinho, sou mais Marcinho, cujo destino foi o Novorizontino, levado pelo treinador Léo Condé.

AIRTON

Pelo andar da carruagem, o atacante de beirada Airton, que estava emprestado ao Bahia, deve retornar ao Cruzeiro e não se sabe qual o destino, se é não acertou com alguma outra agremiação.

Airton foi mal aproveitado na temporada passada. Desconsideram as suas qualidades de jogador veloz, impetuoso e assistente de goleador.

Se ainda estiver solto no mercado, teoricamente seria uma das opções pra suprir a ausência de Bruno Sávio.

LUCÃO

Será que compensou ao Guarani ter renovado contrato com o atacante Lucão?

Precedido do CRB, ele chegou a Campinas acima do peso e custou pra atingir a forma física minimamente exigida.

Vai mantê-la?

Sei lá eu. Isso é com os homens da comissão técnica.

Válida a renovação de contrato do quarto-zagueiro Ronaldo Alves, enquanto, pelo custo-benefício, haveria opções no mercado em vez da manutenção do volante Índio.

Ficando o lateral-esquerdo Bidu, atacante de beirada Júlio César e volante Bruno Silva, é natural se projetar rendimento aceitável da equipe bugrina em 2022.