18
JUN
Formato com três zagueiros tem validade se dois deles tiveram velocidade

Se nos últimos anos a treinadorzada evita divulgação de sua equipe até minutos antes das partidas, com a pandemia da Covid raramente clubes admitem acesso de repórteres a treinamentos, e aí prevalece o mistério.

No caso específico da equipe do Guarani para enfrentar o CSA, na manhã/tarde deste domingo em Campinas, a tendência natural é pela manutenção de três zagueiros, estilo adotado na vitória contra o Novorizontino.

Infelizmente, nos últimos anos esse troço de treinador escalar três zagueiros ficou vulgarizado e sem critério.

VADÃO

No Brasil, um dos pioneiros no uso tático de três zagueiros foi o saudoso treinador Oswaldo Alvarez, o Vadão, no comando do Mogi Mirim, nos anos 90.

No entanto, ele tinha critério bem definido para aquela postura: dos três zagueiros, dois obrigatoriamente precisavam ter velocidade, para que tivessem capacidade de acompanhar atacantes de beirada dos adversários.

Agora, no caso específico do Guarani, o treinador Marcelo Chamusca adota o mesmo critério?

Claro que não!

CASTÁN

Dos zagueiros ora titulares, pode-se dizer que João Victor atende aos requisitos cobrados, mas jamais isso pode ser atribuído principalmente para Leandro Castán, que não tem 'pernas' para acompanhar atacantes velozes.

Sendo assim, aquela expectativa de laterais se transformarem em alas e se mandarem sem receio ao ataque, simultaneamente, talvez não se aplica ao momento do Guarani.

Isso não invalida a tese de o Guarani até conquistar vitória sobre o CSA com manutenção do formato, mas pela composição do elenco bugrino provavelmente não seria essa a melhor alternativa, até porque a equipe abdica de um atacante.

Ainda não existem comentários.

17
JUN
Precisam dar um basta na teimosia de Dos Anjos em insistir com Fabrício

Se em quase todos os jogos da Ponte Preta, quando escalado, o zagueiro Fabrício comete falhas comprometedoras, o principal culpado é quem o escala.

Portanto, coloque na conta do treinador Hélio dos Anjos essas derrotas, pois faz questão de ser teimoso. É impossível que não tenha discernimento se o atleta tem ou não condições de ser escalado.

Esse negócio de dar carta branca a treinador e deixá-lo fazer aquilo que bem entende é uma baita cascata.

Só faz isso cartolas que não têm argumentos suficientes pra debater com treinador ou aqueles que se acovardam para evitar o enfrentamento.

PERI

Pedro Antonio Chaib, o Peri, enquanto dirigente da Ponte Preta, usava outro tipo de estratégia para demonstrar ao treinador o quão equivocado estava na insistência com determinado jogador.

Peri assistia à treinos ao lado do comandante, com a língua bem afiada para comentar jogadas.

Na evidência que determinado jogador desafinava, sutilmente 'buzinava' no ouvido do treinador que estaria faltando alguma coisa para que o dito cujo justificasse presença na equipe principal.

Persuadido sobre válidos argumentos de Peri, na maioria das vezes o comandante dava uma 'envergada' e tomava a decisão correta.

BETO ZINI

Já o ex-presidente do Guarani Beto Zini, que acompanha o futebol do clube antes mesmo da inauguração do Estádio Brinco de Ouro, frequentemente batia de frente com treinadores.

Como o então comandante Fito Neves relutava em proceder a estreia do ponta-de-lança Edílson Capetinha no time bugrino, Zini, mandou aviso curto e grosso: “Ou você escala o Edílson, ou aqui você não fica”.

Aí, meu caro, prevaleceu o dito 'manda quem pode e obedece quem tem juízo'.

E Fito percebeu o quão equivocado estava com aquela teimosia.

EBERLIN

Em que o futebol diferencia-se do empreendedorismo, quando se busca o melhor rendimento para colher os melhores frutos?

Futebol tem algumas manias de mil novecentos e bolinha que parecem intocáveis.

Pior é que o trouxa aqui imaginava o presidente da Ponte Preta, Marco Eberlin, com perfil que se aproximasse de Zini, por julgá-lo que fosse um dirigente com pleno discernimento das coisas do futebol.

Não. Equivoquei-me e peço desculpa pela postura precipitada.

Tive contato com Eberlin quando de sua promoção na Ponte Preta do Departamento Amador ao Profissional, quando contava impressionantes histórias do amadorismo campineiro e parecia pessoa talhada no meio.

À época ele havia deixado impressão favorável de dominar os macetes da bola, e isso se juntou a conceitos aprovados quando das resenhas no antigo Estacionamento Maratona, de propriedade do Peri.

Ali, a impressão passada era de homem do futebol, mas na prática fomos driblados.

Convenhamos: fosse um seleto homem do futebol não cometeria tantas aberrações, mesmo com justificativa de desatualização, devido ao afastamento do meio.

AVISADO

Quando assumiu a presidência da Ponte Preta, pelo menos Eberlin deveria refletir nos conceitos sobre jogadores sondados. Se de fato preenchiam os requisitos para o futebol do clube.

Neste espaço, por exemplo, fiz ponderações sobre jogadores ora sondados e alertei sobre o risco de arrependimento caso as contratações se consumassem.

Pois Eberlin preferiu o canto da sereia de empresários do futebol ou palpiteiros de plantão. Aí se deu mal.

Foi recapitulado que o zagueiro Fabrício em nada teria a contribuir na Ponte, pois desde os tempos de Paraná Clube, há dois anos, já falhava.

Foram ignoradas informações para que evitasse contratações dos volantes Matheus Jesus, Wesley e atacante Pedro Júnior, pois não convenceram em passagens por seus últimos clubes.

RESERVAS

Ora, como trazer Wesley e Pedro Júnior, então reservas do CRB e Vila Nova (GO)?

Quanto a Matheus Jesus, quem o acompanhou desde a saída da Ponte para o Corinthians, constatou claramente que sequer se apresentava em campo como atleta competitivo.

Logo, Eberlin deveria ter ficado antenado sobre os motivos determinantes para brutal queda de rendimento do atleta.

Diante do cenário, ou Eberlin se reveste das atribuições de homem do futebol para se impor diante de treinador, ou repasse a atribuição a quem seja devidamente da bola para exercer o papel, sem que isso implique no legítimo cargo de presidente, democraticamente eleito.

  • João da Teixeira 3
    18/06/2022 17:47

    ... Por sinal, só quebraram a Ponte que sobrevive sabe Deus como, porque os dirigentes só entram por interesses próprios, sugando e delapidando o pouco que tem. Ôooo pobreza desses dirigentes, chega a ser nojento. Então, todos vcs, lavem a boca qdo falarem do Majestoso, nosso chão de estrelas, feito pela Lua nas folhas de zinco perfuradas, como diz a música de Sylvio Caldas e O.Barbosa " Chão de Estrelas": ...mas a lua furando o nosso zinco, salpicava de estrelas nosso chão...

  • João da Teixeira 4
    18/06/2022 17:46

    ...lavem a boca, principalmente bugrinos, pois vcs, nasceram no Dia da Mentira, nem história digna de sua fundação vcs têm...

  • Carlos Agostinis
    18/06/2022 12:57

    Pelo que eu entendo, o Dom Corleone , não contraiu dividas , ele colocou dinheiro do bolso para bancar a bancarrota que a PP estava, logicamente que fez isso através de contrato, não é bobo, isso chama se empréstimo, então tem que devolver, o cara do Palmeiras fez isso , e recebeu de volta, é verdade quem disse , não fosse o Dom, a PP já tinha sumido ..ou estaria igual o XV de Jaú, não sai da segundona...

  • Carlos Agostinis
    18/06/2022 12:56

    Só mesmo jeito estaria o Bugre, não fosse a Magnum arrematar nosso patrimônio a preço de banana, mas pelo menos temos um respaldo , a Magnum terá sim de construir um estádio novinho pra Guarani, enquanto isso não acontecer, o Brinco é nosso, entendeu Sr. João, e com costumou fazer negócios escusos pra construir alguma coisa , foram vocês , afinal o Sr Lucarelli abandonou o barco por acusações desse tipo.

  • Marcos
    18/06/2022 12:55

    Concordo. A nobreza deste cercado são as folhas de zinco que cobrem o bancos de Jardim ds área coberta. Ridículo é vc , maior meme deste blog . Aliás a única seleção que pisou neste gramado ( que é a única coisa que se salva ) ...foi a di parque Brasília. Com todo respeito e honras a Tunísia.

  • João da Teixeira
    18/06/2022 03:33

    Parafraseando um narrador da Globo, "Marcos, vc é ridículo!". Não queira comparar um estádio feito pela coletivida alvinegra em 1949 e o da Magnum feito no decorrer de 25 anos a partir de 1953, através de empresas que usaram esquemas de "sabemos lá a forma de custos e pagamentos" para terminar e hoje prestes a virar um amontoado de entulho igual ao time. A nobreza do nosso estádio está exatamente na forma de sua construção. Então não venha comparar seu estádio com o nosso templo...

  • Marcos
    18/06/2022 00:01

    Eu só queria entender! Faz tempo que não temos destaques em " lei do ex " heim!! Por falar em irmãos, so menos nesse quesito estamos um pouco a frente...ou seja , tínhamos um estádio e vcs NUNCA tiveram um , né ?!

  • Cabelo
    18/06/2022 00:00

    Desculpa, mas ñ consigo entender, quem errou nas duas linhas de i.impedimento foi o lateral esquerdo, Fabrício fez certo no primeiro lance em se adiantar pra deixar o atacante impedido, que pescou foi o lateral.

« Anterior : 1 [ 2 ] : Próxima »
Confiram as Postagens Anteriores:

1  2  3  4  5  6  7  8  9  10  11  12  13  14 
 

Jornalista esportivo há 40 anos. Trabalhou, como jornalista, nas emissoras de Rádio Brasil, Educadora, Central, Jequitibá e Capital (São Paulo). Nos jornais: Diário do Povo e Jornal de Domingo, ambos de Campinas, e editor de Economia e Opinião do Jornal Todo Dia, de Americana.

Fale comigo