Romeu, volante que passou pela Ponte Preta em momentos perigosos
Quem se dispuser rebuscar histórias de atletas que passaram pelo futebol de Campinas não pode se prender exclusivamente a ídolos.

Há casos curiosos, como o do volante Romeu Mendes Rodrigues, identificado apenas pelo prenome, que jogou na Ponte Preta de 2003 a 2005, período que provavelmente gostaria de esquecer na carreira.

Romeu foi um volante identificado pelo estilo competitivo, sabia explorar a estatura de 1,81m de altura, e havia se acostumado a conquista de título no início de carreira.

Na passagem de três anos pelo Goiás, a partir de 1994, conquistou o bi estadual e foi muito elogiado quando o clube chegou à semifinal do Campeonato Brasileiro, no seu primeiro ano na agremiação.

CORINTHIANS

No Corinthians, nos outros três anos subsequentes, participou do bicampeonato brasileiro, num período em que ajudava na proteção à zaga, na cabeça de área, e assim dava liberdade para o outro volante - caso de Fábio Augusto - atacar, num time que contava com o meia-atacante Marcelinho Carioca, que desequilibrava as partidas em cobranças de faltas.

Tido como jogador funcional, foi levado ao Revenna da Itália, para a disputa do campeonato da segunda divisão daquele país, mas retornou logo em seguida e ainda com espaço em grandes clubes, como Atlético Mineiro e Botafogo, atuando ao lado de jogadores como zagueiro Gílson Jader e atacantes Túlio e Valdeir The Flask.

Intrigante foi desconhecer a realidade financeira da Ponte Preta em 2003, para ter aceitado o convite de vir jogar no clube.

Ah se arrependimento matasse!

SALÁRIOS ATRASADOS

Chegou em Campinas num período de saída de jogadores, falta de pagamentos de salários e o clube flertando com o rebaixamento no Campeonato Brasileiro.

Por sorte o treinador Abel Braga ainda conseguiu motivar o elenco e a equipe deixou a degola para Fortaleza e Bahia, na ocasião.

Em 2005, a campanha sofrível foi no Paulistão, persistente risco de rebaixamento, mas por fim o desespero ficou para Inter de Limeira, Atlético Sorocaba, União São João e União Barbarense.

Naquela temporada, o goleiro foi Lauro. Preto atuava na zaga e o auxiliar-técnico Nenê Santana chegou a ser interino por curto período.

Romeu encerrou a carreira em 2010, no União Rondonópolis, interior de Goiás, Estado em que nasceu, na cidade de Inhumas, em seis de maio de 1974.

Por sinal, naquele local se arriscou na carreira de treinador em 2017, no União, equipe de terceira divisão.