30
AGO
Uma coisa é narrativa sobre o jogo da Ponte; outra coisa é fato real

Observando a entrevista do treinador Gilson Kleina, da Ponte Preta, após a derrota para o Vasco por 2 a 0, convenhamos que não dá pra engolir a fala dele de que 'tivemos algumas chances reais. E temos que 'matar' o jogo quando tivermos chances reais”.

Evidente que Kleina tenta vender o peixinho dele, mas ouvir quem esteja em consonância com a fala dele é de doer. Ou desaprendi a enxergar futebol?

Chances, no plural? Quais as chances?

Sim, aquela bola lançada para o volante Marcos Júnior, nas costas do zagueiro Leandro Castán do Vasco, claro que foi uma tremenda chance, no singular.

Agora, como cobrar de um volante, sem característica de definidor de jogadas, empurrar a bola pra rede?

VANDERLEI

Cá pra nós: sinalizar como chances chutes fortes, de fora da área, como ocorreram com Moisés, André Luiz e Locatelli é querer provocar discussão interminável.

A rigor, bola em que o goleiro Vanderlei poderia defender, acabou rebatendo, exceto a primeira de Moisés, no canto direito.

Naqueles chutes do meio da rua, se a bola entra diriam que o goleiro teria falhado, como disseram quando Val, do Coritiba, acertou chute de distância equivalente, e o goleiro Ivan aceitou?

Lembram-se de como Ivan foi criticado?

É admissível goleiro sofrer gol de longa distância de quem pega muito forte na bola, mas...

Essa reconhecida melhora do futebol da Ponte Preta só tem validade se comparada a ela mesmo, e sobre isso tenho discorrido há cerca de quatro rodadas.

SAÍDA VALORIZADA

Se há um mérito que deve ser atribuído ao treinador Gilson Kleina é que conseguiu amenizar aquele vício de chutões dos defensores, para qualificação na saída de bola da defesa, de pé em pé, até a intermediária adversária, com significativa redução de erros de passes.

Isso leva desavisados à interpretação de que o time teria engrenado, que adquiriu outra postura de ataque, além de incursões de Moisés.

Então, eis o convite à sua reflexão: quantas oportunidades reais de gols, já dentro da área adversária, a Ponte Preta criou?

Aí você puxa à memória e vai lembrar o lance de Marcos Júnior.

Ok, passou disso, pode repelir a narrativa de Kleina de oportunidades - no plural.

Seja como for, o que se depreende deste pequeno acréscimo de rendimento do time pontepretano é que muito provavelmente seja suficiente para ganhar jogos de equipes do pelotão de baixo e com possibilidade maior de perder daqueles adversários que aspiram sempre o G4.

Como o 'planejamento da Ponte foi de quem 'semeou vento', a fuga do risco de não colher tempestade já estará de bom tamanho.

COLUNAS

Já estão atualizadas as colunas Memórias do Futebol e Cadê Você.

No áudio de circuito nacional, o enfoque é sobre a conscientização de boleiros dos malefícios do vício do tabaco, pegando como gancho o Dia Nacional de Combate ao Fumo, neste 29 de agosto.

No passado, como a boleirada abusava, uma das vítimas de câncer no pulmão foi o zagueiro Moisés, de Bangu e Corinthians,

Na coluna doméstica de Cadê Você, o texto discorre sobre o aplicado lateral-esquerdo Almeia do Guarani, como marcador.

Ainda não existem comentários.

29
AGO
​Não queiram cobrar da Ponte Preta o impossível de oferecer

O Vasco fez o suficiente para vencer a Ponte Preta por 2 a 0, na tarde deste domingo no Rio de Janeiro, em gols que tiveram contribuição de jogadores pontepretanos.

Afora isso, o goleiro Ivan praticou duas defesas com grau de dificuldade, enquanto o goleiro Vanderlei, do time vascaíno, trabalhou basicamente em dois chutes fortes de longa distância, através do atacante Moisés e volante André Luiz.

Logo, sobre jogadas trabalhadas coletivamente e oportunidades reais de gols, isso a Ponte Preta não teve.

Na maioria das vezes a bola foi alçada à área adversária, e geralmente devolvida pelo zagueiro Leandro Castán.

Portanto, fica a impressão ao desavisado de que o fato de o time pontepretano ter reduzido substancialmente erros de passes, de a defesa ter trocado abusivos chutões por saída de trás com toques de bola, levada às proximidades da área adversária, que a equipe teria mudado de cara.

Reflexo do atual estágio da equipe é projeção concreta de vencer equipes do pelotão de baixo e assim não correr risco de rebaixamento nesta Série B do Campeonato Brasileiro.

Já diante de competidores do pelotão de cima, como o Vasco, aí vai persistir a interrogação sobre soma de pontos, exceto se os recém-contratados fizerem a diferença.

Além das mencionadas finalizações de Moisés aos seis e André Luiz aos 37 minutos do primeiro tempo, há registro para incursão do volante Marcos Júnior, nas costas do zagueiro Leandro Castán, mas o chute foi pra fora.

Longe de ser brilhante, o Vasco foi mais contundente naquele período, quando Léo Jabá, já dentro da área, exigiu puro reflexo de Ivan para a defesa, o que se repetiu em arremate do atacante Gabriel Pec, logo aos três minutos do segundo tempo.

Afora isso, outros lances agudos ficaram por conta dos gols do Vasco.

ANDREY

Creditam o primeiro gol do Vasco a um erro em saída de bola do lateral-direito Felipe Albuquerque, aos 18 minutos do primeiro tempo, mas tem-se que acrescentar, necessariamente, falhas de outros defensores pontepretanos no desdobramento da jogada.

Em cruzamento do meia Marquinhos Gabriel, pela esquerda, a cabeçada fulminante do meio-campista Andrey só foi possível porque ficou livre na área, o que mostra erro de posicionamento da dupla de zaga formada por Thiago Lopes e Cleylton.

Todavia, acrescente também o lateral-esquerdo Rafael Santos, que se desgrudou da marcação do vascaíno a procura sabe-se lá de quem pra marcar.

CLEYTON

No segundo tempo, o treinador vascaíno Lisca trocou o posicionamento do meia Marquinhos da esquerda para a direita, e por ali o seu time passou a desenvolver as principais jogadas ofensivas, até que aos 19 minutos o seu time chegou ao segundo gol, que por sinal tem que ser atribuído à fatalidade do futebol.

Na tentativa de interceptar com a cabeça o chute forte do volante Caio Lopes, o zagueiro Claylton deslocou o goleiro Ivan que seguia em direção da bola.

COZINHAR O GALO

Depois disso, o Vasco tratou de 'cozinhar o galo', como se diz na gíria do futebol.

Passou a tocar a bola a espera de o tempo escoar, e contou com as entradas de jogadores para oxigenar o meio de campo, como Galarza e Figueiredo.

Ainda no Vasco, injustificável a permanência em campo do 'poste' Germán Cano até os 41 minutos do segundo tempo, pois até então registro apenas para finalização em que foi travado por Thiago Lopes.

KEVIN

Na Ponte Preta, das trocas procedidas pelo treinador Gilson Kleina, apenas ganho de objetividade ofensiva com Kevin no lugar de Felipe Albuquerque.

Treinador demorou para sacar Fessim, Niltinho e Rodrigão, totalmente absorvidos pela marcação, e questiona-se o que o time teria a ganhar com Locatelli no lugar de Marcos Júnior?

Inválida, também, a insistente tentativa do atacante Moisés em buscar a bola na altura do meio de campo, quando o recomendável é que seja acionado mais próximo da área adversária, para complemento de jogada.

  • TIO LEI - III
    30/08/2021 14:51

    ... Será algum tipo de punição por liderar os boleiros no caso dos atrasos salariais, ou estará ele sendo um líder que está se posicionando contra o "esquema tatico" dessa comissão incompetente? Qualquer treinador, por mais inexperiente que fosse, jamais abriria mão de um jogador deste "naipe", muito pelo contrário, armartia até um esquema para preservá-lo mais, evitando desgaste desnecessário ao ficar dando combate aos zagueiros adversários. Esse é o meu ponto de vista.

  • Jose Ricardo
    30/08/2021 04:45

    O mais do mesmo. Ligações direta defesa ataque e cruzamentos na área. Esse é o esquema do GK.

  • Ramos
    30/08/2021 01:09

    Não dá nem para zuar..fica Tião!! hehe

  • ANTONIO CARLOS
    30/08/2021 01:09

    Falamos a semana toda aqui. E o professor Pardal fez tudo ao contrário. Tinha 2 laterais de ofício ( Kevin e Hermes) e inventou de novo. Sabíamos que tanto Marcos Jr como Vini Locatelli não jogam nada. E ele teimou, de novo. E nosso ataque é uma piada.

  • TIO LEI
    30/08/2021 00:01

    Idem Idem aos comentários anteriores, principalmente no que diz respeito aos jogos "fora de casa".

  • João da Teixeira
    29/08/2021 22:59

    Tião Gavião, mais um pinto. Sua sina, levar cassete fora da casa....e dentro tbem...

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Jornalista esportivo há 40 anos. Trabalhou, como jornalista, nas emissoras de Rádio Brasil, Educadora, Central, Jequitibá e Capital (São Paulo). Nos jornais: Diário do Povo e Jornal de Domingo, ambos de Campinas, e editor de Economia e Opinião do Jornal Todo Dia, de Americana.

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