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08
JUN
Sangaletti, do Guarani para o Corinthians na década de 90

O Guarani trouxe do XV de Jaú, na metade do ano de 1995, o eclético zagueiro Marcelo Antonio Sangaletti, identificado no meio apenas pelo sobrenome. A estreia dele se deu logo após o Paulistão, num amistoso contra o Flamengo, em Cuiabá (MT), com empate por 1 a 1, gol do então meia Djalminha para os bugrinos, enquanto Edmundo descontou aos rubro-negros, época em que ele tinha Sávio e Romário como parceiros de ataque.

Eis o time bugrino daquela época, comandado pelo treinador Pepe: Narciso; Anderson, Cláudio, Sangaletti e Júlio César; Fernando, Fábio Augusto, Valdeir e Djalminha; Jean (Alex) e Fernando Diniz (Fabinho).

Sim, o Fernando Diniz em questão teve rápida passagem pelo Guarani, ficou mais tempo no Juventus - com rendimento apenas razoável -, e agora se transformou em treinador de grandes clubes do futebol brasileiro.

Na sequência daquela temporada, já no Campeonato Brasileiro, Sangaletti passou a atuar na zaga central e formar dupla com Amaral, até a chegada de Sorlei, vindo do São Paulo.

ESTILO CLÁSSICO

Sangaletti era destemido ao desarmar adversários. Driblava-os, se necessário, e sabia arrancar com a bola de trás, para iniciar rápida transição ao ataque.

Do Guarani, se pudesse certamente esqueceria a goleada que a equipe sofreu para o Atlético Mineiro por 4 a 1, no Estádio Brinco de Ouro, quando, no segundo gol, passou maus bocados com o meia Paulinho, 1,67m de altura, que ousou tentar aplicar-lhe chapéu dentro da área, contido com pênalti, convertido.

A carreira dele iniciada no Juventus, com prosseguimento em XV de Jaú e Guarani, reservou passagem pelo Corinthians, quando o Banco Excel bancou a contratação.

Ali começaram conquistas de títulos, que se prolongaram por mais cinco vezes no Sport Recife e Náutico, e outras três pelo Inter (RS), onde encerrou a carreira em 2005 devido à lesão no ombro.

MURICY RAMALHO

O contato com o treinador Muricy Ramalho, que havia se estendido desde os tempo de futebol nordestino, o inspirou a fazer curso de treinador e tentar emplacar na função, mas a experiência no Noroeste, em 2016, na Série A3 do Paulista, não foi como pretendia.

A rigor, nenhum ressentimento por Muricy ter-lhe sacado do time em intervalo de jogo contra o Guarani, na derrota do Inter por 3 a 1, em 2004. Na ocasião cedeu lugar para Rodrigo Paulista.

  • Wanderlei
    10/06/2021 04:54

    Afinal onde ele está hoje. Por onde anda o Sangaletti? ...obrigado

31
MAI
Há 22 anos a Linfurc mantém a motivação da 'velharada'

O último 29 de maio foi um dia especial para o futebol amador de Campinas, especificamente às faixas etárias mais velha.

A data marcou o 22º aniversário de fundação da Linfurc (Liga Independente do Futebol da Região de Campinas).

Foi naquele 29 de maio de 1999, na sede do clube Estoril, região Sul de Campinas, que quatro desportistas do amadorismo do futebol campineiro se reuniram para fundar a entidade.

Eu fui partícipe da fundação, conjuntamente com três saudosos desportistas: José Carlos Bueno, o Carrá, ligado ao Cambuí; Natão, do Realmatismo de Barão Geraldo, e o sargento Pereira, friamente assassinado nas imediações de sua residência, no bairro Estoril.

Por que a criação da Linfurc?

Porque até então as chamadas categorias mais velhas haviam perdido espaço na Liga Campineira de Futebol, que relegou a velharada, priorizando amador adulto e categorias de base.

Inicialmente a Linfurc se dispôs a organizar campeonatos nas categorias veteranos (acima de 33 anos de idade) e marter (idade acima de 40 anos de idade).

ATÉ O SESSENTÃO

Com o natural envelhecimento de jogadores, e tendo-se percepção da possibilidade de se criar categorias de faixas etárias mais avançadas, isso foi colocado em prática gradativamente.

Assim, a Linfurc começou a realizar competições na categoria supermaster (acima de 45 anos), hipermaster (acima de 50 anos), megamaster (idade superior a 55 anos) e Sessentão, como o próprio nome sugere.

Já foi possível organizar competição na categoria sessentão com 16 clubes, o que dá a real dimensão da quantidade de atletas que desafiam o tempo para continuar 'batendo' bolinha nos finais de semana.

Na projeção natural, com 20 atletas inscritos em cada agremiação, cerca de 360 inscrições foram feitas para quem preenchia os requisitos da categoria sessentão.

REGIONAL

O perfil da Linfurc é regional, com abrangência de clubes de Sumaré, Hortolândia, Santa Bárbara d'Oeste, Paulínia, Jaguariúna, Pedreira, Valinhos e Louveira.

A seriedade administrativa da entidade provocou quebra de paradigma reinante no futebol campineiro, um deles de árbitros cederem às pressões de clubes mandantes e optarem pela chamada arbitragem 'caseira'.

Clubes que exageraram em atos indisciplinares foram excluídos de competições, conforme o natural critério de triagem e seletividade.

Hoje, o engenheiro Reinaldo Reis preside a entidade.

Portanto, parabéns à Linfurc. E que a data seja comemorada pelos filiados da entidade.

  • Tito
    03/06/2021 00:55

    Parabéns pela homenagem. Conheci e trabalhei com o Sargento Pereira, um dos fundadores da Linfurc. Ele também apitava jogos, e, me recordo que, numa final de torneio no campo do Estoril, fui expulso por ele, mas merecidamente. O campo do Estoril é um ambiente muito familiar, sempre passo por lá, aos domingos de manhã para assistir uma boa partida de futebol amador.

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Jornalista esportivo há 40 anos. Trabalhou, como jornalista, nas emissoras de Rádio Brasil, Educadora, Central, Jequitibá e Capital (São Paulo). Nos jornais: Diário do Povo e Jornal de Domingo, ambos de Campinas, e editor de Economia e Opinião do Jornal Todo Dia, de Americana.

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