Almeida, marcador estilo carrapato na lateral-esquerda do Guarani

A forma com que o lateral-esquerdo Almeida foi apresentado como contratado pelo Guarani, numa noite de janeiro de 1980, fugiu à normalidade.

Á época, o saudoso presidente Ricardo Chuffi, que passava o bastão ao também saudoso Antonio Tavares Júnior, recepcionou o atleta depois das 20h, longe dos holofotes da mídia.

A princípio, Almeida se curvou à indigesta concorrência com o titularíssimo Miranda. Por isso a estreia ocorreu dois meses depois, no empate sem gols com o Palmeiras, no Estádio do Pacaembu, pelo Campeonato Brasileiro de 1980, quando o time bugrino, comandado pelo treinador Cláudio Garcia, foi esse: Birigüi, Chiquinho, Gomes, Edson e Almeida; Paulo César, Banana e Péricles; Capitão, Careca (Nardela) e Paulinho.

CARLOS CASTILHO

Se com Cláudio Garcia ele ainda se alternou na posição com Miranda, ganhou a preferência com a chegada do saudoso treinador Carlos Castilho, até que a volta de Zé Duarte - já falecido - ao clube, como terceiro treinador daquele ano, serviu para a recolocação de Miranda como titular.

Na prática, apenas na Taça de Prata de 1981 Almeida foi fixado como titular, e ainda assim porque Miranda foi remanejado para o lado direito.

E isso se prolongou até 27 de março daquele ano, no empate por 1 a 1 com o Anapolina, em Campinas, que resultou no título bugrino, em jogo que marcou a despedida de Miranda, que se transferiu ao Atlético Mineiro.

Se Miranda tinha melhor capacidade técnica para atacar, Almeida foi implacável como marcador.

FLAMENGO

O jogo inesquecível na carreira do paulistano Euclides Almeida da Silva, 69 anos de idade, foi naquela semifinal do Campeonato Brasileiro do Guarani, contra o Flamengo, em Campinas, na noite de 15 de abril de 1982, apesar da derrota por 3 a 2, no recorde de público no Estádio Brinco de Ouro, com 52.002 pagantes.

Foi o jogo da danosa arbitragem do gaúcho Carlos Sérgio Rosa Martins, ao marcar pênalti com equivocada justificativa de que Almeida teria interceptado a bola com o braço.

O time bugrino da época tinha Wendell; Rubens, Jayme, Edson e Almeida; Éderson, Jorge Mendonça e Banana; Lúcio, Careca e Zezé (Henrique).

XV DE PIRACICABA

Antes do Guarani, Almeida jogou no Corinthians de Presidente Prudente, Catanduvense, Santos e XV de Piracicaba. Seus últimos clubes na carreira foram Santa Cruz (PE) e Inter de Limeira.

Depois atuou como coordenador de escolinha de futebol do Guarani.