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26
JAN
Tim, o estrategista que dirigiu Guarani e Ponte Preta

Quando foi trazido para ser treinador da Ponte Preta em maio de 1983, o saudoso Élba de Pádua Lima, o Tim, tinha no currículo passagens internacionais no comando da seleção peruana durante a Copa do Mundo de 1982, na Espanha, e San Lorenzo da Argentina.

Isso afora ter dirigido grandes clubes do Rio de Janeiro e a fama de estrategista. Todavia, seu histórico na Ponte se resumiu a sete jogos, com quatro derrotas, duas vitórias e um empate.

À época, o falecido treinador Cilinho havia voltado à Ponte Preta na condição de supervisor, mas saiu junto com Tim, que em Campinas já havia trabalhado em duas ocasiões, porém no Guarani.

Quando chegou, os bugrinos estavam assustados com a goleada por 10 a 2 que o time sofrido do Santos, na Vila Belmiro, em jogo amistoso.

Pois Tim estreou num amistoso contra o Bonsucesso e vitória bugrina por 3 a 2, em fevereiro de 1961, no Estádio Brinco de Ouro, num time com essa formação: Dimas; Ferrari, Ditinho e Belluomini; Valter e Eraldo; Dorival, Paulo Leão, Cabrita, Ilton e Osvaldo.

E no Estádio Brinco de Ouro Tim permaneceu até o final da temporada seguinte, voltando ao clube em breve passagem na temporada de 1975.

DRIBLADOR

Tim foi atleta que aplicava dribles desconcertantes nos anos 30 e 40 do século passado. Como aliava individualidade à visão de jogo, também fazia os seus golzinhos. Ele jogou nos principais clubes do Rio de Janeiro e Seleção Brasileira.

Em 1936 foi campeão do Sul-Americano realizado em Buenos Aires, quando a mídia Argentina o apelidou de 'El Peon'. Na Copa do Mundo de 1938, na França, participou apenas do jogo contra os checos, pois o técnico Ademar Pimenta preferiu escalar a ala esquerda formada por Perácio e Patesko, por causa da fama de Tim de farrista, que pulava janelas de hotéis para fugir de concentração. O melhor momento dele como atleta foi no tricampeonato carioca do Fluminense de 1936 a 38.

OLARIA

Tim passou pelo São Paulo antes de encerrar a carreira no Olaria (RJ), onde conciliou as funções de treinador, até se fixar na nova função.

Aí, expunha a sua tática com uso de mesa de jogo de botões, e mostrava o devido posicionamento dos jogadores. Por isso foi considerado um dos maiores estrategistas no comando de grandes equipes do futebol brasileiro.

Nascido em fevereiro de 1916, em Ribeirão Preto (SP), começou a carreira de atleta como meia-esquerda do Botafogo, em 1931, e três anos depois transferiu-se à Portuguesa Santista.

  • João da Teixeira
    28/01/2021 10:34

    Errata do corretor, 1° Nome do técnico ELBA DE PÁDUA LIMA, conhecido por TIM; 2° Começou a jogar bola em Ribeirão Preto, mas nasceu em RIFAINA-SP e 3° Foi contemporâneo de Heleno de Freitas. ERAM AMIGOS INSEPARÁVEIS. Feitas as devidas correções e aproveitando, seu apelido de família Era TÍ, foi qdo veio morar na Vila Tibério em Ribeirão que TÍ virou Tim para os colegas de bairro. Se fala muito de jogadores "cabeças de área" e quem deu nome a essa nomenclatura tática foi Tim.

  • João da Teixeira 1
    27/01/2021 09:37

    Elba de Pá deu a Lima, o Tim, craque do Fluminense, apesar de ter nascido no interior de S.Paulo,Ribeirão Preto, onde começou no Botafogo-RP, foi contemporâneo do craque problema do Botafogo F.R., Heleno de Freitas. Eram a jogos inseparáveis, pois ambos eram boêmios, gostavam de uma farra e essa sua fama lhe custou a vaga de titular na seleção brasileira de 1938 na França. Por sinal, Heleno de Freitas também foi barrado da seleção em 1950, devido desavenças com o técnico...

  • João da Teixeira 2
    27/01/2021 09:36

    ..., devido desavenças com o seu técnico no Vasco, Flávio Costa, que também era técnico da seleção brasileira em 1950. Chegou até puxar uma arma para o treinador Flávio Costa na porta do estádio São Januário, sendo desarmado pelo próprio Flávio. Depois disso culpou o técnico Flávio pelo Maracanaço de 50. Como eram amigos, Tim pegou essa fama de jogador indisciplinado tbém. A fama de estrategista veio porque usava jogo de botões para posicionar taticamente os jogadores no campo

08
JAN
Wagner, piracicabano que deu certo na Ponte Preta

Jogadores do passado eram desatentos até em relação à grafia de seus nomes.

O piracicabano Antonio Wagner de Moraes, formado como atacante na base da Ponte Preta, passou cinco anos no profissional do clube com a mídia impressa grafando incorretamente seu nome com 'V', já que até na 'papeleta' de escalações do time pontepretano assim redigiam.

Durante o período, Wagner sequer sugeriu correção, preocupado que estava em bom desempenho no campo, para galgar projeção maior no futebol.

CENTROAVANTE

A estatura de 1,74m de altura não impediu que fosse escalado a maioria das vezes como centroavante, até porque contrariava a tese de que o escalado na posição precisa se fixar na área adversária a espera de criação de jogadas, para que completasse.

A facilidade para o drible permitia que se deslocasse com frequência para os lados do campo, e por isso não estranhava quando treinadores o escalavam para desempenhar esta função, porém fazendo a diagonal para terminar as jogadas.

PALMEIRAS E JAPÃO

Por ter se destacado na Ponte Preta, o Palmeiras tratou de buscá-lo em 1991, sem que repetisse recomendáveis atuações. Participou de apenas 20 jogos e marcou três gols.

Isso em nada interferiu no interesse do futebol japonês pelo futebol dele, tanto que ficou por lá durante cinco anos, com passagens por Belmare, Otsuka e Kashiwa Reysol.

No retorno ao País, percorreu a chamada estrada da volta no futebol, em clubes de menor expressão no interior paulista. Jogou no São José, União Barbarense, Botafogo, Etti Jundiaí, Paraguaçuense, e o encerramento da carreira deu-se em 2001 no XV de Piracicaba, sua cidade natal, aos 36 anos de idade.

Wagner tem escolinha de futebol na cidade e até tentou ingressar na carreira de treinador, comandando o XV de Piracicaba na Copa Paulista de 2012, mas não prosperou na função.

GOL PERDIDO

Até hoje ainda cita a participação dele no tricampeonato conquistado pelo time de juniores da Ponte Preta, quando na terceira e decisiva partida diante do XV de Jaú, em Rio Claro, em fevereiro de 1984, perdeu o gol mais feito na carreira.

Após driblar toda defesa, desvencilhou-se do goleiro Vanderlei, e bastava apenas empurrar a bola pra rede. Aí, inexplicavelmente, na finalização, a bola cobriu o travessão.

Aquele time, do treinador Tuta, contava com João Brigatti; Carlinhos, Heraldo, Junior Curau e Rodrigues; Rudney (Ivo), Márcio Luís e Vaguinho Dias; Léo, Wagner e Joel.

  • SERGIO LUCAS QUADROS CAMPOS
    08/01/2021 10:25

    faltou o sinval nesse time

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Jornalista esportivo há 40 anos. Trabalhou, como jornalista, nas emissoras de Rádio Brasil, Educadora, Central, Jequitibá e Capital (São Paulo). Nos jornais: Diário do Povo e Jornal de Domingo, ambos de Campinas, e editor de Economia e Opinião do Jornal Todo Dia, de Americana.

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